Wednesday, November 12, 2008

Sacerdote

Sacerdote é a voz de Cristo
Sacerdote é a voz do amor
anunciando a mensagem
de Cristo salvador.

Com as palavras de Deus
o mundo quer salvar
com os gestos dos homens
a todos quer ajudar.

Entre Deus e os homens
é a ponte segura
dá muito aos jovens
para a sua vida futura.

No seu rosto não mostra
uma vida sofrida
em Jesus encontrou
a razão da sua vida.

Sacerdote é o homem
eleito por Deus
para a todos salvar
e conduzir aos Céus.

inédito José António Carneiro, 2003

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Tuesday, November 11, 2008

1.ª vez 16MM

Realizador e actores estão amanhã no Bragashopping
Braga é cenário do filme “1.ª vez 16MM”

O filme “1.ª vez, 16MM”, o mais recente trabalho do realizador português Rui Goulart, tem algumas das suas passagens filmadas em Braga. O Café Vianna e o Café Astória serviram de cenário para algumas cenas, bem como o Monte Sameiro, possibilitando a exibição de vistas gerais sobre a cidade.
O filme estreia em Braga, no centro comercial Bragashopping, esta quinta-feira, dia 13, mas na noite anterior, a partir das 21h30. realiza-se uma antestreia que contará com a presença do cineasta Rui Goulart e de vários actores, nomeadamente o maestro António Vitorino de Almeida, Adelaide João e Catarina Martinez, para uma sessão de autógrafos.
A propósito do filme, Rui Goulart disse ao Diário do Minho que Braga é uma «cidade interessantíssima», com «pessoas formidáveis» e acima de tudo com uma «expressiva franja de juventude». Conciliando todos estes factores, o cineasta espera que o filme seja bem recebido na cidade. «Tenho quase a certeza que as salas do cinema do Bragashopping vai encher muitas vezes por causa do “1.ª vez 16MM”, afirmou.
Além de Braga, as filmagens envolveram outros cenários de Portugal , entre eles Águeda, Lisboa, Sintra e Funchal, e ainda de Itália (Veneza), França (Paris e Bordéus) e Espanha (Madrid).
O filme a “1.ª Vez, 16 mm” retrata uma história, passada entre 1986 e 1987, de um grupo de finalistas da Escola de Cinema de Lisboa, sem recursos financeiros, que começa a filmar uma longa-metragem chamada. Embora este filme seja romanceado, inspira-se em incidentes e peripécias da filmagem de “Em Obsessão”, de 1988.
O elenco integra o próprio Rui Goulart e ainda João d´Ávila, Adelaide João, António Vitorino de Almeida, Miguel Borges, Ana Afonso, Ana Reis, José Miguel Monteiro, Sofia Fragateiro, Rafael Reis, Victor Mariquito e Nuno Modesto. E a actriz espanhola Marisa Paredes.
Até à presente data, o cineasta Rui Goulart, nascido em Angola há 46 anos, realizou e produziu cinco longas-metragens e duas curtas-metragens. Os seus filmes têm sido seleccionados por alguns dos principais festivais de cinema do Mundo, nomeadamente para o Festival de Cinema de Veneza, em 2002, entre muitos outros.

in Diário do Minho, 11 de Novembro

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Visita do Arcebispo à Sé Primaz

