2008/10/03

Protesto contra preço dos combustíveis


Li em bracaralêndia
e aproveito para entra nesta justa onda de protesto:


No momento em que as gasolineiras demoram a reagir à descida do preço dos combustíveis, a Deco convida todos os condutores e não condutores a aderir ao protesto através da sua página on-line. Assim, é possivel que o movimento de protesto cresça e se legitime, basta deixar os dados. "O apoio de todos será utilizado para reclamar direitos junto das autoridades competentes" refere a Deco. "Reivindicamos mais transparência no sector e a criação de uma entidade reguladora competente. Mais: queremos que o Governo aumente a eficiência na sua acção de fiscalização", acrescentam. No próximo dia 27, Sábado, a proposta da Deco aos automobilistas é que se juntem à Jornada Nacional de Protesto e não abasteçam os seus veículos durante todo o dia. Para tornar mais visível esta causa, cada condutor pode descarregar o cartaz alusivo que se encontra em anexo, imprimir e colar no seu carro. Na véspera, durante a manhã, a DECO vai estar na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa, e as suas delegações regionais, um pouco por todo o País, a distribuir panfletos informativos. Desde já, agradeço esta acção!!! E reformulo o apelo da Deco: "Faça crescer a lista dos nomes para protestar junto do Governo, passando a palavra a amigos e familiares". Assim seja...



Escrito por JAC em 16:12:52 | Link permanente | Comments (0) |

Meio cheio ou meio vazio?



(texto)José António Carneiro

Um copo de água pela metade está meio cheio ou meio vazio? A resposta mais usual será: “Depende!”.
Num tempo tão prolixo em críticas e desabafos em relação à actual crise económica mundial, permitam-me que hoje reflicta sobre a questão do optimismo ou do pessimismo com que olhamos as situações.
Efectivamente, a resposta pessoal dada a esta pergunta – como todas as respostas que damos na vida – são condicionadas pela nossa circunstância e momento de vida. Na prática, são o resultado de um emaranhado de condicionantes. Em relação à pergunta inicial, poderei responder que está meio cheio, se me encontrar optimista, ou que está meio vazio, se estiver pessimista.
Pois, perante a actual crise económica mundial e consequente instabilidade e incerteza nos mercados internacionais podemos ter duas visões. Uma, a mais fácil, a de criticar tudo e todos e ver, no fim, quem se salva (poucos serão!). A outra, bem mais difícil, a de olhar a situação com optimismo – não aquele que fecha os olhos aos problemas, mas aquele que busca sempre novas soluções, grandes ou pequenas –, ou, ainda, valorizando as tentativas de resolução que vão surgindo (por exemplo, o plano “Paulson”, pelo qual os EUA pretendem recuperar o sistema financeiro).
Todos vão tendo e dando as suas opiniões sobre a resolução desta crise. Penso que terá de começar por passos pequenos, concretamente no que diz respeito à economia familiar e à gestão das finanças do agregado.
Mas, esta questão do optimismo e do pessimismo (defendidas, ao nível da Filosofia, por Leibniz e Schopenhauer, respectivamente), apesar de não ser linear, mas ambígua, traz-me à memória o profeta Jeremias. A forma como este homem de Deus olhou a “crise” do seu tempo – “vejo um ramo de amendoeira” – parece-me paradigmática e oportuna para todos.
Ver a esperança, o positivo e o novo a nascer, mesmo no meio do lodo e do lamaçal, parece-me o primeiro passo para resolver os problemas. Não duvido que esta forma nova de olhar será um contributo favorável para a reposição de uma ordem económica mundial mais estável, equilibrada e equitativa.

in DM, 03/10/08


Escrito por JAC em 14:49:38 | Link permanente | Comments (0) |

2008/10/02

Aprender... com a vida!

Aprendi....que ninguém
é perfeito
enquanto não te apaixonas.
Aprendi....que a
vida é dura
mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as
oportunidades nunca se perdem
porque aquelas que
desperdiças... alguém as aproveita
Aprendi que...quando
te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra
parte.
Aprendi que...
devemos sempre dar palavras boas...
porque amanhã nunca se sabe
as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso
é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que... não posso
escolher como me sinto...
mas posso sempre fazer
alguma coisa.
Aprendi que...quando
o teu filho recém-nascido
segura o teu dedo na sua mão
têm-te preso para
toda a vida
Aprendi que...todos
todos querem viver no cimo da montanha...
mas toda a felicidade
está durante a subida.
Aprendi que... temos
que gozar da viagem
e não apenas
pensar na chegada.
Aprendi que...o melhor é
dar conselhos só em duas circunstancias:
quando são pedidos e
quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto
menos tempo se desperdiça...
mais coisas posso fazer.



