2008/06/27

Concurso em “A Caminho”

“A Caminho” lança concurso

sobre as mais belas igrejas

 

Texto: José António Carneiro

 

“Sete vias para Deus” é o concurso lançado na páginada internet “A Caminho”, da responsabilidade dos diáconos do SeminárioConciliar de Braga.

O concurso pretende «dar a conhecer os maisbelos e modernos templos cristãos construídos pelo ser humano», como se lê notexto promocional do concurso.

No mesmo texto, os responsáveis dão ainda aconhecer que a iniciativa começou com 27 fotografias, mas o desejo era alargaro álbum.

Para o efeito, cada um dos interessados deveriaenviar a sua fotografia de uma qualquer igreja de eleição, acompanhada de umalegenda onde constasse o nome da igreja e o local da mesma. Desse modo, estãoem concurso 35 igrejas de todo o mundo.

Para participar nesta eleição, que arrancou nodia 24 de Junho e se vai estender até 8 de Julho, os interessados devem entrarno site www.acaminho.net. Láencontrarão a listagem com as seguintes 35 igrejas: Basílica de São Pedro(Vaticano, Itália), igreja da Santíssima Trindade (Fátima, Portugal), NossaSenhora do Carmo da Penha (Guimarães, Portugal), igreja de São Miguel doCastelo (Guimarães, Portugal), Catedral de Las Lajas (Ipiales, Colômbia),igreja de Viikki (Helsínquia, Finlândia), igreja do Jubileu (Roma, Itália), SãoFrancisco de Assis (Minas Gerais, Brasil), igreja de Ohio (Ohio, EUA), igrejade São Paulo (Toronto, Canadá), igreja da Luz (Osaka, Japão), igreja de Marcode Canaveses (Marco de Canaveses, Portugal), Catedral de Cristo “Sveta peace”(Califórnia, EUA), Catedral de São Basílio (Moscovo, Rússia), igreja de Santa Mónica(Madrid, Espanha), igreja de Donau (Viena, Áustria), igreja Thorncrown Chapel(Arkansas, EUA), igreja da Senhora da Piedade (Loulé, Portugal), Mosteiro deArantzazu (Oñati, Espanha), igreja de Turim (Turim, Itália), igreja deLiverpool (Liverpool, Inglaterra), Hagia Sophia (Istambul, Turquia), Catedralda Sagrada Família (Barcelona, Espanha), Catedral de Notre-Dame (Paris, França),Hallgrímskirkja (Reykjavík, Islândia), Notre Dame du Haut (Ronchamp, França),Catedral de Cristal (Califórnia, EUA), Kaiser Wilhelm Memorial (Berlim,Alemanha), Catedral de Brasília (Brasília, Brasil), Catedral de Maringá (Maringá,Brasil), igreja de Washington (Washington, EUA), igreja de de Jesus (Quezon,Filipinas), igreja de Beijing (Beijing, China), igreja do Uruguai (River Plate,Uruguai) e Catedral de São Pedro e São Paulo (Holanda).

Para ver as fotografias das igrejas, osinteressados devem clicar em cima da foto da igreja da Santíssima Trindade (Fátima),e depois disso clicar no lado direito da foto para avançar, ou então no ladoesquerdo para retroceder.

 in DM 27/07/08

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São Josemaría Escrivá de Balaguer

D. António Coutopresidiu Missa na Sé de Braga

São JosemaríaEscrivá foi

pioneiro e abridorde caminhos

 

Texto e foto: JoséAntónio Carneiro

 

No século XX, SãoJosemaría Escrivá de Balaguer foi um «pioneiro» e um «abridor de caminhos» paraa humanidade inteira. Foi nestes termos que D. António Couto se referiu aofundador da Opus Dei, na celebração eucarística que reuniu ontem, pelas 19h00,na Sé de Braga, centenas de pessoas ligadas não só à prelatura, mas tambémoutros fiéis que quiseram recordar o santo e celebrar a sua fé.

Falando sobre aliturgia da Palavra escolhida para a celebração, o Bispo Auxiliar de Bragaafirmou que, «na Bíblia, quem abre caminhos é feliz e bem-aventurado». «Ossantos – entre eles, São Josemaría Escrivá – são bem-aventurados porquesouberam, no seu tempo, abrir caminhos para a humanidade».

