2008/03/28

Definições


Bom! Quando a chefe manda é necessário aceder. A Luísa Teresa Ribeiro (JORNALISTAS) mandou! Que remédio tenho eu!
Definir esta lista de palavras, com palavras. Tarefa difícil! Nesta hora, as palavras faltam-nos. Peço apoio à Palavra!!!


1.VIDA: Tantas coisas boas me recorda! Entre muitas coisas, um inédito ainda não publicado:

Elogio da Vida

Penso tantas vezes

No que hei-de escrever

Mas, nada concluo

Não há nada para dizer.



Meu espírito se converte

Às palavras, expressões

Não ficar parado, inerte,

Eis a maior das paixões.



Por isso, ponho em papel

Com emoção sentida

A verdade mais fiel:

O Elogio da Vida!




2.AMOR: Um grande mistério. Hoje reduzido a algo. Mas já agora deixo dos primeiros versos que escrevi em miúdo:



Amor

Amor é um sentimento

Que nunca soube exprimir

Tanto nos traz sofrimento

Como alegria e faz sorrir.

Se dilata o coração

E o abrange em forte abraço

Também fere em compaixão

Com portas de ferro e aço.

Sentimento inigualável

Quem lhe pode resistir

É uma aventura inefável

Quando o deixamos florir.

Só assim é belo o amor

Só assim o podemos cantar

Só assim resiste à dor

Para a poder transformar.

Em florzinhas perfumadas

Lindas, frescas, viçosas

No céu pelos anjos louvadas

Entre cravos, lírios e rosas.




Sugiro também a leitura de “Deus caritas est” de Bento XVI. Não é só sobre religião!!!!



3.CASAMENTO: Contracto jurídico. Bem para mim (tendo em conta a minha formação teológica, sem qualquer obrigação) é algo muito grande, um sacramento, que me fala de Cristo e da Igreja.



4.FAMÍLIA: Tanto tenho ouvido falar disto. Diz-se tanta coisa... Pergunto-me se essencial não é conhecido, por experiência, por todos?


5.DINHEIRO: O necessário

6.HOMEM: Criatura. Um só HOMEM


7.MULHER: “Ossos dos meus ossos, carne da minha carne” (Cf. Génesis)

8.DESEJO: Felicidade!!! Todos a procuram, alguns encontram-na, poucos a conseguem!!!

9.SUCESSO: Não me preocupa. Estou já habituado ao insucesso do meu sucesso. Como o Cristo: o seu sucesso foi a cruz, a morte, a aparente derrota!

10.PROFISSÃO: Não. Missão ou vocação. Assim entendo eu a vida aos olhos de Deus.

11.SAÚDE: Uma relíquia, um tesouro que descuido com tremenda facilidade!

12.INTERNET: Instrumento, lazer, quando dá...

13.PRESENTE: O que tenho e o que sou!

14.PASSADO: O que me faz ser, hoje!

15.FUTURO: Mais uma história, entre os meus “canhanhos”

Uma Sombra



Ao longe, por entre as nuvens, vejo uma sombra…

Uma sombra estranha.



Será o futuro?



A minha mente é fértil…

ainda é cedo para julgar.



Será pressentimento?



Aquela sombra poderá ser uma estrela

À espera melhores dias para aparecer.

… Ou um futuro sombrio?…

É preciso desvendá-la…



Mas como?



Essa tarefa cabe aos jovens.

Numa correria louca, despistes e desastres…

Responsáveis e vítimas…

Chocam uns com os outros, alheios aos sinais

Que são do nosso tempo.



Não é difícil imaginar um futuro sombrio

Carregado de nuvens...



Não é chocando, nem de costas voltadas,

Que se constrói um futuro melhor!

Não é o dedo acusador…

Não é a indiferença…



É a dedicação, o querer… a força para empurrar a sombra.

A sombra assustadora que vejo ao longe…

Será o futuro?

Ou uma estrela à espera

Da hora, propícia para se manifestar?

Depende…

depende de nós!



16.POLITICA: Não ligo. Talvez porque os nossos políticos me tenham obrigado a essa atitude. Porque será?

17.BRASIL: Um paraíso quente a descobrir...

18.SEXO: União total e amorosa de duas pessoas... se não for assim é farsa, hipocrisia...

19.ARTE: Um sinal revelador de que há génios no nosso tempo! Mas essa “raça” não é apenas de agora!

20.OPINIÃO SOBRE O DESAFIO EM QUESTÃO: Desafios são desafios e isso agrada-me. Sou aventureiro por natureza. E não volto a cara à luta.

21.PESSOAS A QUEM PASSO O DESAFIO:

Pedro Mendes, presuncaoeaguabenta

João Paulo Torres, 7folhas

Roda viva, rodavivabrufe

Rui Amaral, Dias felizes

Vimaranes (como eu!), ovimaranes
Escrito por JAC em 18:08:12 | Link permanente | Comments (1) |

uma lição....