Escrito por JAC em 17:15:10 | Link permanente | Comments (0) |

2008/09/30

SOMOS PARTES DO TODO



Somos partes do Todo
Eu sou parte de ti
E tu és de mim
Quando parto te procuro
Tu que partes para me encontrar
Num certo lugar no Todo
Que não é perto nem distante
Do ponto em que saímos
Em busca da Outra Parte.

Jean-Pierre Barakat
Escrito por JAC em 14:08:43 | Link permanente | Comments (0) |

Catequistas com S. Paulo


Encontro da Zona Pastoral da Cidade de Braga
Catequistas desafiados
a catequizar-se por S. Paulo
 
Texto e foto: José António Carneiro

Os catequistas provenientes das nove paróquias da Zona Pastoral da Cidade do arciprestado de Braga estiveram reunidos, durante a manhã de ontem, para se deixarem catequizar por S. Paulo e descobrir, um pouco, a sua obra. No encontro que decorreu no Centro Cultural e Pastoral, foram apresentados os resultados do trabalho realizado no ano passado sobre o Directório Geral da Catequese (DGC) e apresentadas duas conferências sobre S. Paulo, nas quais foi apelidado de modelo de catequista (ver a outra peça nesta página).
O padre Domingos Paulo Oliveira, responsável pelo Secretariado da Catequese ao nível da Zona Pastoral da Cidade, referiu que a actividade pensada e programada para todos os catequistas, durante este ano, tem como finalidade e objecto o aprofundamento da vida e da obra do “Apóstolo dos gentios”. O Apóstolo será, durante este ano, «guia nos caminhos da escuta da Palavra e no alargar esta mesma Palavra para além das cómodas fronteiras das salas de catequese», disse.
Neste sentido, a equipa responsável pela catequese ao nível da cidade pretende que mais que um estudo bíblico, esta iniciativa pastoral seja capaz de provocar a «paixão pela leitura da Palavra de Deus e comprometa na vivência da mensagem de Jesus Cristo».
Para o também pároco da Sé e de S. João de Souto – com o cónego Manuel Joaquim Costa – o objectivo geral da proposta de trabalho para este ano pastoral passa por fomentar, igualmente, um maior relacionamento interpessoal entre catequistas das paróquias da cidade, a partir do estudo aturado das cartas de S. Paulo.
O sacerdote defende que esta inicativa tem a vantagem de colocar os catequistas a trabalhar interparoquialmente. E, além do mais, considera que este tipo de trabalho pode, porventura, ser alargado a outros sectores da pastoral e a outros movimentos, em especial em zonas citadinas.
Este relacionamento interpessoal será concretizado por meio da promoção do conhecimento interparoquial das estruturas, sistemas e organizações catequéticas, pela partilha de conhecimentos adquiridos sobre as cartas paulinas, pela promoção do acolhimento na paróquia aos catequistas visitantes, e finalmente, por meio de celebrações e momentos de oração com os catequistas visitantes.
O encontro de ontem começou pela apresentação dos trabalhos sobre o DGC que foram elaborados pelos catequistas de Santo Adrião, Ferreiros, S. Vicente, Sé (Patronato e Visitação), S. João de Souto, Cividade, Maximinos, S. Lázaro e S. Victor. Esta pequena publicação foi dada aos catequistas que estiveram presentes no encontro, mas, também, será disponibilizada aos que não estiveram.
Seguidamente, o padre João Alberto Correia, pároco de Frossos, e o padre Hermenigildo Faria, pároco de Real, apresentaram duas conferências sobre S. Paulo no intuito de dar luzes e pistas aos  catequistas, pensando já na actividade pastoral deste ano.
Os presentes aproveitaram a oportunidade para colocaram aos dois sacerdotes, formadas em Bíblia, as suas questões e dúvidas. De realçar, que a questão da terminologia em relação à chamada conversão de S. Paulo foi uma das mais debatidas.


Agentes pastorais não devem
trabalhar por conta própria

Texto e foto: José António Carneiro

Os agentes pastorais, especialmente os catequistas, não devem trabalhar por conta própria mas sim em comunhão com o pároco, a comunidade paroquial e toda a Igreja. Esta é a conclusão que resulta das duas conferências que decorreram, ontem de manhã, durante o encontro de catequistas da Zona Pastoral da Cidade de Braga, proferidas por dois padres.
A partir da Carta a Filémom, o padre Hermenegildo Faria, pároco de Real, deixou aos catequistas o desafio de desempenharem a sua missão como o Apóstolo dos gentios porque, durante a sua actividade evangelizadora, S. Paulo procurou sempre não o seu próprio bem mas o da Igreja.
Baseado no exemplo paulino, o sacerdote bracarense defendeu que os catequistas não trabalham por conta própria uma vez que «o anúncio do Evangelho não depende de uma pessoa mas de toda a comunidade e da Igreja.
Como «Paulo não trabalhou por conta própria, mas ao serviço do Evangelho e da Igreja», assim os catequistas se devem situar em relação à sua missão. Aliás, «todos os que têm alguma autoridade na Igreja e todos aqueles que são chamados a gerir tensões deviam seguir o exemplo de S. Paulo», defendeu o padre Hermenegildo Faria.
Depois de fazer a leitura da carta de S. Paulo, o sacerdote mostrou que, na argumentação paulina, o Apóstolo consegue transpor a ordem jurídica para uma ordem eclesiástica a fim de instaurar uma nova ordem cristológica, na qual todos são considerados irmãos.
O conferencista referiu ainda que Paulo consegue de uma simples carta de recomendação passar a uma carta apostólica e canónica. O artifício usado para isso é o alargamento do âmbito do problema. Paulo engloba a comunidade e a Igreja num problema que é aparentemente particular.