D. António Coutoafirmou, ainda, durante a breve homilia que proferiu, que na Igreja só há umcaminho, o de Jesus, para o qual os discípulos são chamados. Neste sentido,referiu-se à obra mais conhecida – “Caminho” – do sacerdote que nasceu emBarbastro (Espanha). Para o prelado bracarense, a obra de monsenhor Escrivá deBalaguer «conduz a Deus e aos irmãos».

O prelado,dirigindo-se à numerosa assembleia de fiéis, deixou como desafio concreto atransformação do mundo. Para D. António Couto, a missão de qualquer cristão é,precisamente, «transformar o mundo por meio do amor, do trabalho e da inteligênciae por meio de todos os dons que Deus concede a cada pessoa».

A partir da primeiraleitura da missa, retirada do livro do Génesis, o prelado ressalvou a virtudeda humildade como uma das características mais fundamentais dos santos.

O Bispo Auxiliar deBraga pediu, ainda, que o trabalho seja valorizado no sentido da realizaçãohumana.

«Sabemos como nestemundo, infelizmente, o trabalho humano, ou a falta dele, é doloroso para aspessoas», disse.

«Tenhamos um coraçãogrande, como o de São Josemaría Escrivá», concluiu o Bispo Auxiliar de Braga.

No fim da celebração,antes da despedida final, foram dadas a beijar aos presentes as relíquias dofundador da Opus Dei.

A missa, concelebradapor alguns sacerdotes, foi animada musicalmente pela Capella Bracarensis,orientada por João Duque.

 

in DM 27/07/08

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2008/06/25

Procissão dos Santos do mês de Junho saiu à rua


O que há de mais sagrado
na festa do São João de Braga

Texto: José António Carneiro
Foto: Avelino Lima

A procissão dos Santos do mês de Junho e as celebrações eucarísticas, que aconteceram ao longo do dia de ontem, são o que há de mais sagrado nas festas do São João de Braga. Para assistir ao tradicional cortejo das festividades da cidade, estiveram nas ruas do centro histórico de Braga milhares de pessoas, entre os quais muitos forasteiros e turistas.
O cortejo litúrgico, que passou pela Rua D. Paio Mendes, Avenida São-Miguel-o-Anjo, Campo das Hortas, Arco da Porta Nova, Largo da Praça Velha, Rua D. Diogo de Sousa, Largo João Peculiar, Largo do Paço, Rua do Souto, Largo do Barão de São Martinho, Rua de São Marcos, Rua de Santa Cruz, Largo de São João do Souto, Rua D. Afonso Henriques, Rua D. Frei Caetano Brandão e Rua D. Paio Mendes, foi presidido pelo Bispo Auxiliar de Braga D. António Couto, que presidiu também à Eucaristia que antecedeu a saída da procissão.
Pelas 18h00, começaram a perfilar-se junto à Catedral de Braga os nove andores que, segundo a tradição, percorrem o centro histórico de Braga. Aberto pela Banda da Sociedade Musical Arcuense, o cortejo apresentou as imagens de São Luís Gonzaga, acompanhada por estudantes das instituições universitárias bracarenses; de São Paio, levada por escuteiros da freguesia de Pousada; de São Geraldo, um dos padroeiros da cidade de Braga; de Santo António, originária da igreja do Carmo; de São Paulo; de São Pedro; de Nossa Senhora do Sameiro, com cruz, bandeira e elementos da confraria; do Sagrado Coração de Jesus, vinda da igreja de São Lázaro; e, por fim, de São João Baptista, proveniente da igreja de São João do Souto, que foi acompanhada pelo padre Domingos Paulo Oliveira, um dos párocos.
Atrás da belíssima imagem de São João Baptista seguia a Banda Musical de Cabreiros. E, a intercalar este conjunto de Santos do mês de Junho, iam centenas de figurados, representando personagens e cenas bíblicas.
A cruz processional, seguida de seminaristas e dos cónegos Manuel Joaquim Costa e Pio Alves de Sousa, antecediam o pálio, levado pelos Arautos do Evangelho, onde D. António Couto, ladeado por dois diáconos, carregava a relíquia do Santo Lenho.
Encerrou a procissão a Banda de Amares à qual se seguiram autoridades civis e militares e também algumas associações culturais e recreativas, entre as quais a Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”, que executou alguns cantos populares a São João.
Um dos momentos altos do cortejo aconteceu no Largo do Paço, onde o Orfeão de Braga, acompanhado pela Banda de Cabreiros, cantou o tradicional “Hino de São João”, que foi calorosamente aplaudido pela multidão que inundou aquele espaço.
Entretanto, de manhã, o Arcebispo Primaz desafiou os fiéis, na Eucaristia que presidiu na capela de São João, a que saibam colocar a devoção aos santos no sentido do cumprimento dos deveres pessoais. D. Jorge Ortiga alertou para a responsabilidade comum em relação aos problemas do mundo, em concreto a questão da fome.
À imagem de São João Baptista, o prelado bracarense referiu que cada um deve saber partilhar e repartir com os que têm menos, ou nenhumas, possibilidades. Respondendo à questão evangélica “que devemos fazer?”, D. Jorge Ortiga exortou a uma união de esforços, na prossecução do bem comum.

