2008/04/23

Conselho Presbiteral de Braga reuniu


D. Jorge Ortiga critica mentalidade
reflectida no projecto-lei do divórcio



O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, criticou ontem, na abertura do Conselho Presbiteral de Braga, três aspectos de uma «mentalidade que está a pretender impor-se e de que é reflexo o preambulo do projecto do Partido Socialista sobre a lei do divórcio: o individualismo, o sentimentalismo e a secularização».
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa afirmou o desejo de que «se crie a consciência de que cada um é pessoa mas faz também parte de um corpo». E aclarou: «sem perdermos a nossa identidade também somos membros da Igreja e há normas que devemos saber respeitar».
Na reunião plenária que decorreu no Centro Cultural e Pastoral, o Conselho aprovou um voto de congratulação pela reeleição do Arcebispo como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Além disso, foi aprovado um voto de pesar pelo falecimento do Monsenhor Cónego Eduardo Melo Peixoto assim como pelo falecimento do pai do padre José Augusto Ribeiro, Vigário Territorial e pároco em quatro comunidades de Cabeceiras de Basto, e que foram ambos a sepultar anteontem.
De manhã, o cónego José Paulo Abreu, fez uma exposição sobre a razão de ser do Direito na Igreja e a relação daquele com a acção pastoral.
O Vigário-Geral da Arquidiocese afirmou que a necessidade do Direito brota da própria vida em sociedade. Desse modo, sustentou que o direito canónico se situa no âmbito da eclesiologia pois «faz parte do ser e do agir da Igreja».
Para este capitular, sem direito a Igreja fica entregue à anarquia e à arbitrariedade, ficando comprometida a unidade e a paz.
O antigo Reitor do Seminário Conciliar de Braga mostrou que o direito canónico não serve para complicar ou arrasar a pastoral mas sim, devem trabalhar em conjunto porque são «aliados naturais na busca da verdade e no amor à verdade, na busca da justiça e no amor à justiça».
A sessão de trabalho prosseguiu com a revisão de quatro estatutos: do Fundo Paroquial, do Arciprestado, do Conselho Presbiteral e do Conselho Arquidiocesano de Pastoral.
O cónego José Paulo Abreu ficou encarregue da elaboração da revisão tendo em conta as alterações sugeridas. Depois disso, vão ser reunidos estes e outros textos normativos, actualizados no que for necessário, num só volume. Será, por assim dizer, uma reedição da obra “Normas jurídicas e pastorais” que já existe mas, que incluirá as normas das Associações de Fiéis, publicadas pela CEP, e que deverão ser utilizadas como suporte para as revisões dos estatutos das confrarias e irmandades.
Das iniciativas pastorais já anunciadas, foi informado que, no Congresso Arquidiocesano da Família, que acontece em 17 e 18 de Maio, João Paulo Barbosa de Melo vai substituir o casal Roberto Carneiro e Maria do Rosário na intervenção de domingo de manhã.
Além disso, a peregrinação ao Sameiro, a 1 de Junho, terá um cunho de encerramento do triénio pastoral sobre a família. Para já, o conselho estabelece o desejo de se ver conhecido o resultado do estudo realizado pelo padre Anselmo Sousa e pela professora Vera Duarte sobre as respostas que as IPSS oferecem às famílias, assim como o resultado do estudo elaborado pelo padre Rosmaninho Mariz sobre a realidade familiar da Arquidiocese.
Em dia de Santa Senhorinha, D. Jorge Ortiga interrogou-se sobre a atenção que está a ser dada ao “Próprio da Arquidiocese de Braga quer o “Missal e Leccionário” quer o “Ofício Divino” e deixou a ideia de se fazer uma reedição desses dois livros.
Além disso, na palavra final o presidente da CEP apelou ao acolhimento das normas e a que se sinta a força e o valor da unidade naquilo que se determina. E citando um pensador cristão formulou o voto de que haja unidade no essencial, diversidade no acidental e se ponha caridade em tudo.

Programa pastoral
do novo triénio
O programa pastoral para 2008-2011 foi tema de discussão da parte da tarde. “A Palavra” será o grande tema a tratar no próximo triénio pastoral tendo em conta a celebração do Ano Paulino, instituído pelo Papa, entre 28 de Junho deste ano e 29 de Junho de 2009.
Sobre esse novo triénio pastoral dedicado à Palavra foi apresentado o tema genérico: “Tomar conta da Palavra que toma conta de nós”. Este divide-se, por sua vez, em sub-temas: 2008-2009 - “Encontrados pela Palavra”, 2009-2010 - “Acolhemos a Palavra” e 2010-2011 - “Vivemos a Palavra”.
Para o próximo ano pastoral foram já apresentadas algumas iniciativas possíveis: de salientar os “Encontros com S. Paulo” orientados por D. António Couto.
Os subsídios colocados à disposição para este ano serão na linha dos que foram usados no triénio sobre a família. De ressaltar que a nível nacional está a ser preparado pela CEP um conjunto de 52 “fichas” com o título “Um ano a caminhar com S. Paulo”.
Para o lançamento deste ano pastoral está a ser pensada uma conferência de imprensa assim como a organização de uma grande concentração no dia 29 de Junho, ainda sem grandes certezas mas com algumas concretizações .