Querer chegar aos fins sem passar pelos meios é leviandade!!!
Escrito por JAC em 15:10:08 | Link permanente | Comments (0) |

3.º aniversário de falecimento de João Paulo II

Página do Vaticano



A página oficial do Vaticano apresenta um espaço especial, para assinalar o terceiro aniversário da morte de João Paulo II, acontecida a 2 de Abril de 2005.
Em memória do Papa polaco é apresentada uma cronologia do pontificado (1978-2005), o arquivo fotográfico e de vídeo, as viagens, os documentos e as suas presenças nas Jornadas Mundiais da Juventude.
O link, em português, é www.vatican.va/special/anniversario_gpii/documents/index_po.htm. Recorde-se que o Papa Bento XVI vai presidir a uma celebração eucarística noterceiro aniversário da morte de João Paulo II.
A celebração decorrerá naBasílica de São Pedro, pelas 10h30 (hora local, menos uma em Lisboa) de 2 deAbril, sendo esperadas milhares de pessoas.
Escrito por JAC em 15:00:18 | Link permanente | Comments (0) |

"Hannah Montana" (2006)


IMDB


Actor N/A
Argumento N/A
Elenco N/A
Género Comedy, Family, Music, Comedy

Decepção. Um verdadeiro fiasco. Isso é cinema?

Escrito por JAC em 14:40:02 | Link permanente | Comments (0) |

2008/03/27

Vila de S. Torcato

 

Diácono Dr.

José AntónioCarneiro

                                                                                                                                             

            AparteIntrodutório

            Oque se apresenta da Vila de S. Torcato é uma viagem imaginária masperfeitamente realizável. Apontam-se os aspectos mais importantes e,infelizmente, excluem-se outros que apesar de importantes são secundários. Oitinerário começa em Guimarães e termina em S. Torcato.

            Introdução

            AVila de S. Torcato é senhora de uma beleza natural e de uma excelênciapatrimonial e monumental que lhe dá direito a um estatuto e atestado de superioridadee notoriedade no panorama regional e mesmo nacional. Ela é portadora de umahistória de séculos e séculos. As suas origens perdem-se por tempos idos. Se asprimeiras referências escritas acontecem pelo século X, a existência deactividade vital nesta zona é, deveras, muito mais antiga uma vez quepossibilidade da existência de um castro romano é muito veraz (a especulação éde Martins Sarmento, F., Materiaispara A Arqueologia do Concelho de Guimarães, Dispersos, Coimbra, 1933, p. 225).

            Naactualidade, S. Torcato é um centro religioso, onde transborda a fé de gentesimples e devota. É nesta perspectiva de passado longínquo e de presente fértilque nos propomos apresentar S. Torcato, o do passado e o do presente. Bela dese ver, a Vila encanta pelas maravilhas da natureza, pelo progresso edesenvolvimento do humano. Conciliadas, natureza e humano dão uma belíssimacriação que tem a mão de Deus a abençoar por cima.

Localização

            Saindode Guimarães, pela parte norte, percorre-se a EN207/4 passando pelo Castelo deGuimarães e pelo campo de S. Mamede. Chegados à Madre Deus pode já avistar-se oimponente Santuário de S. Torcato ao fundo de uma paisagem que forma um quadroartístico belíssimo. Segue-se em direcção a Selho S. Lourenço, passa-se ao ladodo Rio Selho e chega-se, enfim, à Vila de S. Torcato.

            AVila é um fértil vale rodeado por montes em jeito de cordilheira. A suasituação geográfica é, por isso, propícia ao encontro, ao aglomerado de pessoascomo acontece a vários níveis.

            Umapalavra sobre a toponímia. Conta a Vila com 110 ruas, contando com as travessase vielas existentes bem como com as urbanizações, as avenidas, os largos, ascalçadas e os bairros. Deste facto, podemos concluir a extensão da freguesia. Oprocesso da toponímia pode consultar-se na íntegra na sede da Junta deFreguesia.

            Asfronteiras são demarcadas a norte por Gonça, a sul por Aldão e Selho S.Lorenço, a nascente por Rendufe, e a poente por Gominhães.

            História

            Abiografia do personagem que dá nome à terra é muito discutível. Há, na verdade,diferentes teses sobre o personagem de nome Torcato, Bispo. Apresentamos,primeiro, a que é mais aceite e que coloca a vida de Torcato trespassando asnações actuais de Portugal e Espanha – na altura apenas uma: a Hispânia ou PenínsulaHispânica. É a lenda contada e aceite pelo Breviário Bracarense.

            Torcatoseria natural de Toledo e descendente da nobre família Torcatus romanus. Durante a suajuventude sobressaíram aos olhos de todos as suas inúmeras virtudes. Exerceufunções de Arcipreste na Sé de Toledo e de lá partiu para nova missão: foiaclamado Bispo de Iria Flávia ou Padrão, na actual Galiza. A firmeza eeloquência da sua doutrina e sabedoria ressaltaram no 16º Concílio de Toledo,em 693, concílio esse que aclamou Torcato Arcebispo de Braga e de Dume.

            Contudo,corria o ano 711 quando os muçulmanos entraram na Península pelo sul hispânico.Muça comandava as tropas enviadas de Tarik para instaurar o culto de Ala e aoProfeta (Maomé). Ao invés, o Arcebispo Torcato tinha outros planos, a luz damensagem de Jesus Cristo e da fidelidade a Deus Uno e Trino. O encontro dasreligiões (islamismo e cristianismo) dá-se, segundo a lenda, junto a Guimarães,mais precisamente naquelas terras que hoje pertencem à Vila de S. Torcato. Muçatinha um enorme exército enraivecido e desejoso de sangue e morte; Torcatotinha 27 companheiros na fé. Depois de um discurso do Arcebispo, a fúria deMuça descarrega-se em Torcato e o general, friamente, desembainha da espada edecapita-o, cabendo igual sorte aos acompanhantes. Segundo reza a lenda tudoaconteceu a 26 de Fevereiro de 719 (outra data se aponta no mesmo dia e mês doano 715).