in DM 25/06/08

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2008/06/22

E agora, Portugal?


Algumas achegas sobre a participação portuguesa do Euro 2008


Antes de mais, o grande mérito do Scolari foi ter calado o Pinto da Costa...

Mas talvez os deméritos sejam maiores:
parece-me incrível que com a gama de jogadores que Portugal tem o "treinador penta campeão do mundo" não tenha ganho nenhum título com a selação portuguesa.
a matéria prima está lá, não está a ser bem trabalhada.
tecnicamente, o sr. scolari deixa muito a desejar (e não queria ver na selecção uma parte II)
não concordo que o seleccionador deva ser português: concordo que seja bom - pode ser o Guus Hiddink (veja-se o trabalho que tem feito em selecções relativamente fracas).
depois, a derrota com a alemanha nos quartos permite ao sr. scolari uns diitas de descanso. Já agora, um conselho, comece a procurar trabalho já!

Podíamos falar aqui das "boas prestações" (invertidas claro!) do Ricardo, do Paulo Ferraira (o pior), o próprio Bosingua e também o Cristiano Ronaldo (já todos esperávamos isso, não queríamos era acreditar);
No jogo com a alemanha, os nosssos centrais andavam a "dar água sem caneco"

No meio de tudo, parabém ao Moutinho - a revelação!
Não vi Miguel Veloso - é melhor trabalhar!
O Nani muito esforçado.
o Nuno Gomes, claro, está talhado para a selecção!

O Magnífico mágico brasileiro foi o Deco em todos os jogos.


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Grupo de Teatro da Oficina de S. José


Comédias  teatrais animam
festa da catequese de S. Victor

Texto e foto: José António Carneiro

O grupo de Teatro da Oficina de S. José animou ontem de manhã, em S. Victor, a festa de encerramento do ano catequético com algumas representações de teatro. A festa reuniu as crianças e os catequistas dos grupos de sábado da catequese da infância ou seja, do 1.º ao 6.º ano.
Três representações teatrais, duas comédias e uma de mensagem, constituíram o elenco apresentado pelo grupo de teatro da instituição bracarense, que serviram para animar a plateia.
Durante a peça de mensagem, intitulada “Guerra ou Paz”, foi projectada uma apresentação multimédia que alertava para algumas situações de discriminação e de exclusão social assim como para situações de guerra e de conflitos armados. A intenção era desafiar os presentes ao respeito pela diferença e a comprometer-se na construção da paz.
Uma das catequistas afirmou que se tratava da primeira vez que um grupo externo à paróquia animava a festa de encerramento e que a experiência tinha sido positiva.
Depois das representações seguiu-se um convívio com um almoço partilhado no ringue de desporto, junto ao salão paroquial.
 

in DM 22/06/08

 
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Homenagem ao padre Henrique Faria

Sacerdote dirigiu o grupo mais de 30 anos
Henrique Faria homenageado
pelo coro de Maximinos