Paulo, homem e escritor
“S. Paulo, homem e escritor” foi o título dado pelo padre João Alberto Correia, professor da Faculdade de Teologia, à sua intervenção. O sacerdote distinguiu quatro fases da vida do Apóstolo: «judeu praticante e zeloso, iluminado fervoroso, missionário itinerante e prisioneiro e organizador da comunidade».
Da primeira fase, o pároco de Frossos destacou a fidelidade à fé e a observância irrepreensível da Lei. Depois, sobre o segundo momento, e sobre a conversão de S. Paulo, o professor de Sagrada Escritura afirmou que «este acontecimento foi tão importante que a vida de Paulo se pode dividir entre o antes e o depois da queda na estrada de Damasco». Contudo, «não pensemos que a sua mudança foi tão momentânea e brusca como aparece narrada no capítulo 9 dos Actos dos Apóstolos».
Sobre a fase das viagens missionárias de Paulo salientou que a «metodologia é quase sempre a mesma». Começando pelo anúncio na sinagoga e consequente recusa dos judeus, o Apóstolo volta-se para os pagãos, na praça pública.
Na última fase da vida S. Paulo aparece como «prisioneiro e organizador de comunidades». Precisamente nesta época escreveu as cartas que hoje aparecem elencadas no cânone da Bíblia.
Sobre elas, o padre João Alberto Correia falou da organização interna e dos aspectos literários, entre os quais os recursos à diatribe, às perguntas retóricas, ao exagero semita, à ironia, antíteses, paradoxos e à argumentação escriturística.


in DM, 26/07/08


Escrito por JAC em 12:19:19 | Link permanente | Comments (0) |

Núcleo de Braga mostrou força do CNE


Jogos e aventura para recordar
fundador do escutismo católico

Texto e foto: José António Carneiro

A homenagem ao fundador do Escutismo Católico Português, D. Manuel Vieira de Matos, contou com a presença e participação de mais de 1200 escuteiros do Núcleo de Braga, num dia preenchido com a Eucaristia, jogos e aventuras escutistas, em diversos pontos da cidade de Braga, o berço do movimento fundado pelo então Arcebispo de Braga.
O dia começou, depois da concentração e desfile, com a Eucaristia, na Sé Primaz, presidida pelo assistente de Núcleo, cónego António Macedo, e animada musicalmente pelo Agrupamento de Sobreposta.
Na homilia, o assistente do movimento afirmou que apesar dos seus 85 anos, «o CNE fundado por D. Manuel Vieira de Matos é muito novo e jovial». Para o capitular bracarense, «podem surgir muitas associações, quer em Portugal que no mundo, mas poucas conseguirão a força e o dinamismo do escutismo».
Já a terminar a reflexão e, em Dia Mundial do Coração, o cónego António Macedo disse que o CNE «tem muitas coisas», mas salientou que o melhor do movimento «são os corações vivos dos seus elementos, que dizem sim a Deus, e aos valores fundamentais da pessoa humana».

No final da Eucaristia, os escuteiros depositaram na Capela Tumular – onde estão depositados os restos mortais dos Arcebispos de Braga, do século XX – uma coroa de flores em homenagem a D. Manuel Vieira de Matos.
Depois, teve início o jogo preparado pela Junta de Núcleo de Braga para as quatro secções escutistas – lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros – que teve como principal objectivo comemorar o fundador do CNE em Portugal.  Segundo disse o Chefe do Núcleo de Braga, João Araújo esta actividade pretende retirar «um pouco de pó sobre a figura de D. Manuel Vieira de Matos por considerarmos estar um pouco esquecido pelos escuteiros».  
O jogo, sem qualquer carga de competição, processou-se em diversos pontos da cidade de Braga, alguns deles com uma carga simbólica e relacionados à vida e obra de D. Manuel Vieira de Matos. Em especial, o Largo de S. Tiago, onde se situa o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, mandado construir pelo Arcebispo de Braga.
Na sessão de encerramento, que decorreu, de tarde, na Avenida Central, o Agrupamento de S. Pedro de Merelim fez uma encenação sobre D. Manuel Vieira de Matos. Depois, entre cânticos e muita animação, os escuteiros aplaudiram as palavras encorajadoras do Chefe de Núcleo que se manifestou «feliz» pela forma «excelente» como decorreu o dia dedicado ao fundador. E afirmou: «com certeza, também D. Manuel Vieira de Matos, está hoje feliz com todos os escuteiros».
De destacar, a tenda do fundador que estava localizada na Avenida Central e que, tal como o túmulo do Arcebispo, foi visitada por todos os escuteiros que participaram neste dia de celebração e de festa escutista.