            Ocorpo foi encontrado, mais tarde, num bosque junto a um regato. Logo trataramda construção de um templo para o colocar pois a luz da fé fazia acreditar seraquele um corpo santo. Ao retirar o corpo do meio das pedras e das silvas(exumação) brotou uma fonte caudalosa que ainda se conserva hoje possuindo assuas águas poderes medicinais. Passados tempos, o corpo terá sido colocado nomosteiro que já existiria, desde os visigodos (talvez desde os suevos).

            Aterra que seria de Santa Maria (por ter um Mosteiro dedicado a Santa Maria queestaria já arruinado) passou então a denominar-se de S. Torcato, quando osMonges de S. Rosendo ali chegaram, vindos de Celanova (Cf. D. Almeida, Fernando de, Arte visigóticaem Portugal,1962, p. 156 – 157). O nome da região dado pelo corpo aparece no Testamento de Mumadona Dias(1059) que já em 1014 ou mesmo em 951 aquele corpo tinha já dado nome à região.O corpo esteve no mosteiro até ao século XIX (1852, data da solene trasladaçãopara o Santuário). A cobiça do corpo foi uma realidade ao longo dos tempos.Alguns documentos contam peripécias curiosas e mostram o fervor e a fé dos conterrâneosno corpo santo. Na verdade, tiveram sempre a medida do santo que “pugnou pelalei de Deus até à morte, não temeu as palavras dos ímpios pois estavaalicerçado em rocha firme” (antiga antífona de vésperas da festa litúrgicabracarense).

            Outrapossível origem de Torcato parte da presença dos Sete Varões Apostólicos naPenínsula. Diz o Martirológio Lionês redigido cerca do ano de 806 e publicadomodernamente por Dom Henri Quentin:«Os santos confessores Torquato, Tisefonte, Secundo, Indalécio, Cecílio, Esícioe Eufrásio foram ordenados bispos em Roma pelos Santos Apóstolos e enviados apregar a palavra de Deus às Hispânias, então ainda imersas no paganismo. Aoaproximarem-se de Acci (Guadix), quedaram-se um pouco a repousar da fadiga dajornada e mandaram alguns discípulos à cidade comprar mantimentos. Grandemultidão de pagãos, que então celebrava uma festa aos deuses, perseguiu-os atéo rio sobre o qual se erguia uma ponte muito grande e bem firme. Passaram ossantos para a outra margem, e logo, por disposição divina, a ponte ruiu,arrastando consigo toda a multidão dos perseguidores. À vista de tal milagre,aquelas gentes ficaram aterradas e, a exemplo duma nobre matrona, a senadoraLupária, que por divina inspiração os acolheu benignamente, deixaram os ídolose acreditaram em Cristo. Depois disso, os santos evangelizaram diversas cidadese converteram inúmeras multidões até acabarem os seus dias: Torquato em Acci,Tisefonte em Vergi, Secundo em Abula, Indalécio em Urci, Cecílio em Eliberni,Esício em Carcesa e Eufrásio em Eliturgi» (Les Martyrologes Historiques duMoyen Âge,2ª. Ed., p. 192; Paris, 1908). O padre Zacarias GarciaVillada, na História Eclesiástica de España, diz que é esta «a fontemais antiga e pura» que hoje se possuiu sobre os Varões Apostólicos e que, «nassuas linhas gerais, a tradição é autêntica e assenta em sólidos fundamentos».Outros historiadores aceitaram este parecer. Em estudos mais recentes, porém, oDr. José Vives veio demonstrar queeram infundados os argumentos em que se baseava GarciaVillada para fazer remontar ao séc. V ou VI o culto dos seteevangelizadores. A recensão do Martirológio Lionês, em vez de reflectir umanarrativa original mais antiga e mais sóbria, como supunha Villada, não passa de extracto,premeditadamente resumido, de um texto já editado por Flórez na España Sagrada (III, apênd. II, p. 20 –24) e que ao mesmo Villada pareciamais que suspeito. Esse texto deve ser «criação de um hagiógrafo moçárabe,fugido talvez da Bética para o Norte, no séc. VIII tão fecundo na produçãodesta espécie de textos literários». Efectivamente, não há qualquer menção dosSantos Torquato e companheiros nos calendários e inscrições visigóticas, nem emlivros litúrgicos da mesma época. Trata-se do primeiro escalão do ciclo delendas com que se tentou explicar a implantação do Cristianismo na Hispânia. Alenda dos Varões Apostólicos veio depois a associar-se às lendas de Santiago.

            Tantouma como outra destas hipóteses têm algo de verdadeiro sem, contudo, algumadelas ter a verdade absoluta. A dificuldade está em fazer um apanhado do que éverdade.

PatrimónioMonumental

            IgrejaMatriz (Mosteiro)

            Asraízes mais antigas da Igreja remontam ao século X (contudo é muito provávelter existido antes disso). O documento mais antigo que lhe faz referência é oTestamento do Rei Ramiro II (Cf. Vimaranis Monumenta Historica, 2ª. Ed.,Guimarães, 1931, p. 26) falecido em 951, no qual se fazem alusões ao mosteiropor causa de terras doadas pelo rei (Cf. Cunha,Arlindo Ribeiro da, Restos de Igrejas visigóticas, Braga, 1954). A actualIgreja é parte integrante do antigo mosteiro, fundado por D. Rodrigo Forjaz, noinício do século XI, com observância da regra de Santo Agostinho. Os CónegosRegrantes estiveramlá até 6 de Julho de 1474, data em que o Papa Sixto IV o extinguiudefinitivamente, por não ter prior nem cónegos, e o uniu à Colegiada deGuimarães (Arquivo Distrital de Guimarães, Pergaminhos da Colegiada, n.º 310, cf. Marques, José, A Arquidiocese deBraga no séc. XV, Ed. Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1988, pp. 734 – 737).A partir daqui passou a ser uma simples igreja paroquial até aos nossos diascom sucessivas transformações.

