2008/11/27

Conselho Presbiteral decorreu ontem em Braga


Mudanças culturais reclamam
novo paradigma na pastoral

Texto: José António Carneiro

 
A Arquidiocese de Braga está atenta às mudanças sociais e culturais do tempo presente assumindo a responsabilidade de pensar, reflectir e agir no sentido de colocar o serviço pastoral da Igreja na linha das exigências dessas mudanças permanentes. Na oitava reunião plenária, do X Conselho Presbiteral de Braga, que decorreu ontem, D. Jorge Ortiga lembrou aos conselheiros que «perante a mudança cultural, impõe-se a mudança pastoral».   
Na palavra de abertura, o Arcebispo de Braga lembrou que perante as mudanças culturais do tempo actual «urge tirar conclusões e não sonhar com o passado», de modo que a Igreja diocesana assuma a «responsabilidade de evangelizar e edificar nestes tempos».
Salientando a «rapidez vertiginosa» das mudanças culturais e sociais, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa entende que «a Igreja tem de situar-se neste tempo» e que, diante da exigência da permanente mudança, são necessárias duas atitudes fundamentais: escuta e fidelidade ao Evangelho.
Por um lado, é imprescindível colocar-se numa «atitude de escuta» para «ouvir as expectativas mais íntimas dos contemporâneos e compreender os seus desejos e ansiedades». E esta atitude deve realizar-se junto dos baptizados que abandonaram, ainda que, segundo o prelado, seja «mais fácil marginalizá-los ou criar-lhe exigências impossíveis».
Por outro lado, não se pode «renunciar à diferença cristã» que é a «transcendência da mensagem» uma vez que «o Evangelho tem sempre uma novidade que nunca se pode adulterar».
Para D. Jorge Ortiga a renovação pastoral passa por estas duas atitudes e a missão e responsabilidade dos cristãos continua a ser a de «sentir-se chamado a mostrar e a transmitir a diferença evangélica para dar uma alma ao mundo».
Na reunião, o padre Roberto Mariz e o padre António Sérgio Torres apresentaram um tema sobre “Reorganização da acção pastoral, nas mudadas condições do tempo actual”.
O padre Roberto Mariz, pároco de S. Lázaro, fez uma análise sociológica de caracterização da sociedade e da Igreja. Apontou o individualismo, o relativismo e o liberalismo como características prevalecentes duma sociedade chamada já «hiper-moderna». Nesta, a pessoa, individualmente, constitui-se como regra levando a que não aceite o que é imposto de fora, por poder.
Diante desta mudança social, este sacerdote entende que é urgente «uma transformação do paradigma da pastoral», sendo fundamental «passar de uma pastoral assente na ideia de hierarquia para uma relação pessoal», ou seja, para uma «pastoral relacional».
Apontando alguns elementos actuais da Igreja – a privatização da fé, o retorno de uma certa piedade popular acompanhada de esoterismo, o olhar negativo sobre a hierarquia (padres, concretamente) e a diminuição da frequência sacramental – o padre Roberto Mariz defendeu que a pastoral relacional que é exigida nos tempos actuais permite à Igreja continuar a ser «sinal de esperança» no meio das dificuldades e contratempos da vida. Essa esperança leva também a um «compromisso» que é «activo e operante».

Pobreza e desemprego
preocupam diocese
Na reunião de ontem foi ainda apontada a preocupação da Igreja de Braga em relação aos problemas sociais que afligem a sociedade, especialmente ao nível da Arquidiocese, onde se localizam dois dos mais problemáticos vales do todo o país (Ave e Cávado) nos quais se registam, actualmente, graves problemas sociais.
O desemprego e a pobreza e o aumento do custo de vida estão entre esses problemas mais urgentes que deixam à Igreja arquidiocesana por um lado, preocupação e, por outro, compromisso na resolução.
Os conselheiros aprovaram, por unanimidade, a erecção em paróquia da comunidade de São Simão de Novais, em Vila Nova de Famalicão.
No ponto destinado à análise vida da arquidiocese, o padre Dário Pedroso deu informação da vinda das relíquias de Santa Margarida Maria a Braga, no próximo mês de Junho. Já o padre Avelino Amorim, director do Seminário de Nossa Senhora da Conceição, manifestou a disponibilidade do Seminário Menor visitar as comunidades. Por seu turno, o cónego Fernando Monteiro, ecónomo da diocese, salientou que o produto dos peditórios nas Eucaristias deve ser entregue até ao fim da primeira quinzena der Janeiro. O também administrador do Diário do Minho salientou que nos últimos dez anos, a empresa investiu mais de seis milhões e 500 mil euros e, com isso, duplicou a tiragem diária para mais de oito mil exemplares.
No encerramento dos trabalhos, D. Jorge Ortiga recordou a peregrinação nacional a Fátima, nos dias 24 e 25 de Janeiro, para assinalar a conversão de São Paulo. Lembrou, também, os encontros para o clero, nos dias 3 e 23 de Dezembro, acontecendo neste último o Almoço de Natal do Clero.
O Arcebispo Primaz terminou recordando o Simpósio do Clero a realizar em Fátima de 1 a 4 de Setembro de 2009 e exortando à leitura dos sinais dos tempos na fidelidade à vocação específica dos sacerdotes deixando que Deus fale a cada um.