in DM, 27/09/08


Escrito por JAC em 12:17:13 | Link permanente | Comments (0) |

2008/09/26

Igrejas Lusófonas reunidas em Macau


Arcebispo crê na reconciliação
entre o Vaticano e a China

Texto: José António Carneiro

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, acredita na «reconciliação» entre o Vaticano e a Igreja da China, mas compara esta missão de Roma à ousadia de abrir novos caminhos dos portugueses dos Descobrimentos.
«Assim como os portugueses outrora tiveram essa ousadia de criar, de inventar, de estar abertos ao espírito para poder inovar e abrir caminhos novos, temos de ser um pouco mais aventureiros, não à aventura desnorteada, mas àquela aventura que segue o espírito», o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
O Arcebispo de Braga, entendendo que «é essa a única atitude que podemos ter neste momento», sustentou que acredita e está convencido que a Igreja Católica «rapidamente conseguirá ter aquele espaço de liberdade para em unidade e em comunhão com a hierarquia de Roma» poder divulgar a Palavra de Deus no continente chinês.
Para D. Jorge Ortiga, o tempo é de esperança e de trabalho: «esperança porque em certo sentido parece que há uns ares novos que se respiram mas ao mesmo tempo o ambiente da liberdade ainda não acontece», e trabalho porque a aproximação «exige confiança».
«É um tempo de expectativa e de esperança activa, de trabalho, de confiança e abertura ao espírito e naturalmente de uma certa ansiedade por poder, num clima de liberdade, de reconciliação e de perdão entre as diversas igrejas da China, poder anunciar o amor de Deus e da Igreja», afirmou o presidente da CEP.

Bispos denunciam
desumanidade com imigrantes
Os Bispos Lusófonos estão preocupadas com a «desumanidade» com que esta a ser conduzida, na Europa, a «questão da imigração». Foram várias as Igrejas que pediram à CEP que encontre formas de fazer chegar aos Governos Europeus esta indignação e revolta sentidas.
Os Bispos, reunidos em Macau, abordaram a situação de muitas centenas de estudantes lusófonos que, sobretudo em Portugal, buscam uma oportunidade para se formarem e que, frequentemente, se sentem desamparados por causa do incumprimento de promessas de apoio, deixando-os à mercê de exclusões dolorosas.
Também o atentado ao Presidente da República de Timor e a actual situação de Angola mereceram uma atenção especial.
Segundo o sacretariado deste encontro, «das explicações dadas, resulta uma razão para a esperança, embora acompanhada de uma atenção e percepção do sentido da marcha que novos actores políticos podem imprimir aos seus Povos, de forma a que a Igreja se vá habituando a, aprender a conviver com as diversidades culturais, religiosas, etnocêntricas que cada vez mais vão convivendo com tradições religiosas e/ou de religiosidade popular, o que implica uma pedagogia pastoral atenta e de grande proximidade com as pessoas para as ajudar a discernir o que é e o que não é cristianismo autêntico».
Como tem sido hábito nestes encontros, a partilha entre as várias Igrejas ocupa o primeiro lugar na agenda de tarbalhos, uma vez que, «em contexto de Igreja-Comunhão, ninguém ensina nada a ninguém, mas todos aprendem com a permuta de informações e análises de natureza religiosa, antropológica e sócio política  dos seus Povos», refere o secretariado.
Ontem e anteontem, foram detalhadamente apresentadas os problemas e desafios que se colocam às Igrejas e algumas linhas de orientação pastoral que vão sendo ensaiadas, em «tempos que deixaram há muito de ser de Cristandade para se transformarem num novo ciclo de Evangelização em contextos sociais, antropológicos e políticos marcados já por uma acentuada descristianização, indiferença religiosa, e por um laicismo agressivo que perpassa por todos os países/territórios onde a Igreja continua a evangelizar».
Para os Bispos Lusófonos, «a concentração de multidões à volta das grandes cidades com todos os problemas que tal concentração significa são, por um lado, grandes desafios que se colocam à Igreja, mas, por outro, constituem também oportunidades de intervenção pastoral que reclamam dos agentes evangelizadores criatividade, discernimento dos sinais dos tempos e uma atenta análise dos múltiplos e complexos problemas com que o seu rebanho se confronta».