            Afrontaria da Igreja é simples e de construção recente (ou pelo menos remodeladarecentemente – séculos XVII e XVIII).

Do lado norte da abside,existe uma capela que tem um retábulo do século XVII com cenas da vida de SantaCatarina de Alexandria, algumas ainda identificáveis, como as rodas dentadasque se tornariam o seu símbolo iconográfico mais conhecido, a degolação daSanta, Santa Catarina entre os doutores e a Santa rodeada por anjos.

            Ladeandoo retábulo da Capela de Santa Catarina estão duas telas de grande qualidaderepresentando S. Torcato e S. Tiago do século XVI pertencentes ao antigoretábulo quinhentista da capela-mor da Igreja tendo sido aí colocado já notempo do Pe. Arieira (anos 80 – 90). Não se sabe ao certo se as duas pinturassão do mesmo autor. A figura do Bispo de Cádis parece ser mais trabalhada decomposição, e a de Santiago dá a impressão duma obra realizada com modelo àvista. Na tela do Discípulo de Cristo o pintor teve a intenção de dar asemelhança e a expressão do mestre, bondade e modéstia, serenidade, doçura ehumildade representando-o descalço, cabelo e barba em desalinho, apenasassinalado a sua alta hierarquia no bordão que é rico. Na outra, S. Torcatoaparece de báculo na mão, imponente na riqueza da sua indumentária, sendo esseo contraste que choca ao confrontarmos as duas obras. Estas obras têm um valorhistórico imenso e um alto valor estético. O fundo dos quadros está revestidocom uma camada de tinta de óleo, quase branca, tem luz adequada, ficam expostosaos fiéis e aos admiradores da arte. Não se sabe ao certo se no séc. XVI foramfeitas para a capela do Santo ou para a capela de Santa Catarina (pelasdimensões parece ser bastante improvável que fossem para a Capela do Santo, queé muito pequenina).

            Dolado norte desta capela existe uma outra mais pequena, em silhares de granito,protegida por um gradeamento em ferro que contém aquele que foi o ultimosarcófago do Arcebispo Santo antes da trasladação para o Santuário em 1852, eestá revestida com azulejos do século XVII. Esta capelinha românica foi sagradapelo Arcebispo S. Geraldo (1096 – 1108) (Cf. Enciclopédia Portuguesa eBrasileira,34, s. v. Varão – Varões Apostólicos). Na parede da capela(oposta à parede da abside, no corredor) saem duas pedras por desbastar e outraaparelhada; por cima corre um friso de modilhões e arcos cegos. Esta Capela é,sem dúvida, a parte mais antiga do conjunto arquitectónico.

            Acapela-mor e a capela do Santo estão separadas por um espaço apertado de ummetro, formando um corredor coberto por uma abóbada de canhão. Admite-se ahipótese que anteriormente tenha sido demolida e aproveitados os frisos paraesta. Não se sabe ao certo se o início da capela é moçárabe ou visigótica

            Osfustes e os capitéis das colunas colocados no claustro são do séc. X, por isso,moçárabes. O local onde estão as mesas de merenda seria a antiga sala doCapítulo como se pode concluir pela grossa muralha com seis portas, duastapadas e uma transformada em janela. As que estão tapadas são ogivais, dearestas chanfradas; três são do arco redondo e outra tem a verga horizontal eabre-se para o terreno vizinho. Existia outra, a Sul, da qual só resta aombreira. Na altura das obras de restauro, surgiram os alicerces da paredeoriginária, do lado leste, e uma outra mais tardia. Apareceram cincosepulturas: uma aberta na rocha; dois sarcófagos são do séc. XI – XII; outra,tardio-medieval, com pedras reaproveitadas, mostra restos de fresco, a última,com tampa decorada, servia de soleira da porta que ligava ao claustro. Outraspossíveis escavações poderão permitir datar os alicerces da antiga sala doCapítulo.

            Existeum brasão do convento, de granito, esculpido no séc. XVII, com um nicho porcima que se lê N. S.ª da Oliveira, na casa que era da renda e da Audiência doCouto de S. Torcato. A escadaria que sobe para o adro da igreja é do séc. XVIIIou inícios do séc. XIX.