Texto e foto: José António Carneiro

O grupo coral de Maximinos prestou homenagem ao padre Henrique Faria, que durante cerca de trinta anos foi ensaiador do grupo. Maria da Luz Cruz, actual presidente, disse ao Diário do Minho que esta iniciativa de homenagem é «sentida» e «merecida» pela «disponibilidade incansável» do sacerdote nos anos que esteve a ensaiar o grupo.
A responsável destacou que, no período em que o sacerdote esteve à frente dos destinos do grupo coral de Maximinos, «não deixou nunca de nos ensinar a rezar cantando» e que, além disso, «sempre foi um grande amigo da paróquia».
A homenagem decorreu na Casa Sacerdotal S. Martinho de Dume, numa celebração eucarística presidida pelo homenageado e que contou com a presença do padre Manuel Joaquim Miranda, pároco de Maximinos e também, do cónego António Macedo e do padre José Fonseca. Como não podia deixar de ser, a animação musical esteve a cargo do grupo que homenageou o sacerdote e compositor bracarense.
Na celebração, o padre Henrique Faria começou por realçar que o cântico de entrada – “Deus nos acolhe em sua casa” – entoado pelos coralistas, servia perfeitamente de monição inicial. E completou: «Apesar de o cântico ter sido executado com afinação, muitas vezes, a nossa vida “desafina”, levando-nos a pecar». Com estas palavras, o sacerdote convidou os presentes a reconhecer a sua condição pecadora.
O padre Henrique Faria rezou, na Eucaristia, pelo povo de Maximinos, especialmente, pelos jovens, sem esquecer o pároco e os coralistas e familiares do agrupamento musical.
Na homilia da celebração, o cónego António Macedo pediu que o grupo coral de Maximinos edite um CD ou cassete com algumas das suas execuções musicais. O capitular bracarense não se esqueceu de enaltecer a qualidade do trabalho do padre Henrique Faria enquanto ensaiador do grupo.
Já a terminar a celebração, à qual se seguiu um almoço de confraternização no Seminário de Nossa da Conceição, o padre Henrique Faria voltou a desafiar os coralistas para que a sua música continue a ser verdadeira oração, e que cada um deles continue a cantar de coração voltado para Deus.    
Actualmente, referiu Maria da Luz Cruz, o grupo conta com 30 elementos e canta todos os domingos a Missa das 11h30, na igreja paroquial de Maximinos. Além disso, colabora nas principais festas paroquiais, assim como no Lausperene.


in DM, 22/06/08
 
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CPM quer mais divulgação

Mais de 600 pares de noivos prepararam-se este ano pastoral
Coordenação do CPM diocesano
queixa-se de falta de divulgação

Texto e foto: José António Carneiro

A falta de divulgação do Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM), concretamente pelos párocos, é uma das dificuldades sentidas pelos casais coordenadores deste movimento na Arquidiocese de Braga. Esta é uma das conclusões apresentada ontem, durante uma reunião que serviu para fazer a avaliação do ano pastoral, que está a terminar, no que concerne ao CPM.
O casal presidente, António Almeida e Emília Moura, apresentou graficamente os resultados obtidos a partir do inquérito que cada arciprestado elaborou e enviou aos responsáveis diocesanos. Nessa apresentação, são também referidas outras dificuldades sentidas como a realização do acolhimento aos noivos ou da sessão de planeamento familiar com técnicos de saúde especializados.
No rol das dificuldades, que os responsáveis do CPM dos arciprestados da Arquidiocese enviaram ao casal coordenador, consta também a incompatibilidade de horários, a inadequação das estruturas físicas e a falta de motivação de alguns noivos para frequentarem todos os encontros previstos e programados.
A par dessas, a formação e renovação das equipas de trabalho, a documentação muito dispendiosa e as inscrições de noivos depois do início das sessões são também outras sombras assinaladas pelos responsáveis do CPM arquidiocesano.
Na Arquidiocese de Braga foram realizados ao longo do ano pastoral 16 centros de preparação para o matrimónio. Braga, Celorico de Basto, Esposende, Fafe, Guimarães, Vizela, Vila do Conde/Póvoa de Varzim, Vila Verde e Vila Nova de Famalicão foram os arciprestados que ao longo do corrente ano receberam encontros de CPM.
No total, mais de 600 pares de noivos passaram nestes centros, antes da celebração do seu casamento. No que diz respeito à participação, Guimarães assume o topo do gráfico, com mais de 140 pares de noivos participantes. Desta forma, distancia-se dos restantes arciprestados no aspecto da participação, havendo, no entanto, a ressaltar que tal como em Vizela, Guimarães realizou quatro CPM. Entretanto, Vizela e Vila do Conde/Póvoa de Varzim surgem no gráfico, de seguida, com cerca de 80 pares de noivos.
Braga, Celorico de Basto e Fafe aparecem muito equilibrados com cerca de 40 pares de noivos, enquanto que Esposende e Ribeirão contaram à volta de 60 pares. Em Vila Verde não foram além de 20, os pares participantes.
O encontro de avaliação, que decorreu na sala Emaús, do Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese, também se apresentou como uma oportunidade para fixar algumas metas fundamentais já para o próximo ano pastoral.
Assim, para o casal presidente é imprescindível que se aposte na formação contínua sobre a temática do CPM. Apontada atrás como uma dificuldade, a divulgação do CPM nas paróquias e nos meios de comunicação social (rádios e jornais) é imperiosa para o sucesso daquela que é, segundo os coordenadores arquidiocesanos, a «única instituição organizada de alguns concelhos, que trabalha com os casais».
Uma maior colaboração dos párocos e a aposta na renovação das equipas de trabalho são linhas orientadoras da acção do CPM de Braga para o novo ano pastoral.
O uso da tecnologia ao serviço da evangelização, em geral, e do CPM, em particular, foi um dos desafios lançado pelo responsável do movimento em Vizela. A colocação das calendarizações dos encontros é fundamental uma vez que muitos noivos têm acesso à internet, e lá buscam informações relativas às datas, sem as encontrar em lado nenhum.
Nesse sentido, António Almeida esclareceu que já reuniu com a equipa coordenadora nacional que brevemente colocará essa programação disponível na sua página. Também a página da Arquidiocese vai ter esse mesmo documento e outras informações relativas ao CPM.
Durante este ano pastoral, entre casais coordenadores, animadores e assistentes foram mais de 150 pessoas que se disponibilizaram para ministrar e orientar as formações do CPM arquidiocesano. Para o casal presidente, continua a ser imperioso que outros casais se comprometam nesta missão.