in Diário do Minho, 23 de Abril

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2008/04/18

Jesuítas Braga

Padre Provincial dos jesuítas
visita comunidades de Braga

O padre Nuno da Silva Gonçalves está em Braga a visitar as comunidades dos jesuítas, até ao próximo dia 21 de Abril. Esta visita canónica está prescrita nas normas e constituições da ordem, como apurou o Diário do Minho, pelo menos uma vez por ano.
O intuito da visita tem a ver com o estímulo que o padre provincial deve dar às comunidades, como pai e pastor da província. Deste modo, o padre Nuno Gonçalves tem por missão, com esta visita, ajudar a levar por diante o projecto dos jesuítas como homens inteiramente consagrados. Além disso, durante os dias de visita, o provincial atende pessoalmente os membros da comunidade, reúne com cada uma delas, assim como, com a consulta, que é um grupo conselheiro do superior de cada casa.
A visita também pode ser destinada para o tratamento de assuntos de carácter mais pessoal como, por exemplo, o destino a dar a alguma pessoa, as nomeações e missões e também o tratamento dos doentes.
O padre Nuno Gonçalves, que começou a visita no passado dia 11, vai passar pela comunidade Pedro Arrupe que é constituída por 22 elementos. Destes, três são padres, um é irmão e os restantes são estudantes de filosofia que já fizeram o seu noviciado em Coimbra e que se preparam para, no final do curso, entrar no magistério.
Além desta, também a comunidade da Faculdade de Filosofia e do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração recebe a visita do padre Nuno Gonçalves, que foi, anteriormente, director da Faculdade de Filosofia de Braga. Esta comunidade tem, igualmente, 22 elementos: seis são irmãos e 16 são padres, dos quais dois estão a preparar o seu doutoramento.
O padre Nuno Gonçalves, por causa da sua presença na 35.ª Congregação Geral, que escolheu o padre Adolfo Nicolás como Geral dos Jesuítas, não terá possibilidade de visitar, este ano, todas as comunidades da província portuguesa, soube o DM, por fonte ligada à comunidade de Braga.
Na Arquidiocese, os jesuítas têm cinco comunidades: as duas que recebem a visita do Provincial nestes dias e, ainda, a comunidade que está na basílica do Sagrado Coração de Jesus, na Póvoa de Varzim, a comunidade da Casa de Soutelo, em Vila Verde, e ainda a comunidade das Caldas da Saúde, em Areias, Santo Tirso.
A comunidade da Póvoa de Varzim tem quatro padres e um irmão. A sua obra liga-se à pastoral em torno da basílica do Sagrado Coração de Jesus, em especial as confissões, a catequese e as restantes celebrações.
Por sua vez, a comunidade de Soutelo tem quatro irmãos e cinco padres e têm por missão toda a logística e manutenção do centro de espiritualidade e cultura, com retiros, cursos e encontros frequentados por centenas de pessoas durante o ano.
O Instituto Nun’Álvares, em Santo Tirso, tem oito padres, um escolástico (a fazer o magistério) e, ainda, quatro irmãos. De referir que aqui se situa o Colégio das Caldinhas e também a academia de música da Artave nas quais estudam mais de 2500 alunos e trabalham cerca de 300 professores.   
Na província portuguesa, há, este ano, 12 noviços (cinco no primeiro ano e sete no segundo). De Braga, este ano, saem sete estudantes que terminaram a filosofia e se preparam para fazer o ano do magistério (um ano entre o curso de filosofia e teologia).
A pastoral vocacional dos jesuítas é responsável por manter a ordem como uma das mais estáveis ao nível das vocações, em Portugal. Para tal, foram dados passos concretos pela província portuguesa que tem, de há uns anos a esta parte, um promotor vocacional a trabalhar a tempo inteiro.
Em especial, os jesuítas dão atenção aos movimentos universitários (têm centros em Braga, Porto, Coimbra e Lisboa) e dedicam-se à formação destes, assim como estabelecem diálogo com os antigos alunos dos seus colégios. A par disso, fazem uma imensidade de actividades: exercícios espirituais, acampamentos, peregrinações, noites de oração, grupos de encontro, reflexão e convívio.

in Diário do Minho
Escrito por JAC em 14:57:59 | Link permanente | Comments (0) |