in Diário do Minho, 26 de Novembro
Escrito por JAC em 10:33:58 | Link permanente | Comments (0) |

2008/11/21

Estrelas lusas a ver “sambar”



Depois de ler diversas análises, comentários e notícias sobre a «vergonha» e o «escândalo» que se passou em Gama, no jogo que opôs Brasil a Portugal e que resultou na maior goleada sofrida pela equipa lusa nos últimos 50 anos, continuo sem perceber o que se passa com esta selecção, que é como quem diz, a equipa que reúne (ou devia reunir!) os melhores jogadores portugueses – bem, alguns são brasileiros, mas também não são dos melhores!
«Portugal a ver estrelas», «Portugal humilhado» «Descalabro», «Brasil cilindra Portugal», “Pôxa irmão» foram algumas das palavras de ordem (manchetes) da imprensa, na ressaca de um jogo que foi visto, em Portugal, pela noite dentro.
Claro que a exibição portuguesa, segundo o comentador Joaquim Rita, foi «pouco racional, sem estratégia sem arrumação técnica, sem atitude mental» e que se entende os apupos atirados à comitiva na chegada a Lisboa.
Claro que Carlos Queirós (alguém sabe que salário aufere?) é o alvo em foco e lhe fica bem fazer um “mea culpa” dizendo que os adeptos têm razão e é necessário que os jogadores que vestem a camisola da selecção estejam a «mil por cento».
Não concordo – e li também esta opinião – que a selecção joga mal porque os jogadores não entendem a linguagem de Carlos Queirós. Se o problema é esse, então, pague-se a um tradutor. Ou então chamemos um seleccionador brasileiro (bons tempos!).
Concordo que da parte de Gilberto Madail houve inconsciência ao assinar um contrato válido por quatro anos.
Mas, o que é certo é que o Dunga, mesmo no meio da «paulada» e da «polémica» passou no teste. E o Queirós?
Sabemos todos que «esta derrota é uma mensagem muito forte para os jogadores. Não se pode começar um jogo bem e depois deslumbrar-se e desagregar» disse o técnico luso. Sabemos, ainda, que o «resultado tem de servir de lição».
Esperemos que esta lição – estrelas lusas a ver “sambar” – seja bem aprendida, que é como quem diz que a selecção consiga marcar presença no Mundial de 2010, mesmo que tenha de ser com aflições e calculadora na mão.


in Diário do Minho, 21 de Novembro

Escrito por JAC em 10:36:05 | Link permanente | Comments (0) |

Continuam as visitas pastorais ao arciprestado


Celeirós e Maximinos recebem
Arcebispo e Bispo de Braga

Texto: José António Carneiro

As visitas pastorais ao arciprestado de Braga continuam a partir de hoje, a mais duas paróquias. Depois de um interregno por causa da Semana de Oração pelos Seminários, D. Jorge Ortiga visita Celeirós e D. António Couto vai até Maximinos.
Em Celeirós, a visita pastoral tem a particularidade de assinalar o 10.º aniversário da bênção solene do complexo paroquial e da sagração da igreja paroquial, que aconteceu a 22 de Novembro de 1998.
O programa da visita arranca hoje com uma Eucaristia na capela do Senhor da Paciência, na qual será feita a bênção das obras de ampliação e reabilitação daquele espaço. No final, pelas 19h30, decorre a abertura de uma exposição documental sobre algumas actividades marcantes da vida da comunidade.
Amanhã, o Arcebispo de Braga visita uma série de instituições de Celeirós: Escola, Centro Social, “Domus Fraternitas” – Comunidade Terapêutica de S. Francisco de Assis, Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Val’Este e Junta de Freguesia.
Às 17h30, D. Jorge Ortiga preside à Eucaristia na qual ministrará o Sacramento da Santa Unção e pelas 19h00, encontra-se com os jovens que receberão o Sacramento da Confirmação no domingo.
A Assembleia de Movimentos está marcada para amanhã à noite e pretende reunir diversos elementos dos movimentos de apostolado e de pastoral da comunidade.
No sábado, às 20h00, o Arcebispo preside à Eucaristia com a abertura do Lausperene, ficando o Santíssimo Sacramento exposto até à 24h00.
No domingo, a Eucaristia de encerramento decorre por volta das 18h00 e é esperada a presença de D. Eurico Nogueira, juntamente com D. Jorge Ortiga.  