in DM, 26/09/08

Escrito por JAC em 09:02:34 | Link permanente | Comments (0) |

2008/09/25

Missionários em Timor

Jesuítas portugueses há mais de 30 anos em Timor-Leste
«O povo timorense é a nossa missão»

(texto e foto)José António Carneiro

Se se fizesse uma lista de pessoas profundamente conhecedoras da história dos últimos 30 anos de Timor-Leste, dois padres jesuítas portugueses apareceriam, com certeza, a encabeçar essa lista.
A passar um tempo de descanso em Portugal, o padre João Felgueiras (JF) e o padre José Martins (JM) contaram ao Diário do Minho (DM) algumas experiências vividas no decurso da longa missão em Timor-Leste.
O padre João Felgueiras é natural das Caldas das Taipas, Guimarães, e nasceu no dia 9 de Junho de 1921. O padre José Martins é natural de São Romão do Neiva, Viana do Castelo, onde, no passado dia 7, celebrou as bodas de ouro sacerdotais.
Os desafios colocados a Timor e à Igreja timorense são, para estes dois sacerdotes, vários e urgentes. Mas também concordam que «Timor pode muito bem ser uma jóia da Igreja e da comunidade internacional».
Num país marcado pela guerrilha interna, pela invasão indonésia, por referendos, pelo processo moroso que levou à independência, os dois jesuítas missionários são unânimes em afirmar que «a morrer e a morrer» morriam em Timor. Porque, explicam, o povo timorense é a sua missão.


DM – Como se deu a ida para Timor?
JF – Estava no Colégio da Companhia de Jesus, em Cernache, e o Padre Provincial propôs-me ir para Timor. Isto em Maio de 1970. Fiquei surpreendido e, então, pedi um tempo para reflexão. Em Dezembro desse ano, parti de Cernache rumo a Timor. Neste tempo entre o pedido do Provincial e a minha partida, li muitos livros sobre Timor a fim de criar uma visão mais objectiva daquele País. Li praticamente todos os livros que havia e que estavam na biblioteca do colégio e isso enriqueceu a minha visão. Preparei-me para partir, com consciência renovada da minha missão de cristão, de sacerdote e de jesuíta. Tomei esta missão a sério, não apenas como uma aventura cega. Inseri-me no espírito dos grandes missionários, sabendo da responsabilidade que era e da própria beleza da missão em si.
JM – A minha ida para Timor foi muito diferente da do padre João, porque eu nunca tinha pensado, durante a minha formação, ir para terras de missão, nem nunca tinha pedido isso aos meus superiores.
Estava a fazer os meus estudos em Roma, no último ano da licenciatura em Teologia Espiritual, quando o Provincial me perguntou se eu tinha alguma objecção de ir a Timor por dois anos, no máximo três. Acabado esse período viria para Portugal trabalhar.
Claro que não me opus e, acabados os estudos, em 23 de Setembro de 1974, embarquei para Timor.  

DM – Como decorreu a viagem?
JF – Procurei aproveitá-la o melhor possível, no sentido de me informar e de conhecer mais o País. Antes de ir para Timor, passei por Roma, onde passei o Natal de 1970, e lá encontrei o ainda estudante de Teologia José Alves Martins.
De Roma, parti para outra etapa bíblica e paulina – Atenas –, antes de me dirigir para Jerusalém. Foi uma experiência espiritual única na minha vida. Fiquei na casa dos Franciscanos e, com uma família argentina, percorri todos os lugares santos de Jerusalém.
A passagem por estes locais ajudou-me ainda mais a fortalecer a consciência da missão que abraçava e que se chamava Timor.
A Jerusalém seguiu-se Goa, por onde andou São Francisco Xavier. Depois, Hong Kong, onde um atraso ocasional permitiu que contactasse com os focolarinos, com quem estava já bem relacionado porque tinha participado numa Mariápolis, em Fátima. Nesse encontro, contactei com vários estudantes de teologia timorenses, entre eles o actual Bispo de Díli. Seguiu-se Macau e entrar lá foi para mim uma alegria imensa.
Todo este tempo foi uma espécie de curso preparatório de ambientação para entrar em Timor.
Quando parti de Macau rumo à minha missão, recordo que me atrasei para o avião. Ao chegar ao aeroporto, mandaram-se ir a correr para conseguir entrar ainda no avião, mesmo sem revistar as malas.
A primeira vez que sobrevoei Timor foi muito emocionante. Tinha a consciência que estava a sobrevoar terras “virgens” que me iam acolher para desempenhar a missão.
Aterrei no aeroporto de Baucau e daí parti noutro avião, pequeno, que me levou a Díli.
Lá, estava à minha espera a comunidade que me ia receber. A alegria, ao encontrar os meus novos companheiros foi muito grande.
Contactei com os sacerdotes que trabalhavam em Timor e, depois, fui saudar o Bispo de Díli, D. José Joaquim Ribeiro, que tinha sido meu companheiro como seminarista em Évora.

