2008/09/30

SOMOS PARTES DO TODO



Somos partes do Todo
Eu sou parte de ti
E tu és de mim
Quando parto te procuro
Tu que partes para me encontrar
Num certo lugar no Todo
Que não é perto nem distante
Do ponto em que saímos
Em busca da Outra Parte.

Jean-Pierre Barakat
Escrito por JAC em 14:08:43 | Link permanente | Comments (0) |

Catequistas com S. Paulo


Encontro da Zona Pastoral da Cidade de Braga
Catequistas desafiados
a catequizar-se por S. Paulo
 
Texto e foto: José António Carneiro

Os catequistas provenientes das nove paróquias da Zona Pastoral da Cidade do arciprestado de Braga estiveram reunidos, durante a manhã de ontem, para se deixarem catequizar por S. Paulo e descobrir, um pouco, a sua obra. No encontro que decorreu no Centro Cultural e Pastoral, foram apresentados os resultados do trabalho realizado no ano passado sobre o Directório Geral da Catequese (DGC) e apresentadas duas conferências sobre S. Paulo, nas quais foi apelidado de modelo de catequista (ver a outra peça nesta página).
O padre Domingos Paulo Oliveira, responsável pelo Secretariado da Catequese ao nível da Zona Pastoral da Cidade, referiu que a actividade pensada e programada para todos os catequistas, durante este ano, tem como finalidade e objecto o aprofundamento da vida e da obra do “Apóstolo dos gentios”. O Apóstolo será, durante este ano, «guia nos caminhos da escuta da Palavra e no alargar esta mesma Palavra para além das cómodas fronteiras das salas de catequese», disse.
Neste sentido, a equipa responsável pela catequese ao nível da cidade pretende que mais que um estudo bíblico, esta iniciativa pastoral seja capaz de provocar a «paixão pela leitura da Palavra de Deus e comprometa na vivência da mensagem de Jesus Cristo».
Para o também pároco da Sé e de S. João de Souto – com o cónego Manuel Joaquim Costa – o objectivo geral da proposta de trabalho para este ano pastoral passa por fomentar, igualmente, um maior relacionamento interpessoal entre catequistas das paróquias da cidade, a partir do estudo aturado das cartas de S. Paulo.
O sacerdote defende que esta inicativa tem a vantagem de colocar os catequistas a trabalhar interparoquialmente. E, além do mais, considera que este tipo de trabalho pode, porventura, ser alargado a outros sectores da pastoral e a outros movimentos, em especial em zonas citadinas.
Este relacionamento interpessoal será concretizado por meio da promoção do conhecimento interparoquial das estruturas, sistemas e organizações catequéticas, pela partilha de conhecimentos adquiridos sobre as cartas paulinas, pela promoção do acolhimento na paróquia aos catequistas visitantes, e finalmente, por meio de celebrações e momentos de oração com os catequistas visitantes.
O encontro de ontem começou pela apresentação dos trabalhos sobre o DGC que foram elaborados pelos catequistas de Santo Adrião, Ferreiros, S. Vicente, Sé (Patronato e Visitação), S. João de Souto, Cividade, Maximinos, S. Lázaro e S. Victor. Esta pequena publicação foi dada aos catequistas que estiveram presentes no encontro, mas, também, será disponibilizada aos que não estiveram.
Seguidamente, o padre João Alberto Correia, pároco de Frossos, e o padre Hermenigildo Faria, pároco de Real, apresentaram duas conferências sobre S. Paulo no intuito de dar luzes e pistas aos  catequistas, pensando já na actividade pastoral deste ano.
Os presentes aproveitaram a oportunidade para colocaram aos dois sacerdotes, formadas em Bíblia, as suas questões e dúvidas. De realçar, que a questão da terminologia em relação à chamada conversão de S. Paulo foi uma das mais debatidas.


Agentes pastorais não devem
trabalhar por conta própria

Texto e foto: José António Carneiro

Os agentes pastorais, especialmente os catequistas, não devem trabalhar por conta própria mas sim em comunhão com o pároco, a comunidade paroquial e toda a Igreja. Esta é a conclusão que resulta das duas conferências que decorreram, ontem de manhã, durante o encontro de catequistas da Zona Pastoral da Cidade de Braga, proferidas por dois padres.
A partir da Carta a Filémom, o padre Hermenegildo Faria, pároco de Real, deixou aos catequistas o desafio de desempenharem a sua missão como o Apóstolo dos gentios porque, durante a sua actividade evangelizadora, S. Paulo procurou sempre não o seu próprio bem mas o da Igreja.
Baseado no exemplo paulino, o sacerdote bracarense defendeu que os catequistas não trabalham por conta própria uma vez que «o anúncio do Evangelho não depende de uma pessoa mas de toda a comunidade e da Igreja.
Como «Paulo não trabalhou por conta própria, mas ao serviço do Evangelho e da Igreja», assim os catequistas se devem situar em relação à sua missão. Aliás, «todos os que têm alguma autoridade na Igreja e todos aqueles que são chamados a gerir tensões deviam seguir o exemplo de S. Paulo», defendeu o padre Hermenegildo Faria.
Depois de fazer a leitura da carta de S. Paulo, o sacerdote mostrou que, na argumentação paulina, o Apóstolo consegue transpor a ordem jurídica para uma ordem eclesiástica a fim de instaurar uma nova ordem cristológica, na qual todos são considerados irmãos.
O conferencista referiu ainda que Paulo consegue de uma simples carta de recomendação passar a uma carta apostólica e canónica. O artifício usado para isso é o alargamento do âmbito do problema. Paulo engloba a comunidade e a Igreja num problema que é aparentemente particular.