in DM, 22/06/08
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2008/06/18

HINO DA MANHÃ


Tu, casta e alegre luz da madrugada,
Sobre, cresce no céu, pura e vibrante,
E enche de força o coração triunfante
Dos que ainda esperam, luz imaculada!
 
Mas a mim pões-me tu tristeza imensa
No desolado coração. Mais quero
A noite negra, irmã do desespero,
A noite solitária, imóvel, densa,
 
O vácuo mudo, onde astro não palpita,
E adormece o próprio pensamento,
Do que a luz matinal... a luz bendita!
 
Porque a noite é a imagem do Não-Ser,
Imagem do repouso inalterável
E do esquecimento inviolável,
Que anseia o mundo, farto de sofrer...
 
Porque nas trevas sonda, fixo e absorto,
O nada universal o pensamento,
E despreza o viver e o seu tormento,
E olvida, como quem está já morto...
 
E, interrogando intrépido o Destino,
Como réu o renega e o condena,
E virando-se, fita em paz serena
O vácuo augusto, plácido e divino...
 
Porque a noite é a imagem da Verdade,
Que está além das cousas transitórias,
Das paixões e das formas ilus _rorias,
Onde somente há dor e falsidade...
 
Mas tu, radiante luz, luz gloriosa,
De que és símbolo tu? do eterno engano,
Que envolve o mundo e o coração humano
Em rede de mil malhas, misteriosa!
 
Símbolo, sim, da universal traição,
D’uma promessa sempre renovada
E sempre e eternamente perjurada,
Tu, mãe da Vida e mãe da Ilusão...
 
Outros estendam para ti as mãos,
Suplicantes, com fé, com esperança...
Ponham outros seu bem, sua confiança
Nas promessas e a luz dos dias vãos...
 
Eu não! Ao ver-te, penso: Que agonia
E que tortura ainda não provada
Hoje me ensinará esta alvorada?
E digo: Por que nasce mais um dia?
 
Antes tu nunca fosses, luz formosa!
Antes nunca existisses! e o Universo
Fitasse inerte e eternamente imerso
Do possível na névoa duvidosa!
O que trazes ao mundo em cada aurora?
Da antiga podridão do chão fatal...
Feito de seduções vagas, magnéticas,
A aurora acorda, plácida e inflexível,
 
O sentimento só, só a consciência
D’uma eterna, incurável impotência,
Do insaciável desejo, que o devora!
 
De que são feitos os mais belos dias?
De combates, de queixas, de terrores!
De que são feitos? de ilusões, de dores,
De misérias, de mágoas, de agonias!
 