DM – Qual era a missão?
JM – A minha missão era ser director espiritual no Seminário de Díli e professor.
Chegado a Timor, comecei imediatamente a cumprir a minha missão.
Não tive uma longa preparação como o padre João Felgueiras e o processo da minha ida decorreu rapidamente.
Claro que o objectivo, aparentemente, era diferente. Eu ia a Timor, o padre João foi para Timor. Encarei a minha ida como uma espécie de estágio, embora já fosse sacerdote.
A circunstância que me fez continuar até aos dias de hoje foi a guerra civil, em 1975, entre os dois maiores partidos timorenses – a União Democrática Timorense e a Frente Revolucionária de Timor-Leste. Mesmo aí não tinha intenção de ficar para sempre.
Em 7 de Setembro desse ano, a Indonésia invade Timor e eu fiquei como que retido. Não quis sair e fui continuando, continuando, até hoje.
Entre 1986 e 1990, por causa de umas férias do padre João, fiquei como reitor do seminário. No meio das dificuldades, dos perigos e da tensão, houve espaços de tempo felizes.
JF – A minha missão era o Seminário de Díli, numa encosta da cidade. Quando cheguei, a comunidade reuniu-se para me dar as boas-vindas e numa das primeiras conversas que tive com um seminarista, perguntando-lhe se sabia o motivo de eu ter ido para Timor, ouvi uma frase que ainda hoje não esqueci. Disse-me esse rapaz: “O padre veio, porque acreditou”.  
Fiquei impressionado com aquela frase, vinda da boca do primeiro seminarista timorense com quem falei.
Esse rapaz acabou por ser preso pelos indonésios e veio a falecer na sequência dos maus tratos.
No tempo que fui reitor, de 1971 a 1975, tínhamos uma vida normal de seminário. Os rapazes tinham um excelente índice intelectual.
Contudo, o 25 de Abril aqui em Portugal perturbou muito o ambiente de Timor. Já não era o Timor que eu tinha encontrado quando cheguei.
O Seminário não foi excepção a essa perturbação e instabilidade, por causa das movimentações políticas.
Alguma coisa estava a fervilhar e isso sentia-se. Os fundadores dos partidos, se não todos uma grande parte, tinham sido seminaristas, que eram das pessoas mais cultas do país.
O Seminário organizou, em Agosto de 1975, por ordem do prelado, uma peregrinação a Nossa Senhora de Aitara.
Mas, o golpe de 9 de Agosto e o consequente contra-golpe criou grande perturbação e guerrilha entre os timorenses.
Estávamos na montanha, em peregrinação, quando tudo isso aconteceu.
Porque ia dar-se um conflito armado, nós tivemos que sair para as montanhas. Na incerteza, fomos para Baucau.
Nos postos administrativos éramos avisados que os clérigos deviam sair de Timor.
Efectivamente, as religiosas tinham ordens superioras para abandonar o País. Para os padres, não havia essa ordem de saída.
Eu também não podia sair deixando os seminaristas dispersos.
Regressei, então, para a casa dos Salesianos onde estavam os seminaristas à minha espera.
Ficámos por lá. Estávamos reunidos no trabalho e na oração até que o Bispo informou que a Indonésia estava a invadir Timor.
Com o domínio indonésio não havia guerra no interior mas apenas nas fronteiras, para onde se dirigiam diariamente milhares de homens soldados.
Mas, a invasão alastrou.
O Seminário foi bombardeado e totalmente destruído. Durante este ataque, lembro que estávamos no interior da capela, estendidos debaixo dos bancos, para evitar os estilhaços.
Estávamos persuadidos de que os indonésios iriam respeitar os lugares da Igreja e até tínhamos posto bandeiras brancas, mas mesmo assim fomos bombardeados.
Quando parou este ataque saímos de lá. Instalámo-nos numa casa de um timorense que nos deu guarida, no relevo da encosta da cidade. Começámos a cavar buracos e valas no chão para nos protegermos dos bombardeamentos, que aconteciam diariamente, de canhões, morteiros e metralhadoras.
Foi uma época terrível.
As pessoas quando viram que nem os lugares da Igreja haviam sido respeitados pelos indonésios fugiram todas dizendo: “Vieram para nos matar a todos”.
Nesse preciso momento, a Indonésia perdeu todas as hipóteses de simpatia dos timorenses.
Este ambiente de violência decorreu até ao referendo de 1999, que foi favorável à independência de Timor.