Religião e sentido da existência



“A religião e o sentido da existência” foi o tema de uma conferência que decorreu ontem, ao meio-dia, na Escola Secundária Sá de Miranda e que aguçou o apetite dos alunos que se mostraram interessados na temática religiosa. Os alunos pertencentes a duas turmas daquela escola debateram a temática numa sessão que contou com a presença do jesuíta Francisco Machado e que foi organizado pelo Núcleo de Estágio de Filosofia.
Em tom próximo e coloquial, o jesuíta, que em Agosto parte para a China, mostrou-se receptivo às muitas questões levantadas por alunos e professores. No espaço onde decorreu o debate está patente, até amanhã, uma exposição de trabalhos feita por alunos, precisamente sobre as diversas religiões e sobre a busca que fazem do sentido da existência.
Apresentando a religião como uma «proposta» e um «convite», o estudante de filosofia afirmou que esta tem a ver com a busca da felicidade humana. Mas, foi peremptório a responder a uma aluna que interrogou sobre a necessidade da religião para alcançar a felicidade, com um redondo «não». E aclarou: «há pessoas que são felizes e nunca ouviram falar de Deus como há pessoas religiosas profundamente infelizes».
Alguém do meio da plateia inquiriu o orador se ao estudar filosofia «nunca duvidou da existência de Deus». Perante a resposta afirmativa, Francisco Machado disse que «as dúvidas são boas e fazem as pessoas andar para a frente».
Perante a proposta da máxima “a fé não se discute”, o jesuíta apresentou a sua refutação dizendo que a fé em si mesma é «aberta», «disponível ao diálogo» e permite «discussão e troca de ideias».
Francisco Machado, que no início da intervenção esclareceu as três palavras chave da conferência (religião, sentido e existência), não se cansou de apresentar «o tesouro da fé cristã» em que acredita mas não fechou, igualmente, as portas e os horizontes às restantes confissões religiosas. E contou, inclusivamente, que na sua comunidade dos jesuítas encontrou um colega que era budista e depois entrou para a Companhia de Jesus. «Faz ioga todos os dias», revelou ao auditório, salientando o esforço que se tem feito, nos últimos tempos, no diálogo inter-religioso.
A distinção entre religião e igreja, a homossexualidade, o celibato foram também questões levantadas pelos presentes às quais o jesuíta da comunidade Pedro Arrupe de Braga respondeu. Além disso, a explicitação do pensamento de Karl Marx (representada num dos quadros presentes na exposição) que considerava a religião «ópio do povo», foi feita pelo jesuíta, afirmando que a intenção do autor era destruir algo, neste caso a religião, que ele não entendia como essencial para a existência da pessoa humana.

Escrito por JAC em 14:54:52 | Link permanente | Comments (0) |

2008/04/17

Mosteiro da Visitação de Santa Maria em Braga

Buscarpaz no centro

daturbulência citadina

  

Vivemem clausura em pleno centro da cidade de Braga, mais precisamente no Mosteiroda Visitação de Santa Maria, possivelmente desconhecido da grande parte dosbracarenses. A clausura pretende ser um “oásis” espiritual no meio daturbulência citadina. Por meio dela, as 17 monjas visitandinas realizam o«êxodo do mundo» para encontrar Deus, vivendo numa alegria quase indescritível.

Pormeio de uma licença especial tive a oportunidade de poder entrar na clausura etomar parte de alguns momentos do seu viver quotidiano.

Silêncio,acolhimento, alegria e espírito de oração... eis o que se vive e experimenta aoatravessar as portas da clausura do Mosteiro da Visitação de Braga.

Asreligiosas da Visitação de Santa Maria dividem os seus tempos diários entreoração e trabalho. Resta-lhes ainda algum tempo para o convívio fraternal.

Porincrível que possa parecer, a “queixa” que mais ouvi entre as monjas foi a dafalta de tempo. Parece incongruente quando lá dentro têm todo o tempo do mundo.Por isso, não resisti a perguntar o motivo desse preenchimento total do tempoquotidiano.

A resposta parece simples mas éconvicta e profunda: «é todo para Deus», diz a irmã Inês, que é uma dasconselheiras da irmã Maria da Conceição, a superiora do mosteiro. No trabalho, nas tarefas simples do dia, naoração, no recreio tudo é direccionado para Deus, tudo em função de Deus.

Aliás,a intenção do seu Fundador – São Francisco de Sales – era que toda a vida eexercícios das Religiosas da Visitação fossem dedicadas pela sua união com Deus,para ajudar por orações e bons exemplos à renovação da Igreja e à salvação dopróximo, que elas fossem excelentes em toda a espécie de virtudes, cujo bomodor, agradando a Deus, se espalhe pelos corações de todos os homens.

Naclausura não há intervalos. Há, certamente, recreio e convívio mas até esse épassado em comunidade, bordando ou fazendo rendas, ou terços e tambémconversando sobre os problemas, as inquietações e os anseios de cada uma, ou ainda os problemas que afligem os homens de hojee partilhando, também, tudo o que de bom vai acontecendo na comunidade, naIgreja e no mundo. «Os recreios são indispensáveis, não só para assegurar umaexpansão salutar, mas também para alimentar um verdadeiro espírito de família»,pode ler-se nas Constituições daOrdem.

Apenasquatro das 17 irmãs têm menos de 70 anos. A irmã Maria Gabriel, com 95 anos, éa mais idosa. A irmã Isabel vem a seguir com os seus 91 anos. A mais nova tem48 anos.