Estímulo para
Maximinos crescer  
Entretanto, o Bispo Auxiliar de Braga começa também hoje a visita pastoral à paróquia de Maximinos. D. António Couto preside, às 16h00, a uma Eucaristia na qual receberão o Sacramento da Santa Unção mais de 100 pessoas da comunidade entre as quais, os idosos do Centro de Dia da paróquia. A seguir à celebração, o prelado visitas as instalações deste centro onde participará no momento de convívio e num pequeno lanche.
A visita do Bispo Auxiliar continua amanhã à noite com a realização de uma assembleia de movimentos. Para esta reunião, o padre Manuel Joaquim Miranda pediu a presença de todas as forças vivas da comunidade paroquial.
D. António Couto finaliza esta visita pastoral a Maximinos presidindo à Eucaristia de encerramento, no domingo às 11h00. Recorde-se que por causa desta visita, não acontecerá, este domingo na igreja paroquial, a missa da 10h00 nem a das 11h30. No fim da missa, o Bispo Auxiliar de Braga encontra-se com as crianças e os catequistas da paróquia.   
O pároco de Maximinos contou ao Diário do Minho que espera que a oportunidade da visita do Bispo seja aproveitada por todos os paroquianos para um renovamento da consciência e do empenho na comunidade. «Esta visita deve ser um estímulo para a comunidade continuar a crescer», salientou. Para o padre Manuel Joaquim Miranda as palavras de ordem, em relação a esta visita pastoral, são «compromisso» e «renovação».

in Diário do Minho, 20 de Novembro
Escrito por JAC em 10:35:03 | Link permanente | Comments (0) |

Capela do Senhor da Paciência reabriu

D. Eurico Nogueira marcou presença

Texto: José António Carneiro

A capela do Senhor da Paciência foi ontem reaberta ao culto, numa celebração eucarística presidida pelo Arcebispo Emérito D. Eurico Dias Nogueira. Este espaço celebrativo sofreu, nestes últimos tempos, obras de restauro e de ampliação, que no somatório total, perfaz um investimento de mais de 60 mil euros, ainda não pagos na totalidade pela paróquia.
Situada num dos lugares mais antigos da freguesia de Celeirós, esta capela, que terá sido construída no século XIX, precisava, segundo Manuel Marques, do Conselho Económico Paroquial, de um «arranjo urgente» dado o estado avançado de degradação, principalmente, por causa das infiltrações e das humidades.
Esta obra foi executada em duas fases: num primeiro momento procedeu-se ao melhoramento da parte antiga ao nível do isolamento e, só depois, se decidiu ampliar a capela. Esta decisão aconteceu na sequência de uma doação de terreno feita à paróquia por um particular.
A obra de ampliação visou a construção de sacristia, espaço de arrumos, casas de banho e de uma torre sineira.
Os 60 mil euros investidos serão suportados na totalidade pela paróquia faltando ainda liquidar uma quantia na ordem dos 30 mil euros, que o Conselho Económico quer pagar rapidamente, tendo já pensado algumas estratégias para isso, como disse ao Diário do Minho, Manuel Marques.
Com esta inauguração, a comunidade paroquial poderá vir a ter, no futuro, uma Eucaristia naquele espaço litúrgico. Este é pelo menos o desejo de Manuel Marques que aponta o envelhecimento da população daquele lugar como causa suficiente para a celebração mensal da Eucaristia naquela capela.
Também o espaço exterior sofrerá brevemente um remodelação a cargo da Junta de Freguesia.   
No início da celebração, o padre Fernando Apolinário Marques agradeceu a presença do Arcebispo Emérito que apesar do «frágil estado de saúde» quis marcar presença acompanhado pelo cónego Manuel Azevedo Oliveira.
Por sua vez, D. Eurico Nogueira justificou aos paroquianos de Celeirós a sua presença: «faltei há dez anos atrás, logo não podia faltar hoje».   