DM – No meio de tanta tensão e perigo, consegue escolher o melhor momento?
JM – O melhor momento que vivi em Timor foi, efectivamente, no primeiro ano que cheguei, entre 1974 e 1975, porque foi um ano de paz. Os tempos de paz são sempre bons momentos.
Também a fase seguinte ao referendo foi um bom momento que passei, assim como a reabertura do Seminário em Díli, no ano de 1978.

DM – E o pior?
JM – Houve concretamente dois momentos em que senti a vida por um fio muito ténue.
Quando estávamos refugiados nas montanhas, por causa da invasão da Indonésia, no dia 18 de Dezembro, vim ao Seminário Menor diocesano e fui atingido na anca por um estilhaço de morteiro. Apesar da profundidade da ferida, consegui chegar ao seminário.
Também, em Setembro de 1999, com Díli debaixo de fogo pelas milícias, um dos padres que estava connosco foi morto a tiro. Ao que parece queriam roubar os nossos carros. Foi um momento providencial, porque sentimos a morte muito perto, morte essa que chegou, infelizmente, para esse padre alemão que estava connosco.

Faltam catequistas, seminaristas e sacerdotes...
DM – Quais são os desafios de Timor?
JM – A estruturação do país é essencial, mas convém que os líderes políticos sejam pessoas bem formadas. Neste momento, parece-me que Timor não tem isso. Até tem pessoas formadas, mas falta-lhes experiência de governação.
São três os departamentos a necessitar de acção imediata: Agricultura, Saúde e Educação.
Timor tem recursos e meios, no entanto falta-lhe projectos.
Ao nível da educação, o desafio é tremendo. A Língua Portuguesa, que é oficial desde o referendo, só é falada por pessoas com mais de 35 anos.
É importante apostar na aprendizagem do Português, que está nos programas apenas até ao 6.º ano.
Ao nível do turismo, faltam todos os projectos.

DM – E os desafios da Igreja timorense?
JF – Antes de mais, manter a lealdade e o respeito para com o povo timorense, porque as suas características deviam ser mantidas, preservadas e respeitadas.
A Igreja tem um papel importante na defesa e na promoção da dignidade dos timorenses.
Por isso, é essencial que a hierarquia crie consciência para pensar no futuro de Timor.
Em Timor faltam catequistas, seminaristas e sacerdotes...
Mas falta também, formação, catequese. Apostar na qualidade. Timor pode muito bem ser uma jóia da Igreja e da comunidade internacional.
JM – Os missionários que vão para Timor devem aprender o Tétum e o Português. Infelizmente, isso não acontece. Por exemplo, na nossa comunidade falámos Inglês. Tem havido brandura por parte do Ministério da Educação e da Igreja a esse respeito.

DM – Regressam a Timor no dia 20 de Outubro para fazer o quê?
JF – Faremos o que sempre fizemos: o povo timorense é a nossa missão. Durante todos estes anos fomos leais ao povo e à missão. Ambos temos a consciência de que fomos e vamos continuar a ser operários fiéis do Senhor.
Criámos a Escola “Amigos de Jesus” que tem alguns laços com a Companhia de Jesus, mas é autónoma. Pretende favorecer e dar valores humanos e religiosos que a criança precisa para o seu lento e gradual crescimento.   
Este ano, a escola conta com 512 alunos. Apesar de já existir há dez anos, o edifício foi benzido em Maio deste ano. Fica situado junto à casa dos Jesuítas em Díli.
A escola precisa de ajuda monetária principalmente para o pagamento aos professores. Para isso, as pessoas podem enviar os seus donativos para uma conta que foi criada com essa finalidade.
Sabemos que os portugueses, e os bracarenses em particular, são generosos. Por exemplo, a Igreja de Braga ofereceu, há poucos anos, todos os livros litúrgicos para todas as paróquias timorenses. Bíblias, rituais das celebrações, o Vaticano II, os volumes da Liturgias das Horas, tudo foi oferecido pela Arquidiocese.
A escola é outro projecto que quer contribuir para o futuro de Timor, do País e da Igreja. Os interessados podem ajudar com donativos para a conta com o NIB 0033 0000 0001 6073 2880 8.


in DM, 25/09/08

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Jornadas das Comunicações Sociais