Quemas vê e visita não pode, de modo algum, dar-lhes tanta idade dada a vitalidade,a frescura e a juventude de pensamento.

Emambiente de ameno diálogo, o recreio comunitário é uma oportunidade para a boadisposição e para o convívio. A irmã Maria Helena não hesita em mostrar as suashabilidades de comediante, usando para tal um apurado sentido de humor.

Estaconterrânea do cardeal José Saraiva Martins decidiu, «com grande alegria»,entrar na clausura da Visitação com 66 anos, depois de ter estado 34 anos nasIrmãs do Coração de Maria. A religiosa conta o episódio marcante da suajuventude: Namorava com um rapaz da terra natal e nunca lhe tinha passado pelacabeça ser religiosa. Bem pelo contrário, sentia até uma certa aversão.Todavia, «num passeio familiar a Fátima pedi que Nossa Senhora me dividisse oamor que tinha pelo noivo e desse metade a Jesus». E acrescenta com convicção:«mas Ele e Ela, a Mãe do céu, quiseram o meu amor por inteiro».

Há,no entanto, outras histórias vocacionais. A irmã Maria Alexandrina, com 74anos, natural de Guimarães, apresenta-se convictamente como uma das religiosasmais antigas da clausura de Braga. «Entrei com 15 anos para a Visitação»afirma.

Aalegria transborda dos rostos das religiosas e é impossível não sentir algumdesconcerto perante essa atitude. No alto dos seus 91 anos, a irmã Isabel,natural de Arouca, também conta com muita vivacidade peripécias do seunoviciado.

Independentementedas idades avançadas, posso certificar que as religiosas que estão na clausurado Mosteiro da Visitação de Santa Maria de Braga não são velhas. Podem seridosas na idade mas são muito jovens no pensar, muito alegres no modo de estar,sérias e comprometidas na espiritualidade e na oração, dinâmicas, totalmentevivas, na sua acção de dar a conhecer o mundo a Deus.

Sobreo modo de entrar neste mosteiro de clausura, a irmã superiora cita as Constituições: «Podem tornar-semembros da Ordem da Visitação as pessoas que decidiram, por um autênticochamamento de Deus, tender à perfeição do amor divino. Uma enfermidadecorporal, uma saúde fraca ou até mesmo uma idade avançada não são obstáculo,contanto que a candidata tenha um equilíbrio psíquico e nervoso normal eapresente todos os sinais de uma verdadeira vocação».

SãoFrancisco de Sales, ao fundar a Visitação, teve também em vista preencher umalacuna existente, visto que todas as Ordens claustrais de então, eram demasiadoausteras para estas pessoas e que se viam assim impedidas de responder aochamamento de Deus a viver uma vida toda entregue.

Efectivamente,o processo de entrada na Visitação, fundada há perto de 400 anos, é semelhanteao de qualquer outro instituto religioso.

Depoisde um contacto com a Mestra de Noviças e de acordo com a Superiora do Mosteiro,a candidata pode entrar para fazer a experiência real do que é viver emclausura e para um conhecimento mútuo.

Depoisda decisão de entrada inicia-se um tempo de formação que se vai prolongar porcinco anos e meio (postulantado, noviciado e votos temporários). Terminado estetempo de formação e discernimento mútuo, a candidata emite os votos perpétuosou retira-se.

Airmã Inês referiu que a Visitação deve ser das poucas ou talvez a única Ordemde clausura que, em virtude do direito e da intenção original do fundador,permite a entrada e permanência a senhoras e jovens desejosas de se recolher nosilêncio do claustro, para fazer um retiro espiritual. Evidentemente, aclara areligiosa, «nenhum mosteiro é obrigado a fazê-lo».

 

Quotidiano da clausura

Coma protecção de São Francisco de Sales e de Santa Joana de Chantal, fundadoresda Ordem, assistidas pela intercessão e exemplo de Santa Margarida MariaAlacoque, (a mais conhecida dasvisitandinas), as religiosas que estão em Braga repartem as horas do dia entretrabalho e oração.

Às7h00 em ponto tem início mais de duas horas seguidas de oração. Exposição doSantíssimo Sacramento, Ofício de Leitura, Meditação, Laudes e Tércia compõemesse espaço de tempo de oração matinal.

Depoisdo pequeno-almoço seguem-se os trabalhos ou ofícios: enfermaria, cozinha,rouparia, aviário, quinta e costura são algumas das ocupações das monjasvisitandinas.

Aoração de Sexta, do Ofício Divino da Liturgia das Horas, reúne-as quinzeminutos antes do almoço, que ocorre às 12h00, e ao qual se segue um espaço derecreio comunitário que termina pelas 13h45.

Apósa oração de Noa, às 14h00, o trabalho continua e só é interrompido por causa daleitura espiritual pelas 15h30 e que dura até às 16h00.