O sol, inexorável semeador,
Sem jamais se cansar, percorre o espaço,
E em borbotões lhe jorram do regaço
As sementes inúmeras da Dor!
 
Oh! como cresce, sob a luz ardente,
A seara maldita! como freme
Sob os ventos da vida e comog eme
N’um sussurro monótono e plangente!
 
E cresce a alastra, em ondas voluptuosas,
Em ondas de cruel fecundidade,
Com a força e a sutil tenacidade
Invencível das plantas venenosas!
 
De podridões antigas se alimenta,
Uma fragrância mórbida, mortal
Lhe resuma d seiva peçonhenta...
 
E é esse aroma lânguido e profundo,
Do ardor carnal e de atrações poéticas,
É esse aroma que envenena o mundo!
 
Como um clarim soando pelos montes,
As misérias da terra: e a hoste horrível,
Enchendo de clamor os hoizontes,
 
Torva, cega, colérica, faminta,
Surge mais uma vez e arma-se à pressa
Para o bruto combate, que não cessa,
Onde é vencida sempre e nunca extinta!
 
Quantos erguem n’esta hora, com esforço,
Para a luz matinal as armas novas,
Pedindo a luta e as formidáveis provas,
Alegres e cruéis e sem remorso,
 
Que esta tarde há de ver, no duro chão
Caídos e sangrentos, vomitando
Contra o céu, como sangue miserando,
Uma extrema e impotente imprecação!
 
Quantos também, de pé, mas esquecidos,
Há de a noite encontrar, sós e encostados,
A algum marco, chorando aniquilados
As lágrimas caladas dos vencidos!
 
E por quê? para quê? Para que os chamas,
Serena luz, ó luz inexorável,
À vida incerta e à luta inexpiável,
Com as falsas visões, com que os inflamas?
 
Para serem o brinco d’um só dia
Na mão indiferente do Destino...
Clarão de fogo-fátuo repentino,
Cruzando entre o nascer e a agonia...
Sobre mim, do teu mando de ilusões:
Como tocha esquecida que alumia
 
Para serem, no páramo enfadonho,
À luz de astros malignos e enganosos,
Como um bando de espectros lastimosos,
Como sobras correndo atrás d’um sonho...
 
Oh! não! luz gloriosa e triunfante!
Sacode embora o encanto e as seduções,
A meus olhos, és triste e  vacilante...
 
A meus olhos, és baça e lutuosa
E amarga ao coração, ó luz do dia,
Vagamente uma cripta monstruosa...
 
Surges em vão, e em vão, por toda a parte,
Me envolves, me penetras, com amor...
Causas-me espanto a mim, causas-me horror,
E não te posso amar não quero amar-te!
 
Símbolo da Mentira universal,
Da aparência das cousas fugitivas,
Que esconde, nas moventes perspectivas,
Sob o eterno sorriso o eterno Mal;
 
Símbolo da Ilusão, que do infinito
Fez surgir o Universo, já marcado
Para a dor, para o mal, para o pecado,
Símbolo da existência, sê maldito!


Antero de Quental

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Banco Alimentar em Braga a 16 de Outubro