Exposição documental
No final da celebração, procedeu-se à abertura de uma exposição documental que contem mais de 360 fotografias sobre os últimos 15 anos da vida da comunidade paroquial. Concretamente, a exposição pretende retratar o processo anterior e posterior à construção complexo paroquial, inaugurado em 1998, por D. Jorge Ortiga, então Bispo Auxiliar de Braga.
Esta exposição está patente durante estes dias da visita pastoral, ou seja, até domingo, no salão paroquial de Celeirós.
Para assistir à inauguração das obras de restauro e ampliação da capela do Senhor da Paciência, foram muitas as pessoas que se deslocaram àquele templo. Algumas, inclusive, dado o pequeno espaço que a capela dispõe, acabaram por se ir embora quando começou a celebração. Compreende-se, porque a noite estava muito fria.

in Diário do Minho, 21 de Novembro

Escrito por JAC em 10:33:36 | Link permanente | Comments (0) |

2008/11/19

“Hi-God - um dia com Deus”

13 de Dezembro, em Braga
«Falar de Deus na linguagem dos jovens»

Texto: José António Carneiro

«Falar de Deus na linguagem dos jovens» é o principal objectivo da iniciativa “Hi-God – um dia com Deus” que se realiza no próximo dia 13 de Dezembro, em Braga. Os organizadores querem «mostrar aos participantes como é possível estar com Deus ao longo dos diversos momentos do dia».
Paulo Barbosa, Rui Miranda e Rui Ferreira contaram ao Diário do Minho que  as diversas instituições que compõem a organização querem com esta iniciativa inédita «explorar a relação com Deus entendendo-a não como um parêntesis na vida, mas como algo que deve abarcar toda a existência».
“Hi-God – um dia com Deus” envolve na organização, para além do Grupo “Peregrinos”, a Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz, a organização “Oikos”, a Pastoral Juvenil, o Núcleo de Braga do Corpo Nacional de Escutas (CNE), o Centro Académico de Braga e os Jovens em Caminhada (Joemca). Também os padres Combonianos, de Vila Nova de Famalicão, os Missionários Espiritanos, de Fraião, e a Comunidade dos Jesuítas, de Braga, também colaboram na organização desta iniciativa, tal como a Câmara Municipal de Braga e as Faculdades de Teologia e Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, que dão o seu contributo ao nível do apoio logístico.  
A actividade que se insere no plano anual da Pastoral Juvenil da Arquidiocese de Braga vai decorrer em três cenários distintos:  de manhã, na Faculdade de Teologia, de tarde, na Avenida Central e, à noite, na Faculdade de Filosofia.
Depois do acolhimento e de um momento de oração guiada, os participantes poderão escolher um dos cerca de 15 workshops que vão ocupar os jovens até à hora do almoço. Para orientar estes ateliês a organização conta com a presença de algumas personalidades do âmbito político, civil e religioso.
Assim sendo, “Deus e a Política” será orientado pelo presidente da Câmara de Vieira do Minho, Albino Carneiro; “Deus e a Justiça”, pelo Vigário-Geral da Arquidiocese, Cónego José Paulo Abreu; “Deus e as Religiões”, por João Duque, director-adjunto da Faculdade de Teologia; “Deus e a Palavra”, pelo padre João Alberto Correia, pároco de Frossos e professor de Bíblia na mesma Faculdade; “Deus e a Medicina”, pela médica Helena Sarmento; “Deus e a Missão”, pelo padre Marcelo Oliveira; “Deus e a Multimédia”, por Miguel Mendes, administrador do “Portal Cristo Jovem”. Os outros ateliês, como “Deus e a Natureza”, “Deus e a Fotografia”, “Deus e a Pintura”, “Deus e a História” e Deus e a Música”, serão orientados por elementos da organização e por jesuítas.
Depois de almoço, vai realizar-se uma pequena “feira vocacional”, na qual, segundo Rui Ferreira, «terão lugar os diversos tipos de vocações», não focalizando nem reduzindo a questão apenas às vocações sacerdotais ou consagradas.
A Avenida Central será, depois, palco de actividades lúdico-pedagógicas que serão preparadas pelos Jovens em Caminhada. Concretamente, os participantes serão desafiados a cumprir determinadas missões, que vão desde entrevistas e jogos públicos até visitas a instituições de solidariedade social da cidade de Braga.
Para o final da tarde, está marcada uma corrente humana até a uma das igrejas da cidade, onde os jovens participarão na Eucaristia, que terá a particularidade de ser explicada passo-a-paso pelo sacerdote presidente.
Depois do jantar – que está incluído no “Kit”, juntamente com o lanche e um cascol – vai acontecer uma vigília de oração com exposição do Santíssimo Sacramento, que será animada musicalmente pelo grupo de jovens de S. Sebastião (Guimarães). Rui Ferreira disse que esta celebração será o «ponto alto de todo o dia», e que decorrerá à imagem das celebrações de Taizé.
Para encerrar o dia, realiza-se na Aula Magna da Faculdade de Teologia um concerto com a presença de uma banda juvenil ligada ao movimento dos Jovens em Caminhada, para mostrar, positivamente, a presença de Deus na diversão.
Os organizadores pedem aos interessados que no dia se façam acompanhar de agasalho, calçado confortável e algum instrumento musical que saibam tocar. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail higod08@gmail.com ou pelo correio, para Grupo de Peregrinos, Rua de S. Domingos, 94B, 4710-435 Braga.