Às17h00 começa, então, a oração de Vésperas, seguida da recitação do Terço e deEucaristia, às 18h00, habitualmente presidida pelo capelão, padre José VitorinoVeloso.

Terminadaa Missa, mais meia hora de oração mental, uma vez que as orientações da Ordemdizem que as visitandinas devem fazer pelo menos uma hora e meia de meditaçãopessoal diária.

Ojantar é servido pelas 19h30 ao qual se segue novo tempo de recreio. O diatermina como começa, com a oração, neste caso as Completas, pelas 21h40. O descanso está previsto a partir das22h30. Começa um grande silêncio até ao fim de Tércia, numa repetição rotineiraque tem a marca de Deus.

 

Alvores da fundação

Nafundação da Ordem da Visitação de Santa Maria estão Francisco de Sales(1567-1622), Bispo de Genebra, e Joana Francisca Frémyot (1572-1641), baronesade Chantal.

Esseacontecimento reporta-nos à França de 1610, mais precisamente a Annecy(Sabóia), a 6 de Junho, solenidade da Santíssima Trindade.

Afinalidade da Ordem da Visitação de Santa Maria, no entender do fundador, foi«dar a Deus almas tão interiores que sejam julgadas dignas de O adorar emespírito e verdade».

Franciscode Sales não quis grandes mortificações corporais ainda que esse intuito fossevisto com maus olhos pela mentalidade daquela altura. No pensamento original, ofundador queria que as religiosas «tivessem os pés bem calçados mas o coraçãobem descalço e bem nu de afectos terrenos, que tivessem a cabeça bem coberta eo espírito bem descoberto por uma grande simplicidade e despojamento da própriavontade».

OBispo de Genebra, juntamente com a Madre de Chantal, pretendia na congregaçãouma «comunhão de caridade» na qual «as mais fracas gozarão do fruto da saúdedas robustas e reciprocamente as robustas gozarão do merecimento e da paciênciadas débeis».

Comesse intuito e para «homenagear Aquele que é mais do que Salomão», escolheu omistério escondido da visitação de Maria a Isabel para dar nome ao novoinstituto. As religiosas, desse modo, devem olhar o modelo de visitandina quefoi a própria Virgem Maria. «As irmãs participam na gratuidade da sua resposta,no deslumbramento do seu louvor, no seu zelo pela salvação do mundo», dizem as Constituições.

 

Instalação em Braga

Em1789 funda-se em Lisboa o primeiro Mosteiro ligado à Visitação dedicadoespecialmente ao Sagrado Coração de Jesus. Ao Porto, a Ordem chegou em 1879.

Comas perseguições de 1910, a comunidade dispersou-se por diversos países europeuse só em 1924 regressou a Portugal, desta vez a Braga, onde se fixou em Real(actualmente, Colégio de Nossa Senhora das Graças).

Nadécada de 50, a congregação adquiriu o palacete que era propriedade daFederação Nacional de Alegria no Trabalho (FNAT, actualmente INATEL),localizado em Maximinos, Braga. Depois de muitas obras foi transformado noactual mosteiro que recebeu a comunidade a 23 de Junho de 1956.

 

Margarida Maria e o Sagrado Coração de Jesus

É amais conhecida de todas as visitandinas. Nasceu no ano de 1647 e em 1971 entrouna Ordem da Visitação.

Depoisde uma infância atribulada e sofrida, Margarida Alacoque deu entrada noMosteiro de Paray-le-Monial.

Aquirecebeu uma série de revelações sobre a consagração e o amor ao Sagrado Coraçãode Jesus. A primeira foi a 27 de Dezembro de 1673, a segunda numa das primeirassextas-feiras de 1674 e a terceira durante o mês de Junho de 1675.

Faceaos obstáculos colocados à mensagem contida nestas revelações, o padre Cláudiode la Colombiere surge como director espiritual de Margarida Maria Alacoque ecomo grande propagador e apóstolo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus que seinstituiu na Igreja universal muito por causa do impulso das experiências deMargarida Maria e da Ordem da Visitação.

MargaridaMaria morreu com 43 anos de idade, a 17 de Outubro de 1690. Pio IX beatificou-aem 18 de Setembro de 1864 e Bento XV canonizou-a no dia 13 de Maio de 1920.

 

Comemoração dos 400 anos da fundação

Em 2010celebram 400 anos de vida como Ordem religiosa. Será um ano de graça, dejubileu.

Anível geral da Ordem estão-se a estudar e a aprofundar os escritos dosfundadores. A irmã superiora refere que o mosteiro de Annecy, na França, acasa-mãe das visitandinas, está a preparar a publicação de obras dos fundadorescom linguagem mais actual, exemplo seguido por outros mosteiros.

Omosteiro de Braga tem alguns desejos que pretende concretizar. Antes de mais,publicar em português a biografia de São Francisco de Sales e de Santa Joana deChantal.

