Confio
À janela contemplando
Vejo dor e sofrimento
Todos passam, ninguém vê
Minha dor,meu passamento.
E de mim,ninguém se lembra?
Ninguém me pega pela mão?
Só um, o meu Senhor,
Me conforta o coração.
À janela contemplando
Vejo dor e sofrimento
Todos passam, ninguém vê
Minha dor,meu passamento.
E de mim,ninguém se lembra?
Ninguém me pega pela mão?
Só um, o meu Senhor,
Me conforta o coração.
1. Convertido pela luz
incansável combatente
a Palavra de Jesus
anunciou a toda agente.
S. Paulo viveup’ra Cristo
esperando a salvação
pregando e vivendo a fé
no serviço ao irmão. (bis)
2. Discípulo fervoroso
converteu muitos pagãos
sua doutrina segura
firmou também os cristãos.
3. Sem medo de anunciar
quis cumprir sua missão:
em Roma, em qualquer parte,
até à morte cristão!
4. Profeta e servidor
pela vontade de Deus;
paladino do amor
que inundou a terra e céus.
5. Missionário das nações
humilhou-se e não se ergueu.
Foi exímio escritor
e pala fé combateu.
com o hino do amor.
Em sua vida terrena
seguiu Cristo, seu Senhor.
(Letra cantada no carro alegórico dedicado a São Paulo, na Romaria Grande de S. Torcato, de 2008.)
inédito José António Carneiro
Texto e foto: José António Carneiro
Eduarda Pontes é natural de Amorim (Póvoa de Varzim) e vaiparticipar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza em Sidney(Austrália), entre os dias 15 e 20 de Julho. Ela e Amélia Silva partem hojepara a Austrália, como representantes da Arquidiocese de Braga nesteacontecimento que reúne jovens de todo o mundo. O Bispo Auxiliar de Braga D.Antonino Dias vai acompanhar a comitiva portuguesa, constituída por cerca de100 jovens de todo o país. O Diário do Minho (DM) falou com Eduarda Pontes (EP), para conhecer as suasexpectativas, desejos e motivações a respeito da peregrinação. A poveira, de 19anos de idade, leva na bagagem a bandeira portuguesa e a expectativa de ver deperto o Papa Bento XVI. Conhecer jovens de outras nacionalidades e os pontos deinteresse turístico da Austrália fazem, também, parte do leque de desejos daperegrina.
DM – Porque participa na JMJ, em Sidney?
EP – Participei na última jornada que se realizou em Colónia, naAlemanha, e a experiência foi muito positiva. Por isso, logo que o Papa BentoXVI anunciou a Austrália como país receptor do encontro, entusiasmei-me paraparticipar. Em primeiro lugar, a experiência que tive na Alemanha contribuiumuito para a minha decisão.
Mas, o facto de ser na Austrália também me cativou. É um paísque tenho imensa vontade de conhecer por se situar do outro lado do mundo.
Ir à Austrália é uma viagem de sonho que poucos jovens da minhaidade têm possibilidade de fazer. Sabendo que vou encontrar jovens de imensasnacionalidades, o desejo ainda é maior.
Além disso, o ambiente que se experimenta numa JMJ é formidável.Quando os portugueses se encontram, fazem sempre uma grande festa. Este ano,por sermos poucos, vai ser mais difícil, mas faremos festa à mesma.
DM – Pelo facto de ser um país nos antípodas, “aguça”, por umlado, o apetite, mas arrasta, por outro, o problema da questão monetária…
EP – De facto, ir à Austrália não é barato. Eu, para tal, tenhode investir mais de 2.500 euros. Reconheço que a maior parte dos jovens nãopode fazer isso.
Terminei o 12.º o ano passado. Logo de seguida, tive afelicidade de fazer um estágio profissonal remunerado que me permitiu iramealhando grande parte dessa quantia. De outra forma não tinha hipótese.
DM – Quando fez a inscrição?
EP – Só decidi ir em Abril passado. No dia de Páscoa falei com aAmélia Silva, e nessa altura resolvemos participar. Na semana seguinte,tratamos de todos os procedimentos para efectuarmos a inscrição. Contactamoscom o padre Vasco Pedrinho, e com o apoio do nosso pároco fizemos a inscrição.
Vejo esta viagem como uma aventura. Na Alemanha estava com umgrupo conhecido, constituído por 30 jovens. Agora, somos apenas duas, que nosjuntamos ao grupo que vai de Portugal.
DM – Sois a representação da Arquidiocese de Braga,juntamente com D. Antonino Dias. O que esperas destes dias na Austrália?
EP – Espero que tudo corra bem. Que possa ver e cumprimentar oPapa Bento XVI. Tenho uma grande vontade de conhecer jovens de outrasnacionalidades. Estou ansiosa e com muitas expectativas do país, das pessoas,em geral, e das famílias de acolhimento, em particular.
Espero também que a organização seja boa, ainda que o espíritopara participar num acontecimento destes não tenha a ver, directamente, com aorganização.
O que me move a participar é a minha fé em Jesus Cristo. Ele éque congrega todos os jovens no encontro. Tudo o resto vem por acréscimo.
DM – O que destaca do programa da JMJ?
EP – A vigília com o Papa, sem dúvida. É um momento marcante esignificativo. Mas, também, a sua chegada é emocionante.
DM – Tem alguma preferência sobre o país organizador dapróxima JMJ?
EP – Portugal, claro! Era muito bom que fosse cá, emborareconheça que não é fácil. Somos um país pequeno, no entanto, a experiência adquiridano Euro 2004 pode ajudar ao nível organizativo.
Além do mais, somos um país hospitaleiro. Se ouvisse naAustrália o anúncio recair em Portugal, ficaria eufórica.
DM – Muitas famílais acolhem os jovens da JMJ. O que achadessa situação?
EP – É muito bom sermos acolhidos por famílias. É bom ter umacama, uma família, uma casa. Temos pequeno-almoço, alguém que nos dá o bom dia.Ficar numa família é uma experiência excelente, até porque ainda hoje comunicocom a família que me acolheu em Colónia. Cria-se uma amizade para a vidainteira.
DM – O que leva na bagagem?
EP – Levo roupa quente e fresca. Na Austrália é Inverno. Aindaque o dia seja ameno, as noites são frescas.
Levo, também, o saco-cama e colchão para a vigília, e coisasmuito práticas.
Não podia esquecer a bandeira portuguesa, que me acompanhasempre. É um símbolo que gosto de ter comigo.
DM – Como será feita a viagem e quando regressas?
EP – Saímos hoje de Amorim pelo meio-dia, em direcção ao Porto,onde nos encontraremos com o Bispo Auxiliar de Braga D. Antonino Dias. Tambémos jovens de Aveiro e Viana do Castelo se encontram lá connosco. Depois,seguimos de avião até Londres.
Na capital inglesa, encontramo-nos com todos os grupos de jovensde Portugal, que partiram dos aeroportos de Faro e do Funchal. Entretanto, ovoo segue até Hong Kong, onde será feita uma paragem técnica, e daí segue paraa Austrália. Na primeira semana ficaremos instalados em Brisbane, seguindodepois para Sidney, onde onde participaremos nas actividaes da JMJ.
Regressamos a Portugal no dia 22 de Julho.
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