            Merece-nosuma palavra as obras de restauro da Igreja realizadas entre 1982 – 1988. Porelas fica a conhecer-se o riquíssimo espólio que acarreta a mesma Igreja e queapontamos, de seguida, em jeito de síntese: importantes elementosarquitectónicos e vestígios arqueológicos de inequívoco interesse artístico ecientífico, a saber, frisos, dois ajimeses que faziam parte de antigos nichos,silharia pré-românica, pedras de altar, caixinhas-relicário (estas são umachado excepcional). Além disso, as obras puseram a descoberto o troço de umacabeceira pré-românica com planta rectangular de pequenas dimensões redeada desepulturas pré-românicas. Todos estes elementos para além das datas que jáapresentamos levam a concluir que muito possivelmente a fundação do mosteiro évisigótica (Cf. Cunha, ArlindoRibeiro da, Restos de Igrejas visigóticas). Na actual sacristia,descobriu-se parte da necrópole medieval. Do mesmo modo, acharam-se moedas efragmentos de cerâmica. Com as obras, a estrutura do período românico (séc. XIII)apareceu, bem como frisos de calcário ao longo das paredes. Na empenasobreposta do arco triunfal vêem-se encaixes do telhado românico. Surgiram,também pinturas a fresco (época moderna) contendo um deles figurado o martíriode S. Sebastião. Sob o altar-mor, encontrou-se a mesa do altar medieval em umpé de altar (românico ou anterior) formado por cinco colunelos tendo na partesuperior a cavidade para guardar relíquias. No exterior há três fustes emmármore que eram do templo primitivo.

            AIgreja Paroquial de S. Torcato é um exemplo descaracterizado de rara beleza queatribui ao local novas dignidades, mas futuras e necessárias escavações podempor mais a descoberto.

            Santuário

            OSantuário de S. Torcato é uma imponente obra de carácter neogótico (uma obraprima do neomanuelino), com elementos românicos, renascentistas, clássicos ebarrocos, a partir de um projecto de Bohnfledt de 1868 (que substituiu oprojecto inicial de Luiz Ignácio de Barros Lima de 1825) do qual só se haviaconstruído a capela-mor). Bohnfledt foi o vencedor do concurso dos projectosque estiveram expostos em Lisboa, Porto e Guimarães. Em 1894 o arquitectoportuguês José Marques da Silva tomou o encargo das obras até 1940 sem as terterminado, fazendo alterações ao projecto inicial.

 

            Aarquitectura do santuário mostra uma técnica apuradíssima em termos de rigor eperfeição, causando uma profunda impressão pela delicadeza do seu ornatoesculpido em granito fino desenraizado das inúmeras pedreiras da região. Talfacto conferiu à região uma vasta tradição na arte de cantaria. Inclusivamente,para a construção do Santuário a Irmandade conseguiu do Governo apoios para arevitalização da arte de cantaria com a criação de uma escola de formaçãoprofissional que permitiu terminar o zimbório e a capela-mor. Actualmente, jásem a Escola de cantaria, terminou-se as capelas laterais (sacristias eanexos).        

Afachada apresenta um corpo central e duas esbeltas torres que crescem em agulhasegundo o estilo gótico com um pórtico bem trabalhado e guarnecido comelementos decorativos à luz do estilo barroco. A encimar o pórtico estão doisimponentes anjos colocados em 1892. Além disso, nota-se a existência de umvarandim em arcádia e sobreposto um nicho com a figura de S. Torcato encimadopor uma cruz. Lugar de honra, ladeando o nicho de S. Torcato, tem ainda S.Dâmaso e S. Geraldo, esculturas colocadas em 1899. O interior do templo formauma cruz latina (gótico) com braços alongados e uma só nave coberta por umaabóbada ligeiramente abatida. Dos ornamentos interiores ressaltam os capitéis eas colunas clássicas (coríntias). Um monumento à imagem da crença e da fépopular em S. Torcato.

Pareceimportante referir os estudos detalhados sobre a modelação e segurança deestruturas antigas que a Irmandade encomendou à Universidade do Minho, e queforam realizados pelos professores B. Lourenço, Luís Ramos e FranciscoMartins 

            Fontedo Santo

            Foineste local que, segundo a lenda, apareceu ou foi encontrado o corpo do BispoTorcato. A Capela foi restaurada no século XIX e de novo no século XX. No ladodireito da capela existe uma fonte de água com três bicas, as duas laterais têmligação à via camarária e a do meio é a conhecida Fonte do Santo, que tempoderes milagrosos ou medicinais.

            Museu

            Localiza-sena parte transacta do Santuário, e recolhe o património da Irmandade de S.Torcato e dos Ranchos Folclóricos. São de valor artístico: Altar de talha daprimitiva Capela-mor; Ex-votos pintados a óleo; Relicário em ouro de grandedimensão; Escultura de Nossa Senhora da Conceição do século XVIII; Antigoscartazes da Irmandade; Moinho de linho movido a água.

            Galeriade Arte (Gilde)

            AGaleria situa-se dentro de uma quinta rural que terá raízes no períodovisigótico embora o edifício actual seja do final do século XVII. É um localque serve para exposições de Arte Contemporânea.

            S.Torcato: o presente

            Agricultura

            S.Torcato é um fértil e salubre vale rodeado por montes e também pelos rios Ave eVizela. O Rio Ade (do italiano Adige) e outro conhecido por Riodo Porto (ou Reserva) formam, abaixo de S. Torcato, o Rio Selho (afluente doAve). Possui enormes potencialidades para o cultivo do regadio e da vinha ameia encosta. Os produtos mais importantes da terra são o milho, o feijão, abatata, a cebola e hortaliça variada. A agricultura é de subsistência, deconsumo caseiro.

            Indústria

            S.Torcato tem assistido a uma implementação crescente mas morosa das indústriasligadas à área de calçado e de têxteis, vocacionadas principalmente para aexportação. A indústria e o comércio são actividade forte de S. Torcato. Anecessidade de implementação de um complexo industrial é uma realidade cada vezmais imperiosa.