Airmã Maria da Conceição referiu que o aprofundamento dos escritos dosfundadores foi uma sugestão deixada pelo assistente geral, padre ValentínViguera Franco, aquando da passagem pelo mosteiro. Assim, «aprofundámos osescritos de São Francisco [de Sales] no ano passado e estamos a ler os escritosde Santa Joana». Estas são duas iniciativas internas e propedêuticas para acelebração dos 400 anos da fundação da Ordem.  

Questionadasobre algum desejo especial para esse ano de comemoração, a superiora apontou oaparecimento de novas vocações religiosas. «Gostava de ver o noviciado comgente nova, a querer entrar para a clausura e espero que esta efeméride possacontribuir para isso mesmo».

Airmã Inês é da mesma opinião: «A Ordem foi fundada baseando-se no mistérioescondido da Visitação. Não significa isso que tenha de permanecer escondida nosentido de fechada, impenetrável». Por isso mesmo, espera que os 400 anos dafundação sirvam para fazer rejuvenescer a Ordem.

Espalhadapor quatro continentes, a Ordem tem 155 mosteiros. Dos três portugueses, doisestão localizados na Arquidiocese de Braga. Este, no centro da cidade, o outroem Vila das Aves. O terceiro encontra-se na Batalha.

 

Algumas normas sobre a clausura

ACongregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de VidaApostólica afirma na “Instrução sobre a vida contemplativa e clausura dasmonjas” (Verbi sponsa): «O mosteiro situado em lugar afastado ou no coração dacidade, com a sua estrutura arquitectónica particular, tem precisamente afinalidade de criar um espaço de recolhimento, solidão e silêncio, onde sepossa procurar mais livremente a Deus e viver não só para Ele e com Ele, mastambém exclusivamente d’Ele».

Apesardeste afastamento, desta renúncia a um certo activismo eclesial, as religiosasde clausura participam e comungam integralmente da vida e missão da Igreja. Avida contemplativa é precisamente o modo de serem Igreja, refere a mesmainstrução vaticana.

«Acontribuição concreta das monjas para a evangelização, o ecumenismo, ocrescimento do Reino de Deus nas diversas culturas é de ordem eminentementeespiritual, como alma e fermento das iniciativas apostólicas, deixando aparticipação activa para aqueles a quem compete por vocação».

As monjasoferecem ao mundo um «anúncio silencioso e um testemunho humilde» do mistériode Deus trinitário.

 

 



























in Diário do Minho, suplemento Igreja Viva (texto e foto: José António Carneiro)

 

Escrito por JAC em 11:04:29 | Link permanente | Comments (0) |

2008/04/12

"Flores para Ti"

Parabéns à minha querida amiga pelas "Flores para Ti", Amélia Fernandes.

Ainda não li, espero fazê-lo em breve

Nos reencontraremos.


Escrito por JAC em 12:44:45 | Link permanente | Comments (0) |

2008/04/11

Congresso da Família

Nos dias 17 e 18 de Maio, organizado pela Diocese
Congresso da Família
sob o signo da “provocação”