in Diário do Minho, 19 de Outubro
Escrito por JAC em 11:01:20 | Link permanente | Comments (0) |

Movimento da Mensagem de Fátima reuniu em Braga

Sector juvenil é prioridade
num movimento envelhecido

Texto: José António Carneiro


A prioridade estabelecida pelo Conselho Arquidiocesano do Movimento da Mensagem de Fátima (MMF) para o ano pastoral de 2008-2009 são os jovens. Apesar de ser um movimento com uma elevada taxa de participação de pessoas idosas, como disse ao Diário do Minho a presidente do Secretariado Arquidiocesano, Madalena Pinheiro, o MMF não esquece o seu sector juvenil nem menospreza a sua interacção com as restantes estruturas.
Face a um certo afastamento dos jovens em relação à Mensagem de Fátima, os responsáveis arquidiocesanos programaram algumas estratégias e iniciativas destinadas à juventude. «Queremos que os jovens se envolvam na estrutura do movimento», afirmou Madalena Pinheiro, para quem a estratégia para conseguir cativar mais jovens passa por «olhar Nossa Senhora e, a partir do exemplo e do testemunho de vida, mostrarmos às gerações mais novas o amor de Maria por cada pessoa».
Quer do ponto de vista arquidiocesano quer nacional, o MMF não esquece os jovens e prova disso são as muitas actividades destinadas ao sector juvenil. Formações e encontros de vivência cristã, peregrinações, cursos de animadores e acolhedores, jornadas e retiros são propostas que o movimento estabeleceu para os jovens.
O conselho arquidiocesano que decorreu ontem serviu ainda para fazer uma avaliação positiva do ano anterior com algumas questões sobre o campo de acção do movimento a necessitarem de reflexão.
No encontro foi, ainda, apresentado o inquérito feito todos os anos para se conhecer o trabalho desenvolvido ao nível dos secretariados paroquiais.
Madalena Pinheiro disse que muitas paróquias da arquidiocese estão bem organizadas e a trabalhar à luz das orientações e dos próprios estatutos do movimento. Contudo, os responsáveis arquidiocesanos querem chegar a mais paróquias e fortalecer as estruturas paroquiais já existentes.
Do programa estabelecido destaca-se as jornadas de formação para os secretariados paroquias, nos dias 7 e 8 de Março de 2009, e a peregrinação arquidiocesana que decorrerá a 4 de Outubro.
A aposta na Adoração Eucarística com as crianças não passará despercebida ao MMF ao longo do ano pastoral, assim como os doentes.

in Diário do Minho
Escrito por JAC em 10:56:57 | Link permanente | Comments (0) |