Paulo, homem e escritor
“S. Paulo, homem e escritor” foi o título dado pelo padre João Alberto Correia, professor da Faculdade de Teologia, à sua intervenção. O sacerdote distinguiu quatro fases da vida do Apóstolo: «judeu praticante e zeloso, iluminado fervoroso, missionário itinerante e prisioneiro e organizador da comunidade».
Da primeira fase, o pároco de Frossos destacou a fidelidade à fé e a observância irrepreensível da Lei. Depois, sobre o segundo momento, e sobre a conversão de S. Paulo, o professor de Sagrada Escritura afirmou que «este acontecimento foi tão importante que a vida de Paulo se pode dividir entre o antes e o depois da queda na estrada de Damasco». Contudo, «não pensemos que a sua mudança foi tão momentânea e brusca como aparece narrada no capítulo 9 dos Actos dos Apóstolos».
Sobre a fase das viagens missionárias de Paulo salientou que a «metodologia é quase sempre a mesma». Começando pelo anúncio na sinagoga e consequente recusa dos judeus, o Apóstolo volta-se para os pagãos, na praça pública.
Na última fase da vida S. Paulo aparece como «prisioneiro e organizador de comunidades». Precisamente nesta época escreveu as cartas que hoje aparecem elencadas no cânone da Bíblia.
Sobre elas, o padre João Alberto Correia falou da organização interna e dos aspectos literários, entre os quais os recursos à diatribe, às perguntas retóricas, ao exagero semita, à ironia, antíteses, paradoxos e à argumentação escriturística.


in DM, 26/07/08


Escrito por JAC em 12:19:19 | Link permanente | Comments (0) |

Núcleo de Braga mostrou força do CNE


Jogos e aventura para recordar
fundador do escutismo católico

Texto e foto: José António Carneiro

A homenagem ao fundador do Escutismo Católico Português, D. Manuel Vieira de Matos, contou com a presença e participação de mais de 1200 escuteiros do Núcleo de Braga, num dia preenchido com a Eucaristia, jogos e aventuras escutistas, em diversos pontos da cidade de Braga, o berço do movimento fundado pelo então Arcebispo de Braga.
O dia começou, depois da concentração e desfile, com a Eucaristia, na Sé Primaz, presidida pelo assistente de Núcleo, cónego António Macedo, e animada musicalmente pelo Agrupamento de Sobreposta.
Na homilia, o assistente do movimento afirmou que apesar dos seus 85 anos, «o CNE fundado por D. Manuel Vieira de Matos é muito novo e jovial». Para o capitular bracarense, «podem surgir muitas associações, quer em Portugal que no mundo, mas poucas conseguirão a força e o dinamismo do escutismo».
Já a terminar a reflexão e, em Dia Mundial do Coração, o cónego António Macedo disse que o CNE «tem muitas coisas», mas salientou que o melhor do movimento «são os corações vivos dos seus elementos, que dizem sim a Deus, e aos valores fundamentais da pessoa humana».

No final da Eucaristia, os escuteiros depositaram na Capela Tumular – onde estão depositados os restos mortais dos Arcebispos de Braga, do século XX – uma coroa de flores em homenagem a D. Manuel Vieira de Matos.
Depois, teve início o jogo preparado pela Junta de Núcleo de Braga para as quatro secções escutistas – lobitos, exploradores, pioneiros e caminheiros – que teve como principal objectivo comemorar o fundador do CNE em Portugal.  Segundo disse o Chefe do Núcleo de Braga, João Araújo esta actividade pretende retirar «um pouco de pó sobre a figura de D. Manuel Vieira de Matos por considerarmos estar um pouco esquecido pelos escuteiros».  
O jogo, sem qualquer carga de competição, processou-se em diversos pontos da cidade de Braga, alguns deles com uma carga simbólica e relacionados à vida e obra de D. Manuel Vieira de Matos. Em especial, o Largo de S. Tiago, onde se situa o Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, mandado construir pelo Arcebispo de Braga.
Na sessão de encerramento, que decorreu, de tarde, na Avenida Central, o Agrupamento de S. Pedro de Merelim fez uma encenação sobre D. Manuel Vieira de Matos. Depois, entre cânticos e muita animação, os escuteiros aplaudiram as palavras encorajadoras do Chefe de Núcleo que se manifestou «feliz» pela forma «excelente» como decorreu o dia dedicado ao fundador. E afirmou: «com certeza, também D. Manuel Vieira de Matos, está hoje feliz com todos os escuteiros».
De destacar, a tenda do fundador que estava localizada na Avenida Central e que, tal como o túmulo do Arcebispo, foi visitada por todos os escuteiros que participaram neste dia de celebração e de festa escutista.

in DM, 27/09/08


Escrito por JAC em 12:17:13 | Link permanente | Comments (0) |