Texto: José António Carneiro
Foto: Avelino Lima

O Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Braga apresentou ontem, no Centro Cultural e Pastoral, o Congresso da Família cujo objectivo é reflectir sobre a realidade familiar e ser “provocação” não só à comunidade cristã mas também à sociedade civil.
Na conferência de imprensa, na presença do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, o padre Domingos Paulo, assistente diocesano, e o casal José Maria e Conceição Sousa, coordenadores da Pastoral Familiar, deram a conhecer o programa dos dois dias, 17 e 18 de Maio, que vão servir para a reflexão em torno da questão familiar e simultaneamente para a celebração do Dia Arquidiocesano da Família.
O Arcebispo de Braga começou por dizer que o congresso «não é um ponto de chegada mas um ponto de partida» reafirmando que a conclusão do triénio pastoral dedicado à família não significa o fim da reflexão e da preocupação dedicada à causa familiar. «É importante mostrar a família como um valor por excelência em si mesma», afirmou o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
D. Jorge Ortiga apelou a uma «congregação de energias» quer da parte das paróquias quer dos movimentos de apostolado e pediu «adesão em massa» de todos quantos se dedicam ao sector da família.
Além disso, o Arcebispo revelou na sua intervenção que a celebração deste congresso não significa que «nos colocamos contra o que quer que seja» pois «aceitamos os que pensam diferente de nós». E aclarou que, antes de mais, a pretensão desta celebração é a afirmação da identidade específica da Igreja e, como tal, em primeira instância, é uma iniciativa “ad intra”.
O padre Domingos Paulo afirmou, por sua vez, que o congresso «pretende fecundar a cultura e ser ponte convergente no progresso e na promoção da realidade». A par disso, quer «continuar a celebrar a riqueza do dom que é a família, para si mesma e para a sociedade», dom esse que não deve ficar guardado mas sim ser partilhado.
O assistente da Pastoral Familiar referiu ainda que o evento quer dar resposta aos desafios actuais assumindo «as responsabilidades face ao futuro da humanidade, segundo as oportunidades que a história vai proporcionando à família».
Mais do que falar dos limites, dos problemas e das dificuldades da instituição familiar, «queremos continuar a apresentar a família como uma estupenda notícia para o terceiro milénio», disse o sacerdote aos elementos da comunicação social presentes na sessão.
José Maria e Conceição Sousa encarregaram-se da apresentação do programa do congresso. Assim sendo, D. António Couto, depois da abertura do Arcebispo Primaz, detém-se no tema “Família – dom”. Seguidamente, Helena Guimarães modera o debate entre os congressistas e o mais recente Bispo Auxiliar de Braga.
Depois do almoço, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian brinda os participantes com um momento cultural. Segue-se um painel sobre “Família – compromisso” a partir dos quatro itens que serviram de objectivos no caminho percorrido pelo plano pastoral 2005 – 2008. Quatro oradores vão intervir sob a moderação do jornalista do “Público”, António Marujo.
O casal António e Dina Paiva falam sobre o “Anúncio”, o padre António Sérgio sobre “Celebração”, o padre Roberto Mariz sobre “Comunhão” e Vera Duarte sobre “Serviço Fraterno”.
O casal Roberto e Maria do Rosário Carneiro apresentam o seu testemunho no domingo, a partir das 9h30, subordinado ao tema “Família – dom e compromisso”.
A directora do jornal da Pastoral Familiar, Helena Guimarães, apresenta as conclusões do congresso ao que se segue a celebração eucarística de encerramento.
Os organizadores deram ainda a conhecer que durante os dois dias estarão à disposição das famílias educadoras de infância e auxiliares de educação incumbidas da missão de ficar com as crianças mais novas, dando assim a possibilidade de os pais participarem nos trabalhos.   
As inscrições terminam no dia 4 de Maio e podem ser feitas nos cartórios ou sacristias paroquiais, junto dos párocos, nos Serviços Centrais da Diocese, junto das equipas, movimentos ou Departamento Arquidiocesano da Pastoral Familiar e ainda pelo email jmgsousa@iol.pt.
A inscrição normal por família custa cinco euros. Além disso, quem desejar almoçar nos dois dias deve desembolsar a quantia de 20 euros; se quiser almoçar apenas num dos dias, custará 12 euros. Para os almoços, as inscrições são limitadas.  

Dia das Famílias
Para o dia 18, a Pastoral Familiar reservou espaço para a celebração do Dia Arquidiocesano das Famílias. O padre Domingos Paulo disse que se aguarda «uma grande participação das famílias da diocese», tal como tem acontecido em anos anteriores, manifestando e testemunhando a fidelidade aos valores do matrimónio cristão.
Para este responsável, «este dia será um momento de afirmação clara e inequívoca do modelo de família que a Igreja tem para oferecer ao mundo de hoje».
Em concreto, a celebração deste dia consta de uma Eucaristia presidida pelo Arcebispo Primaz, na capela do Seminário de Nossa Senhora da Conceição, pelas 12h00, e que servirá igualmente de encerramento do congresso.
O grupo infantil dos Pequenos Cantores de Amorim (Póvoa de Varzim) assume a animação litúrgica da celebração.


Escrito por JAC em 10:01:42 | Link permanente | Comments (0) |

SINOPSE 88 minutos

O professor que trabalha ainda como psiquiatra forense para o FBI recebe uma ameaça de morte alegando que ele tem apenas 88 minutos para viver. Para salvar a sua própria vida, Jack (Al Pacino) tem de usar todas as suas habilidades e formação para diminuir os possíveis suspeitos, que incluem, um estudante descontente, uma antiga amante rejeitada e um Serial Killer, que já se encontra no corredor da morte.

O famoso psiquiatra forense, Dr. Jack Gramm, tem baseado a sua carreira exemplar, na sua infalível "avaliação" de pessoas e nos factores de risco. Tendo dado o seu perito testemunho no caso do assassino Jon Forster, ele está à espera da sua iminente execução com uma grande satisfação. No entanto, quando semelhantes assassinatos começam a acontecer, Jack tem que defender a tese de que os novos assassinatos são trabalho de um copiador...e de que Forster é realmente culpado como ele alegou.

Nunca tendo antes duvidado de si, Jack torna - se cada vez mais inseguro e paranóico mediante a contagem decrescente para a execução de Forster. Tornando tudo pior, Jack torna-se vítima de uma série de ameaças que ameaçam contar os minutos para a sua própria morte.