Bíblia deve ser centro da acção pastoral da Igreja

Frei Lopes Morgado, no Conselho Pastoral da Arquidiocese

Texto: José António Carneiro

Frei Lopes Morgado deixou ontem de manhã, ao Conselho Pastoral da Arquidiocese de Braga, uma série de desafios e propostas em ordem a uma pastoral bíblica e a uma animação bíblica de toda a pastoral. Para o frade capuchinho é fundamental passar de uma pastoral que tem na Bíblia um suporte para uma pastoral que vê a Bíblia como uma Pessoa.
Em declarações ao Diário do Minho (DM), à margem de um encontro extraordinário do Conselho Pastoral da Arquidiocese de Braga, Frei Lopes Morgado defendeu que «os cristãos, pela vida, devem mostrar que a Bíblia não é apenas um livro, mas uma Pessoa». Todavia, reconheceu que não se pode ser agressivo com as pessoas em geral e com os cristãos em particular em relação à dita ignorância e desconhecimento bíblicos. O frade capuchinho entende que o importante é desafiar e exortar com ternura e doçura, concretamente, para a Lectio Divina que considerou ser a melhor forma de ler a Sagrada Escritura.
Para este biblista do Centro Bíblico dos Capuchinhos, de Fátima, «não haveria tanto desconhecimento bíblico se, ao menos, os cristãos escutassem as leituras proclamadas nas Eucaristias dominicais». Contudo, «o problema é que, muitas vezes, as pessoas que participam nas celebrações não percebem os leitores, não os ouvem ou estão distraídas».
Olhando o exemplo dos protestantes que facultam o próprio texto bíblico aos seus fiéis, Frei Lopes Morgado entende que uma das formas de combater a ignorância bíblica é «facultar às pessoas a possibilidade de conhecerem os textos bíblicos antes mesmo das celebrações». Para tal, sugere que os boletins paroquiais, onde os houver, apresentem ou o texto na íntegra ou, pelo menos, a sua localização na Escritura para que em casa e durante a semana, as pessoas possam meditar os textos.
Sobre o Sínodo dos Bispos realizado recentemente no Vaticano, sobre a celebração do Ano Paulino e sobre o triénio pastoral dedicado à Palavra de Deus, no âmbito da Arquidiocese de Braga, disse tratar-se tudo de «iniciativas que pretendem ir mais além da informação bíblica». Neste âmbito, considerou que os objectivos têm a ver com a centralidade da Bíblia e com a própria formação bíblica. Concretamente sobre o Ano Paulino afirmou que este deve ser visto como um «ponto de partida para se descobrirem os tesouros da Bíblia». Também a este respeito, criticou o facto de parecer que a Igreja quer fazer num ano, e com este Ano Paulino, aquilo que ainda não conseguiu fazer em mais de 40 anos de Concílio Vaticano II.
O padre António Sérgio Torres, pároco de S. Vítor, disse ao DM que esta reunião intermédia do Conselho Pastoral Arquidiocesano teve como principal finalidade a reflexão e a preparação do encontro deste organismo que fará a programação do próximo ano pastoral já a partir do primeiro trimestre de 2009.

in Diário do Minho

Escrito por JAC em 10:55:33 | Link permanente | Comments (0) |

Vigília de Oração pelos Seminários


Realizou-se na passada sexta-feira, a Vigília de Oração pelos Seminários presidida por D. Jorge Ortiga no Seminário Conciliar de Braga. A celebração encheu por completo a Igreja de S. Paulo e contou com a presença de várias comunidades eclesiais, grupos de jovens, sacerdotes e ordens religiosas para rezar pelas vocações ao sacerdócio.
Na homilia, o Arcebispo Primaz, tendo como pano de fundo o tema para a Semana de Oração pelos Seminários, falou acerca das vocações existentes no Seminário, alertando para a necessidade de se fazer uma «permanente avaliação pessoal, individual e comunitária acerca das vocações, sem qualquer receio pelos resultados que se venha a obter».
No seu dizer, a «semana dos Seminários deverá ser para os seminaristas um tempo de silêncio e de intimidade para servir o Senhor Deus». De igual modo, numa referência aos leigos e às comunidades, pediu também para que estes avaliem a sua posição face às vocações ao sacerdócio, para quem o Seminário deveria estar no centro das preocupações das comunidades eclesiais.
Somente a fé em Cristo como o único semeador e semente da palavra de Deus poderá levar a uma escuta atenta do chamamento de Deus Pai. Por isso, como afirmou o D. Jorge Ortiga, Deus «continua a falar e a lançar a semente no coração das pessoas», para que, com generosidade, a saibam acolher e se possam entregar ao serviço de Deus, de Cristo, da Igreja e do mundo. Cristo «meta e caminho do cristão é o semeador que lança a semente na vida dos homens» capaz de dar sentido à existência de cada um. Só assim é que «os homens serão semeadores da palavra de Deus, que, sem medo e sem vergonha, pelo seu testemunho, frutificará nos corações».
Na sua reflexão o Arcebispo de Braga referiu ainda que a família é um espaço privilegiado para fazer brotar vocações porque aí se semeia o amor de Jesus Cristo; também a escola, o trabalho, a paróquia se apresentam como terrenos a cultivar. Mas para que o testemunho seja eficaz «precisamos de nos identificar plenamente com a semente, que é Jesus Cristo», fonte e plenitude de toda a vocação que vem de Deus. Seremos semente na medida em que vivermos com alegria e entusiasmo a mensagem de Cristo, «deixando tudo para o seguir».
Num ambiente de profunda oração com momentos de grande intensidade, silêncio, meditação que, pela harmonia dos cânticos, das palavras, dos gestos e do simbolismo presentes em toda a celebração, permitiram fazer desta vigília um momento de louvor e acção de graças a Deus para que semeie no coração dos jovens sementes de generosidade no serviço à Igreja e ao próximo.
No final da celebração o Seminário ofereceu uma pequena confraternização como forma de agradecimento a todos quanto participaram nesta vigília.