            Turismo

            S.Torcato tem conseguido criar infra-estruturas que trazem à Vila, principalmenteaos fins-de-semana de verão, milhares de pessoas atraídas não só pela beleza egrandeza do seu Santuário, mas também pela frescura das suas tileiras e do seufrondoso parque com dos barcos de recreio no lago artificial, um dos mais belosrecantos de todo o concelho. Contudo, a necessidade de criar um posto deturismo e de informação a visitantes começa a ser uma realidade premente.

            Cultura

            Etnografiae Folclore

            Anível cultural, S. Torcato possui grande riqueza nos seus Grupos Folclóricos.Existem na Vila dois grupos: o mais antigo é o Rancho Folclórico daCorredoura fundado em 1956 embora actuasse em 1957 pela primeira vez.Organiza todos os anos a Festa do Linho e o Festival de Folclore da Corredoura.

            Umano mais tarde, em 1958 é fundado o Rancho Folclórico de S. Torcato.Organiza o Festival Internacional de Folclore de S. Torcato. Estes dois gruposforam creditados pela Federação Portuguesa de Folclore como sendo os maisgenuínos e de maior rigor etnográfico do concelho.

            Instituições,Associações

            Irmandadede S. Torcato

            AIrmandade de S. Torcato foi instituída em 1693 por régia provisão de D. AfonsoVI. Em 1806 os estatutos são reformados e aprovados por D. Afonso IV. Em 1811fica isenta de jurisdição paroquial. A ela se deve a construção do majestososantuário e a manutenção dos espaços da Irmandade.

            Juntae Assembleia de Freguesia

A Junta de Freguesia épresidida pelo Dr. Bruno Alberto Vieira Fernandes e a Assembleia de Freguesiapelo Sr. Alberto Manuel Lamosa Gomes. Com a elevação da freguesia a Vila,tornou-se forçoso a bandeira. Na Leitura heráldica constatamos: Brasão:escudo de prata com uma mitra sobre uma cruz e um báculo passados em aspa, tudode púrpura e realçado de negro, uma roda de fiar de vermelho, as quatro figurasalinhadas em cruz; planície ondulada de azul carregada de uma burela mondada deprata. Coroa mural, com a legenda a negro: “S. TORCATO – GUIMARÃES”. Da Memóriadescritiva dos símbolos heráldicos pode dizer-se: A mitra, o báculo e acruz, simbolizam S. Torcato, o padroeiro. A Freguesia produziu linho deapreciada qualidade que fiado na região sempre teve grande fama e procura. Aroda de fiar representa essa actividade ancestral. A roda dentada simboliza aindústria que lentamente vai ganhando relevo na vida económica da Freguesia.

         Casa do Povo

            Fundadaem 1910 a casa do povo de S. Torcato tem sido um motor sócio-cultural edesportivo. A ele deve-se a organização da Feira Franca dos 27, uma dasmanifestações agro-pecuárias mais importante da região.

            ZonaAgrária Vale do Ave

            S.Torcato sendo um importante vale agrícola recebeu a sede da Zona Agrária Valedo Ave em 1993. É a associação de Jovens Agricultores de Entre-Douro e Minho.

         Guarda NacionalRepublicana

            OPosto Territorial de S. Torcato (Brigada Territorial nº 4, Destacamento deGuimarães, Grupo Territorial de Braga) zela pela segurança e ordem pública deS. Torcato, Rendufe, Gonça, Gondomar Arosa e Castelões. Tem um efectivo de 14agentes.

            AssociaçãoHumanitária dos Bombeiros Voluntários

            Comum corpo efectivo de 28 voluntários mais um comandante, a secção de S. Torcatotem a seu cuidado as freguesias de S. Torcato, Rendufe, Atães, S. Cosme, Aldão,Selho, Gominhães, Gonça, Arosa e Castelões. Neste momento urge a construção deum espaço próprio uma vez que se encontram instalados em espaços da Irmandadede S. Torcato que os tem reclamado para outros fins.

            GrupoDesportivo União Torcatense

            Foifundado no ano de 1928 pelas gentes da terra. No palmarés merece especial lugaro título de Campeão da I Divisão da AF Braga, em 1996/1997. Em 2002/2003 venceua Taça da AF Braga; em 2003/2004 sagrou-se Campeão da Série B da Divisão deHonra e em 2004/2005 conseguiu o 2º lugar da Série A da III Divisão e porconseguinte a subida à II Divisão B dos escalões nacionais.

            CentroRecreativo Cultural e Artístico de S. Torcato

            Foifundado por Armando José Fernandes em 1975 e oficializado como colectividadecom estatutos em 1977. Desenvolve, desde as origens, várias actividades: música(fanfarra desde 1977 e Grupo de Cavaquinhos “Flores da Primavera” desde 1995),dança, teatro, cursos temáticos. Publica mensalmente o jornal “Grito Livre”.

            CorpoNacional de Escutas

            Fundadoem 1947, tem mais de 100 elementos e ainda cerca de 20 pessoas que constituem afraternidade. O agrupamento possui uma fanfarra e grupo coral. Por tudo o quefazem, os escuteiros são um forte movimento da vila que mexe principalmente coma juventude.