(Cortesia Cinemax Bragashoping)
Escrito por JAC em 09:54:37 | Link permanente | Comments (0) |

2008/04/03

Bispos

Aprovado novo Reitor do Santuário de Fátima

Bispos portugueses apostados

na tarefa da educação

Os bispos portugueses consideraram «muito difícil» a tarefa actual dos professores e estão apostados na tarefa da educação. Esta foi uma das conclusões de ontem da 168.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima.
D. Carlos Azevedo, porta-voz interino da CEP, disse aos jornalistas que «é muito difícil ser professor, dado o contexto económico, social, o multiculturalismo, a falta de identidade, a falta de uma fundamentação antropológica do sistema educativo».
Além disso, exemplificou com casos de professores universitários que pedem a reforma «mal podem, às vezes com prejuízo pessoal», caracterizando desta forma «todo o ambiente» em torno da educação.
«De paixão, a Educação passou a histeria», disse ainda D. Carlos Azevedo, recorrendo a uma expressão utilizada pelo ex-secretário de Estado Joaquim Azevedo, que ontem de manhã reflectiu com os bispos em torno do tema da educação.
«Merece-nos muito respeito o ser educador hoje. O educador tem um papel muito difícil. E nós queremos ajudar», acrescentou, explicando que a temática voltará a estar em debate na Assembleia Extraordinária da CEP, em Junho.
Por outro lado, os bispos portugueses vão procurar, ao longo do ano, emitir «documentos parcelares» sobre a educação.
Os bispos discutiram também a necessidade de uma maior aposta na formação cristã, nomeadamente a dirigida aos adultos (catecúmenos), tendo em conta que, anualmente, há uma média de mil adultos a receberem o baptismo no país.
Também a co-responsabilização dos leigos nos órgãos pastorais, através da revitalização dos conselhos económico e pastoral das paróquias, é uma preocupação do episcopado para o próximo triénio.
Em destaque nos próximos meses estará também um inquérito a todos os bispos sobre a actividade da Igreja e da sua gestão quotidiana, cujos resultados serão abordados nas Jornadas Pastorais do Episcopado, entre 16 e 19 de Junho, e que terão como tema “A liderança e a gestão”.
Os trabalhos da Assembleia Plenária da CEP, que decorrem desde segunda-feira – dia em que o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, foi reeleito para um segundo mandato – terminam hoje com uma conferência de imprensa final marcada para as 14h00.

Padre Virgílio Antunes
aprovado
O padre Virgílio Antunes foi aprovado para o cargo de reitor do Santuário de Fátima e tomará posse no próximo ano pastoral, depois de ser designado por D. António Marto, Bispo de Leiria- Fátima.
Actualmente, o sacerdote é docente universitário, Juiz do Tribunal eclesiástico, delegado Episcopal para o Diaconado Permanente, membro do Colégio de Consultores e Capelão no Santuário de Fátima, onde desempenha as funções de director do Serviço de Peregrinos e do Serviço de Alojamentos.

in Diário do Minho, 3/4/08
Escrito por JAC em 17:19:32 | Link permanente | Comments (0) |

2008/04/01

Jornadas Teológicas 2008

Comentários já circulam na blogosfera
“O Big Bang de Deus” motiva
“confronto” nas Jornadas Teológicas



“O Big Bang de Deus” é o sugestivo título dado pelos alunos da Faculdade de Teologia a mais uma edição das Jornadas Teológicas que vão colocar em confronto duas teorias sobre a origem do mundo. Efectivamente, confronto é a palavra a utilizar até porque este acontecimento, com o tema escolhido e os oradores convidados, já está a motivar diversas referências e comentários no espaço da blogosfera.
Criacionismo e evolucionismo vão estar em debate nas XX Jornadas Teológicas que são organizadas pela “Cenáculo” – Revista dos Alunos da Faculdade de Teologia – Braga e pela Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia de Braga (AEFTB), entre os dias 21 e 23 de Abril.
Para os organizadores «hoje, como sempre, continua a colocar-se a velha questão nunca respondida: o que é que originou o mundo, Deus ou o “Big Bang”? Que teorias aceitar, o criacionismo ou evolucionismo? Certamente que estas interrogações actualmente não se colocam nestas condições nem tendem a colocar-se numa linha de oposição fechada, salvo algumas concepções tendenciosas e fundamentalistas...Será? É o que tentaremos ver nestas jornadas teológicas», pode ler-se no panfleto de divulgação do evento.
A Orquestra de Câmara da Artave participa num momento cultural na segunda-feira, dia 21, que serve de abertura das jornadas. Depois, o autor de “Diário de um Deus criacionista” e “Mitos da economia portuguesa”, Álvaro Santos Pereira da Universidade de York, EUA, fala sobre “o olhar da literatura sobre a Criação e a Evolução”.
Rafael Pascual, do Atheneum Pontificium Regina Apostolorum de Roma, intervém, na terça-feira, a respeito da “teologia da Criação e teoria da Evolução”.
Na quarta-feira, é reservado espaço para uma mesa redonda subordinada ao tema “Razão da Criação ou Fé na Evolução” e que será moderada pelo director da Faculdade de Filosofia de Braga, Alfredo Dinis. De um lado, Jonatas Machado, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra defende o pensamento criacionista e do outro, Ludwig Krippahl, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, defende o pensamento evolucionista.
As conferências começam pelas 21h00 e a organização informa que durante as mesmas haverá ainda uma “Feira do Livro” a preço de saldo.

in Diário do Minho, 31/03/08

Escrito por JAC em 16:21:52 | Link permanente | Comments (0) |