Palmeira ou Ferreiros devem acolher estrutura

Texto: José António Carneiro


O dia 16 de Outubro foi escolhido para assinalar a abertura oficial das instalações de Braga do Banco Alimentar contra a Fome revelou ao Diário do Minho, Isabel Jonet, presidente da Federação Nacional dos Bancos Alimentares. A mesma informação fora adiantada,pouco antes, por Manuel Palha, responsável da Zona de Braga das Conferências de S. Vicente de Paulo, à margem da comemoração de encerramento das actividades vicentinas que decorreu ontem, no Sameiro.
O dia escolhido para a inauguração do Banco Alimentar de Brara decorre precisamente 24 horas antes da Jornada Mundial de Luta Contra a Fome. Isabel Jonet informou, de seguida, que brevemente virá a Braga para tratar de alguns assuntos relativos à instalação do banco na cidade bracarense, não revelando, contudo, o local exacto para a estrutura.
O DM apurou, no entanto, que as instalações do futuro Banco Alimentar contra a Fome poderão situar-se relativamente perto do centro da cidade, mais concretamente na zona de Palmeira ou em Ferreiros.
Durante as comemorações do encerramento do ano vicentino, Manuela Almerinda Marques, presidente da Sociedade de S. Vicente de Paulo (SSVP), de Braga, disse que «ajudar e colaborar com o Banco Alimentar na distribuição de géneros aos mais necessitados é uma das grandes apostas para o novo ano vicentino».
Além deste assunto, a responsável, traçando um balanço positivo das actividades desenvolvidas ao longo do ano, revelou que a nível de movimento está a travar-se uma «luta para conseguir cativar gente mais nova» e também esta é «uma aposta para o proximo ano».
Manuela Almerinda Marques deu também a conhecer que está a ser desenvolvida, por uma jovem do Conselho Central de Braga, uma prospecção de jovens vicentinos, a fim de se renovarem as conferências das dioceses.
«A nossa ideia é ter os jovens a trabalhar em conjunto nesta causa com os voluntários que já temos. Não queremos grupos constituídos apenas por jovens mas queremos ter presença jovem em todos os grupos», defendeu.
Este trabalho de renovação não é só explícito em Braga mas também está a ser desenvolvido a nível nacional pois o movimento tem uma percentagem muito reduzida de jovens nos seus grupos.

Apostar
na juventude
Continua a ser um desafio proeminente para a SSVP de Braga, a criação de uma Conferência Vicentina em todas as paróquias da Arquidiocese. Para isso, Manuela Almerinda Marques referiu que D. Jorge Ortiga já prometeu, numa reunião com os responsáveis do movimento, falar com os vários arciprestes para colaborar neste projecto.
A responsável queixou-se ainda que as Câmaras Municipais do distrito não entregam às Conferências Vicentinas os excedentes da Comunidade Europeia porque não reconhecem o trabalho destas instituições.
Já a terminar, destacou que «a solidão é um dos problemas graves e uma das maiores misérias existentes na diocese». A presidente das Conferências Vicentinas de Braga aclarou que «há muitas vicentinas que se encarregam apenas de visitar pessoas que vivem completamente sozinhas».

Cónego Macedo
presidiu Missa
Depois do acolhimento, os participantes fizeram a recitação do terço desde a Capela do Santíssmo Sacramento até basílica onde, no final, foi celebrada Eucaristia. Com alguma ironia, o capitular disse que «em anos anteriores, a procissão saía junto a cruz alta, mas com o passar dos anos, foi-se aproximando cada vez mais da basílica. A afirmação do sacerdote manifesta, entre outras coisas, que o movimento, tal como considerou a presidente de Braga, precisa de mais presença jovem.
O cónego António Macedo, assistente espiritual do movimento, presisidindo à celebração, desafiou os presentes a uma «contínua vida vicentina». O sacerdote continuou aclarando que esse estilo de vida é descrito por Jesus no Evangelho (lido na Missa de ontem) que diz “amai os vossos inimigos”.
O cónego bracarense referiu que apesar das condenações, das injúrias e maus-tratos do mundo, «os vicentinos devem viver amando até os inimigos».  
Em especial, o cónego António Macedo defendeu que é obrigação do vicentino, à imagem do fundador, «procurar e auxiliar os verdadeiros pobres».
No fim da celebração, decorreu nas instalações do Restaurante Maia, uma confraternização/convívio.



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2008/06/12

Missas mais caras

Na Província Eclesiástica de Braga

De 7,5€ para 10€


Texto: José António Carneiro

O estipêndio da Eucaristia, nas dioceses pertencentes à Província Eclesiástica de Braga, passa de sete euros e meio para dez euros. Este aumento é uma das novidades do decreto relativo às taxas e tributos que foi assinado ontem e que entra em vigor no dia 1 de Julho, para o quinquénio 2008 – 2013.
O decreto foi assinado por D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, D. António dos Santos, Bispo de Aveiro, D. António Montes Moreira, Bispo de Bragança-Miranda, D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, D. Jacinto Botelho, Bispo de Lamego, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, D. Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real, D. José Pedreira, Bispo de Viana do Castelo e D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu.
O novo documento recorda ainda a obrigatoriedade da criação de um Conselho Económico em cada paróquia, assim como a existência de um Fundo Paroquial. Para este fundo deverão canalizar-se os emolumentos pagos pelos fiéis aquando da administração de sacramentos, bem como as suas ofertas.

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