            Clubede Caça e Pesca 

         Associação parao Desenvolvimento das Comunidades Locais – S. Torcato 

            MovimentosParoquiais

            Porquea Vila é extensa e populosa, isso também se repercute no movimento deapostolado paroquial. A Paróquia conta com os seguintes grupos: ConselhoPastoral presidido pelo Pe. João Fernando Peixoto Araújo; Liam; Legiãode Maria; Conferência Vicentina; Movimento da Mensagem de Fátima.Das confrarias contam-se; a da Senhora; do Senhor; doSantíssimo Sacramento. Além destes, há ainda os Jovens em Caminhadaque se designa Fé e Audácia e conta 30 anos de vida. Fundado em 1975 teve comoprimeiro animador Armindo Gonçalves dos Santos que ainda se liga de algumaforma ao Grupo. A Catequese está organizada entre Infância e Adolescência (1º -10º anos). Há, também, lugar para a Catequese de Adultos. A Paróquia tem aindaum Grupo Coral Paroquial e um Grupo Coral Juvenil. Já se falou atrás do CorpoNacional de Escutas e de alguma forma (ainda que não seja directamentereferente à paróquia) a Irmandade de S. Torcato.

            Infra-estruturas

            Centrode Saúde

            Situa-seum pouquinho acima da escola E.B 2,3 de S. Torcato, encostado à casa do Povo eà frente da Farmácia. Mais ou menos com 6 médicos diários atendem a populaçãode S. Torcato e a população vizinha. O novo centro está já em projecto.

            Escolas

            NaVila de S. Torcato contamos as seguintes escolas: Escola Primária de S.Torcato; Escola da Corredoura; Escola EB 2, 3 de S. Torcato; e aindaJardim-de-infância e ATL.

Ludoteca e Hemeroteca

            Funcionana parte superior da Casa do Povo e está sob alçada da Associação para oDesenvolvimento das Comunidades Locais de S. Torcato. É um espaço lúdico ecultural.

            Festas

            Nesteponto das festas, S. Torcato é abundante. Em Fevereiro comemora-se a data damorte do Santo e realiza-se a Feira Franca do 27 (dia 27). Em Maio, no segundodomingo celebra-se a Festa da Senhora e no dia 15 a Festa da Água (ou RomariaPequena). Em Junho, depois da festa do Corpo de Deus, celebra-se a Festa doSenhor. Julho é um mês de festa. No domingo a seguir à primeira sexta-feiracomemora-se a trasladação do corpo de S. Torcato para o Santuário com a RomariaGrande. Neste fim-de-semana o Grupo Folclórico da Corredoura organiza a Festado Linho. No segundo fim-de-semana a Associação para o Desenvolvimento dasComunidades Locais organiza a Feira da Terra e no terceiro o Grupo Folclóricode S. Torcato organiza o Festival Internacional Folclórico de S. Torcato. EmOutubro a Comissão de Festas Paroquial e o Grupo Folclórico de S. Torcatoorganizam a Festa das colheitas. A Festa do Santíssimo Sacramento (Tríduo eLausperene) também se celebra neste mês. Em Dezembro realiza-se a Festa eNovena do Menino. A juntar a este elenco junte-se a Festa do Idoso bem comooutros momentos festivos sejam eles de carácter sacro ou profano.

            PrincipalBibliografia

A. João Barreira e Manuel Monteiro,S. Torcato. Algumas notas dispersas, «Revista de Guimarães»,33, (1923), pp. 261 – 327.

Almeida, Eduardo de, S.Torcato. Algumas notas dispersas, «Revista de Guimarães», 33, (1923), pp. 262 –265.

Alves, José Maria Gomes, Apontamentospara a história do concelho de Guimarães. Manuscritos do Abade de Tagilde(Notas e Comentários), «Revista de Guimarães», Guimarães, 91, (1981).

Azevedo, António de, Opinto de S. Torcato, Ed. Câmara Municipal de Guimarães, Guimarães, Março, 1962.

Cachada, Armindo, SãoTorcato – Guimarães. Guia Turístico e Monográfico, Ed. AC – Gabinete dePublicações, Guimarães, 1994.

Costa, Avelino de Jesusda, O Bispo D. Pedro e a organização da Arquidiocese de Braga, Vol. I, Ed.Irmandade de S. Bento da Porta Aberta, 1997.

Costa, Avelino de Jesusda, O Bispo D. Pedro e a organização da Arquidiocese de Braga, Vol. II, Coimbra,1959.

Cunha, Arlindo Ribeiroda, Restos de igrejas visigóticas, Braga, 1954.

Feio, Alberto, A arteda Alta – Idade Média no distrito de Braga, «Bracara Augusta», 5 (1 –3), Braga, (1954).

Feio, Alberto, S.Torcato de Guimarães. Restos de uma igreja moçárabe, «Correio do Minho»,Braga, 21 de Janeiro, (1930).

Guerra, D. Fernando da, Aarte visigótica em Portugal, Lisboa, 1962.

Marques, José, AArquidiocese de Braga no séc. XV, Ed. Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1988.

OliveiraGuimarães(Abade de Tagilde), Couto de S. Torcato, «Revista de Guimarães»,18, (1906).

Sillos, Domingos daSoledade, Vida preciosa e glorioso martírio de S. Torcato, Guimarães, 1998.

Vimaranis MonumentaHistorica,2ª adição, Guimarães, 1931.


Outras obras

Silva, Hilário de Oliveira,Colocação do Sacrário nas Igrejas do Arciprestado de Guimarães. Confrarias doSantíssimo Sacramento, 2002.

Lourenço, Paulo B., Ramos,Luís F., Inspecção e análise de um Santuário do século XIX em S. Torcato,Portugal, VII Seminário Internacional, Belo Horizonte, Brasil, 2002.

Lourenço, Paulo B., Ramos,Luís F., Investigação sobre as patologias do Santuário de S. Torcato. RelatórioFinal, Relatório 99-DEC/E-5, Universidade do Minho, 1999.