in Diário do Minho

Escrito por JAC em 10:54:19 | Link permanente | Comments (0) |

2008/11/14

Educação especial

Filomena Pereira, do Ministério da Educação, em Braga
Intervenção precoce é prioritária
em alunos com necessidades educativas

Texto: José António Carneiro


A aposta e focalização na prevenção e na intervenção precoce nos casos de alunos sinalizados para receberem educação especial foi defendida ontem, no decorrer das Jornadas de Educação Especial, na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa (UCP), no âmbito do Mestrado em Educação Especial.
A ideia foi apresentada por Filomena Pereira, da Direcção Geral de Inovação do Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação (DGIDC-ME), para quem se «está a agir tarde de mais em relação aos alunos com necessidades educativas especiais».
Esta reponsável considerou necessário «melhorar a capacidade de todos os professores para responderem a todos os alunos» de modo a que no processo de acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais estejam envolvidos vários professores e técnicos e, obrigatoriamente, a família.
Referindo-se à reorganização da educação especial em curso, em Portugal, desde 2005, Filomena Pereira elencou os princiapis pontos da agenda para o desenvolvimento da educação inclusiva levados a cabo pelo Ministério da Educação. No decurso da sua intervenção afirmou que «o grupo dos professores especializados em Educação Especial é um grupo de profissionais que tem de ser muito bem gerido porque não chegam ainda para as necessidades». E completou que «o seu trabalho tem de ser reorientado para trabalhar com os alunos que têm necessidades educativas especiais».
A responsável da DGIDC-ME manifestou que actualmente as taxas de sucesso de alunos com necessidades educativas especias são melhores que no passado. Contudo, indicou que o problema do sistema actual tem a ver com o facto de «os profissionais não acreditarem na educabilidade de todas as crianças», uma vez que «as metodologias e as estratégias usadas muitas vezes não favorecem a aprendizagem», criando-se, desse modo, «baixas expectativas em relação a estes alunos».
Em relação às medidas educativas, a conferencista referiu o apoio pedagógico personalizado, a adequação curricular individual, a adequação no processo de matrícula e de avaliação e o currículo específico individual. Este conjunto de medidas deve contribuir, segundo Filomena Pereira, para que a educação especial seja vista como uma pedagogia aditiva dentro do currículo dos alunos com necessidades educativas especiais, que devem receber deste ensino apenas «aquilo que precisam para o seu desevolvimento».
A oradora convidada afirmou, a terminar a sua intervenção, que nos próximos dois anos, a Direcção Geral de Inovação do Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação vai avaliar o processo da reorganização da educação especial, dentro do novo quadro legal, a afim de perceber o contributo que, concretamente, a Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF) deu e dá ao ensino especial em Portugal.

Jornada para promover
partilha de conhecimentos
O objectivo principal das jornadas passa pela «promoção de um fórum/encontro de reflexão e de partilha de conhecimentos e experiências na área da educação especial», referiu a coordenadora do curso de Mestrado em Ensino Especial, da Faculdade de Ciências Sociais da UCP. Filomena Ponte juntamente com António Melo, presidente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos dos Cidadãos com Deficiência Mental de Braga (APPACDM) e as docentes Dina Carvalho e Lúcia Miranda compõem a organização desta iniciativa que termina hoje com a realização de três painéis sobre “As necessidades educativas especiais (NEE)”, “As TIC nas NEE” e “A arte nas NEE”.
Sendo as primeiras jornadas deste género que acontecem na instituição, elas «pretendem colmatar uma lacuna por falta de informação ao nível da nova legislação em vigor sobre o ensino especial», disse Filomena Ponte.
O dia de ontem encerrou com a apresentação da “nova” revista da APPACDM, conforme noticiou o Diário do Minho, na sua edição de terça-feira, dia 11. A apresentação decorreu na sede da instituição e esteve a cardo do vice-reitor da Universidade do Minho, Leandro Almeida.