Paróquias de Braga

apresentam portal em Fátima


(texto)José António Carneiro

O padre Marcelino Paulo Ferreira apresenta amanhã o portal www.paroquiasdebraga.org nas Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, que começam hoje, em Fátima, na Casa de Nossa Senhora das Dores, subordinadas ao tema: “O Evangelho digital”.
O sacerdote, que é pároco de Ferreiros, Sequeira e Vilaça, é um dos responsáveis pela administração daquele sítio na Internet, juntamente com o padre António Sérgio Torres, pároco de São Victor.
Em Fátima, na sua intervenção, o sacerdote bracarense vai fazer a apresentação geral do portal. Falar da criação, da história recente, da estrutura, dos conteúdos é o objectivo da prelecção que não terá mais que 15 minutos. A mesa redonda em que vai participar tem como tema “A Presença da Igreja em digital – Do jornal ao portal – paróquia, movimento, diocese, nacional. Análise e prospectiva”, e como intervenientes o padre Filipe Martins, do portal essejota.net, Luís Gonzaga, do paroquias.org, e do padre Samuel Mendonça, do diocese-algarve.pt. O padre Elísio Assunção modera as intervenções.
Segundo o padre Marcelino Ferreira, em declarações ao Diário do Minho, a ideia da criação do portal resultou das visitas pastorais à cidade de Braga no ano pastoral de 2003-2004. «Arrancou, inicialmente, com o contributo de seis das nove paróquias da cidade, a 25 de Março de 2005 e, no ano seguinte, transformou-se e alargou-se no portal de todo o arciprestado», referiu o administrador do portal.
O paroquiasdebraga.org já foi aberto mais de um milhão e 300 mil vezes. Os principais visitantes são, segundo o padre Marcelino Ferreira, paroquianos pertencentes ao arciprestado de Braga. Contudo, há «muitas visitas de outros países, em especial Brasil e EUA».
Já originou, inclusivamente, uma tese de mestrado da autoria de Patrícia Flor de Matos, que a apresentou no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Minho (UM), no âmbito da conclusão do segundo ciclo de Ciências da Comunicação, vertente de Publicidade e Relações Públicas. O tema escolhido pela discente foi “Igreja 2.0 – A Igreja e a Internet em Portugal. Estudo de um caso: http://paroquiasdebraga.org”.
O padre Marcelino Ferreira disse ao DM que os objectivos que presidem ao projecto do portal têm a ver com a importância da presença da Igreja no mundo das novas tecnologias e da internet. A proximidade que o site ajuda a estabelecer entre os paroquianos e os párocos é uma das mais-valias referidas pelo sacerdote. O paroquiasdebraga.org permite às pessoas ter acesso à informação relativa à paróquia. Como há muita gente sem referência à comunidade paroquial em que vivem, este projecto é um elo de ligação fundamental.
O administrador do portal considera que a Igreja ainda tem um caminho longo a percorrer em relação às novas tecnologias. Num tempo em que até as crianças do 1.º ciclo recebem computadores com ligação à internet, a Igreja deve manter-se atenta a este poderoso meio e não perder o “barco”, a “auto-estrada” da comunicação.

Jornadas sobre o Evangelho digital
Em Fátima, o tema “O Evangelho digital” reúne, hoje e amanhã, vários especialistas nacionais para pensar e reflectir sobre o modo de a Igreja transmitir a mensagem evangélica, em especial, com o recurso à internet.
Hoje, às 15h00, realiza-se um painel sobre “Panorama do digital em Portugal: jornais, rádios televisões – a realidade duma nova galáxia”, que conta com a presença de Pedro Janela e Rogério Santos, numa conversa moderada por Henrique Matos.
Depois, às 17h00, os jornalistas José António Santos (Lusa), Octávio Carmo (Ecclesia) e Pedro Leal (RR) intervêm num debate sobre “O religioso feito em Net. As entradas do sagrado nos portais profanos. As resoluções da cruz. Um servidor do Evangelho?”. Lígia Silveira, da Ecclesia, modera as intervenções.
Pelas 19h00, o cónego António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, e Jorge Wemans, director da RTP2, falam sobre “A InternÉtica – Um código moral na Internet – Da libertinagem digital à liberdade ética”.
Amanhã, a partir 10h00, realiza-se um painel intitulado “O Evangelho digital”, que conta com a presença de Roberto Carneiro, da UCP, e de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. O debate é moderado por Paulo Rocha, director da Agência Ecclesia.
O encontro termina com o painel onde participa o sacerdote bracarense, seguindo-se a conclusão dos trabalhos e o almoço.

in DM 25/09/08

Escrito por JAC em 11:52:43 | Link permanente | Comments (0) |

2008/09/24

Aventura



Nessa fugaz ondulação
Que atemoriza
E que me faz
Sinto o tremor,
Sinto o frio
E o calor.
Sinto a vida
Que pulula,
Sinto o negro
E a brancura
Dessa bela aventura
Que é o amor.

28/08/07


inédito José António Carneiro
Escrito por JAC em 11:58:22 | Link permanente | Comments (0) |

Alvorada



Água corre cristalina
Salpica a face sedenta
Do caminhante que procura
Um lugar para repousar.

Que abundância de frescura
Se pode saborear
Na Palavra revelada.

Num berço rico de ternura
Que se faz para abraçar
O nascer da alvorada.

inédito José António Carneiro

07/09/07
Escrito por JAC em 11:54:56 | Link permanente | Comments (0) |