Martins, Francisco F.,Relatório de prospecção geotécnica junto ao Santuário de S. Torcato, Processo,LEC 79/97, Laboratório de Engenharia Civil da Universidade do Minho, 1999.

Lourenço, Paulo B., Ramos,Luís F, Martins, Francisco F., Estudo detalhado do Santuário de S. Torcato,Encontro Nacional sobre Conservação e Reabilitação de Estruturas, 

****

 

 

 

Escrito por JAC em 14:03:07 | Link permanente | Comments (0) |

2008/03/25

Semana das grandes decisões....

Segunda-feira Santa

 

Senhor Jesus

Quero ser bálsamo nas feridas cravadas

E nas dores sentidas

Por milhões de irmãos que sofrem.

 

Quero levar conforto

Usa e viver de compaixão

Ser simpático, sofrendo com os que sofrem.

 

Deixa-me ser como Tu que saboreastes a vida

E passastes fazendo o bem.

 

Faz que não desperdice oportunidades

- a desta semana em particular –

para que experimente o Teu perfume na minhavida

e possa, deste modo,

ser curativo odorífico para os outros.

 

Terça-feira Santa

 

Senhor Tu és a luz

Que aniquilou as trevas uma vez

E és ainda luzeiro

Que extirpa o negrume da vida.

 

Também eu quero ser luz

E tantas vezes só conheço noite…

Vivo abarcado pelo escondimento,

Apenas pelo poente

E eu queria ser sempre nascente

Da luz que recebo e brota de Ti.

 

Mostra-me cada dia como posso ser luz para osdemais.

E continua a alumiar a minha vida

E recebendo a Tua luz

Eu a saiba manter ardente e acesa.

 

Quarta-feira Santa

 

Sabes tudo, Senhor:

Quanto Te amo

 Equanto Te traio.

 

Sabias desde o início, da traição de Judas

Mas nada impedes,

Deixas correr a história

Para discorrer a Palavra da Escritura

Para cumprir a vontade do Pai.

 

Apesar da traição, amas o traidor.

 

Amor supremo e sublime

Infinitamente mais do que o meu.

 

Como a Judas, também a mim me amas

Mesmo conhecendo a minha fragilidade

Sempre me perdoas e esperas por mim

Sempre me escutas incondicionalmente

Apesar das minhas faltas.

 

Como poderei agradecer

O Teu amor incondicional?

 

 

Quinta-feira Santa

 

Dia grande Jesus, este de Quinta-feira Santa,

Carregado de significado

Concentrando nele o essencial do ser cristão.

 

Se durante a vida ensinastes e vivestes

Hoje vives, essencialmente, para dar o exemplo.

 

ConTigo aprendo a viver e a agir

À Tua imagem:

Arregaças as mangas

Lanças-Te por terra, qual escravo,

E lavas os pés aos discípulos.

 

E hoje a mim

Lavas-me a parte mais suja:

O meu coração sem amor.

 

Viver como Tu nada mais é que servir

Muitas palavras posso colocar para dizer essaatitude.

Mas nenhuma a traduz melhor

Do que o serviço.

 

Difícil de ouvir,

Mais difícil viver

Mas essencial para ser dos Teus

Para entrar conTigo no Banquete eterno

Que inaugurastes na Eucaristia

Como memória salvadora.

 

 

Sexta-feira Santa

 

Sabias a Tua missão

E sabias que ias morrer,

E, apesar de tudo,

Tudo foi longo e doloroso

E humilhante.

 

Que amor e dignidade revelas

Ao caminhar para a vida da morte

Porque a vida ninguém Te tira

Senão que és Tua a dá-la

Para cumprir a vontade do Pai

E para, pela Tua dádiva,

Alcançar vida e salvação

Para toda a humanidade.

 

Quão indigno sou do teu amor!

Quão fraco permaneço ante Ti.

 

Envergonhado em prostro

E adoro a Tua cruz.

 

Não tenho outra maneira

De me colocar diante de tal prova.

 

Só queria ter a tua coragem

- por isso a peço,Senhor -

de viver e morrercomo Tu.

 

Que dia grande,contrastante:

Uma morte que me dávida,

Um contrasteamoroso.

 

Sábado Santo

 

Suspance e silêncio

Um medo interior.

 

A Tua ausênciafaz-me pensar, Senhor.

 

Só a esperança dapromessa

Cria um revês nocenário

Inicialmente dederrota:

Espero a acção doPai

Porque Deus é Deus

E tudo pode.

 

Espero que estesilêncio

Se converta emalegre anúncio

E ressoeem gritojubiloso.

 

Não ficareidesiludido

Porque sei que vencesteso mundo, Jesus!

 

Sei que a luz daPáscoa vai irradiar

Como sol nascente

E sem ocaso.

Escrito por JAC em 18:11:44 | Link permanente | Comments (0) |

Últimas oportunidades...

Segunda-feira da quinta semana

 

Quero hoje apresentar as minhas faltas

porque sei que sempre me pegas pela mão

e não em condenas.

 

Condenas a minha conduta e meu pecado

Mas respeitas a minha dignidade, a minha vida.

 

Peço perdão pelas palavras que não disse

E devia ter dito

E pelas que disse e não devia ter dito;

Peço perdão pelo ódio, pela raiva,

Pelo desamor e pela desatenção;

Pelas minhas queixas e mesquinhices

Pelo meu egoísmo e mediocridade.