Iniciativa dá voz
aos agentes educativos
Da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) veio Veríssimo Cabral para representar Walter Lemos. Este responsável enalteceu este tipo de iniciativas salientando que «dão voz a vários participantes no projecto educativo». Em nome do Secretário de Estado da Educação, o responsável disse que «estes eventos permitem recolher as ideias dos técnicos que trabalham no local, como dos docentes e dos investigadores da área da educação especial», olhada pela DREN com «muita esperança», «exigência» e «confiança».
Na sessão de abertura da jornada, o Cónego Pio Gonçalo Alves de Sousa, presidente da Comissão Instaladora do Centro Regional de Braga, representou o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, – presente na Assembleia Plenária, da Conferência Episcopal Portuguesa – e o Reitor da UCP Manuel Braga da Cruz.
Para o Deão do Cabido Primacial da Sé de Braga, o Mestrado em Educação Especial e estas jornadas são uma amostra do esforço levado a cabo pela Faculdade de Ciências Sociais na sua oferta formativa de qualidade.
O responsável da UCP disse, ainda, que a finalidade da instituição é a educação e, por isso, a «educação especial, que se liga a pessoas deficientes, é uma área que merece especial carinho à universidade».
Já Maria da Graça Alves, directora Faculdade de Ciências Sociais de Braga enalteceu o contributo dado por alunos e antigos alunos na organização desta jornada.
Depois de falar do âmbito geral da instituição a que preside, a docente disse aos presentes que a iniciativa alia a voz dos técnicos que trabalham no terreno com os conhecimentos de docentes e investigadores da área. «Isto mostra a vitalidade da instituição e um dar de mãos entre a prática e a teoria que será, certamente, proveitoso para todos», afirmou na sessão de abertura.

in Diário do Minho, 14 de Novembro

Escrito por JAC em 11:43:14 | Link permanente | Comments (0) |

2008/11/12

Sacerdote



Sacerdote é a voz de Cristo
Sacerdote é a voz do amor
anunciando a mensagem
de Cristo salvador.

Com as palavras de Deus
o mundo quer salvar
com os gestos dos homens
a todos quer ajudar.

Entre Deus e os homens
é a ponte segura
dá muito aos jovens
para a sua vida futura.

No seu rosto não mostra
uma vida sofrida
em Jesus encontrou
a razão da sua vida.

Sacerdote é o homem
eleito por Deus
para a todos salvar
e conduzir aos Céus.

inédito José António Carneiro, 2003



Escrito por JAC em 11:13:29 | Link permanente | Comments (0) |

2008/11/11

1.ª vez 16MM

Realizador e actores estão amanhã no Bragashopping
Braga é cenário do filme “1.ª vez 16MM”

O filme “1.ª vez, 16MM”, o mais recente trabalho do realizador português Rui Goulart, tem algumas das suas passagens filmadas em Braga. O Café Vianna e o Café Astória serviram de cenário para algumas cenas, bem como o Monte Sameiro, possibilitando a exibição de vistas gerais sobre a cidade.
O filme estreia em Braga, no centro comercial Bragashopping, esta quinta-feira, dia 13, mas na noite anterior, a partir das 21h30. realiza-se uma antestreia que contará com a presença do cineasta Rui Goulart e de vários actores, nomeadamente o maestro António Vitorino de Almeida, Adelaide João e Catarina Martinez, para uma sessão de autógrafos.
A propósito do filme, Rui Goulart disse ao Diário do Minho que Braga é uma «cidade interessantíssima», com «pessoas formidáveis» e acima de tudo com uma «expressiva franja de juventude». Conciliando todos estes factores, o cineasta espera que o filme seja bem recebido na cidade. «Tenho quase a certeza que as salas do cinema do Bragashopping vai encher muitas vezes por causa do “1.ª vez 16MM”, afirmou.
Além de Braga, as filmagens envolveram outros cenários de Portugal , entre eles Águeda, Lisboa, Sintra e Funchal, e ainda de Itália (Veneza), França (Paris e Bordéus) e Espanha (Madrid).
O filme a “1.ª Vez, 16 mm” retrata uma história, passada entre 1986 e 1987, de um grupo de finalistas da Escola de Cinema de Lisboa, sem recursos financeiros, que começa a filmar uma longa-metragem chamada. Embora este filme seja romanceado, inspira-se em incidentes e peripécias da filmagem de “Em Obsessão”, de 1988.
O elenco integra o próprio Rui Goulart e ainda João d´Ávila, Adelaide João, António Vitorino de Almeida, Miguel Borges, Ana Afonso, Ana Reis, José Miguel Monteiro, Sofia Fragateiro, Rafael Reis, Victor Mariquito e Nuno Modesto. E a actriz espanhola Marisa Paredes.
Até à presente data, o cineasta Rui Goulart, nascido em Angola há 46 anos, realizou e produziu cinco longas-metragens e duas curtas-metragens. Os seus filmes têm sido seleccionados por alguns dos principais festivais de cinema do Mundo, nomeadamente para o Festival de Cinema de Veneza, em 2002, entre muitos outros.

in Diário do Minho, 11 de Novembro
Escrito por JAC em 10:32:41 | Link permanente | Comments (0) |