Amor ao Seminário garante
anúncio da Palavra de Deus

Texto: José António Carneiro

«Só o amor ao Seminário garante o anúncio da Palavra de Deus» defendeu, ontem à tarde, o Arcebispo Primaz na Eucaristia de encerramento da visita pastoral à paróquia da Sé. Ao falar sobre o amor à Igreja, que se manifesta na defesa das suas causas, D. Jorge Ortiga, tendo em conta a crescente descristianização do centro da cidade de Braga, deixou desafios aos cristãos exortando a que as paróquias saibam sair de si mesmas para ir ao encontro daqueles que mais necessitam e que estão excluídos da sociedade.
No início da Semana de Oração pelos Seminários, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse que esta semana deve servir para uma «reflexão sobre a importância dos seminários na vida das dioceses portuguesas». Para D. Jorge Ortiga é fundamental que «os seminários não sejam dos padres que lá estão a trabalhar», mas que cada cristão da diocese se sinta comprometido com esta causa da Igreja.
O prelado considerou fundamental o amor aos seminários, em especial, na cidade de Braga, porque «infelizmente nem sempre lhe manifestamos o amor necessário», afirmou.
Em dia da Dedicação da Basílica de Latrão, D. Jorge Ortiga denunciou, ainda, uma crescente descristianização nas paróquias do centro da cidade de Braga.
A este respeito, o presidente da CEP disse, na sua homilia, que «o amor à igreja não pode acontecer apenas em algumas ocasiões simbólicas». E foi mais adiante ao dizer que se tem verificado que muitos cristãos católicos não frequentam a Igreja, casos que «já acontecem já na nossa cidade de Braga».
Neste sentido, o Arcebispo defendeu que as paróquias da cidade devem readquirir um dinamismo missionário: «que os cristãos participem na Eucaristia e depois partam comprometidos para a vida, para que pelo testemunho voltemos a encher as nossas igrejas, concretamente na prática do preceito dominical».
Finalmente, o Arcebispo de Braga referiu que «as paróquias da cidade devem sair dos circuitos internos» e devem «deixar de girar à sua volta e das suas capelinhas». «Temos que olhar concretamente aos que mais precisam e aos que estão afastados», concretamente na paróquia da Sé, tendo em atenção a grande franja de população que mora em bairros considerados problemáticos.
Estar atentos aos problemas da imigração, da integração e reinserção social dos imigrantes e estrangeiros, prestar auxílio aos sem abrigo e toxicodependentes são atitudes concretas a desempenhar pelos cristãos.
«Não podemos condenar mas aproximar-nos para levar a marca do amor de Deus que permite a restituição da dignidade humana àqueles que por qualquer motivo sofrem a exclusão», concluiu.

Inquietações da Sé
ao nível da reestruturação
Os párocos da Sé, o cónego Manuel Joaquim Costa e o padre Domingos Paulo Oliveira, consideraram positiva a visita do Arcebispo Primaz porque permitiu à comunidade «inquietar-se e pensar os seus problemas», concretamente o que diz respeito a uma possível reestruturação territorial da paróquia.
No encontro com os movimentos paroquiais, D. Jorge Ortiga pediu que a paróquia seja vista como «família», que é «responsável no pensamento e na acção», e que quer fazer da Palavra de Deus o seu centro de gravitação.
Tendo por base a ideia de Igreja Comunhão o Arcebispo Primaz pediu que se acabem com bairrismos de modo a que seja possível um trabalho pastoral no mesmo sentido.
Do encontro com diversas associações sediadas na freguesia da Sé, saiu a ideia de que a Igreja deve estar atenta à pastoral dos tempos livres e, nesse sentido, o Patronato de Nossa Senhora da Torre, que comemora no próximo mês 75 anos de existência, tem um papel relevante.

in Diário do Minho, 10 de Novembro

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Visita pastoral à Cividade

D. António Couto pediu cristãos
comprometidos na fraternidade

Texto José António Carneiro

Na visita pastoral à paróquia de S. Tiago da Cividade, o Bispo Auxiliar de Braga pediu aos cristãos que se comprometam na fraternidade. Destacando a celebração da festa da Dedicação da Basílica de Latrão, «a mãe de todas as Igrejas», D. António Couto mostrou que «a Igreja é casa de fraternidade» e, porque a Igreja é feita por homens e mulheres, deve manifestar nas suas atitudes a fragilidade do amor e do carinho.
A uma assembleia repleta, o Bispo Auxiliar de Braga apresentou a Igreja como «mãe» pedindo que os cristãos saibam e aprendam a viver nela e a amá-la. A Igreja é um espaço de construção de «relações frágeis e não militarizadas», sustentou.
Como profeta, D. António Couto denunciou uma certa «anestesia do mundo actual», que obriga as pessoas viverem «sem sentimentos», em «estado cadavérico», levando a que «o mundo pareça muitas vezes um cemitério».
Por isso, o prelado afirmou que a Igreja e o mundo só poderão renascer pelo amor e pelo carinho. Opôs-se, nessa linha, ao carácter militar e fúnebre com que muitas vezes se olha o mundo e as relações, afirmando que «o uso à armas indica que já não há espaço para o amor».
Aos paroquianos de S. Tiago da Cividade D. António Couto desafiou à construção de uma «comunidade mais fraternal, amiga , íntima, próxima e unida». E não deixou de dizer que «a Igreja que é mãe fica feliz quando os seus filhos se reúnem para celebrar a sua fé na Eucaristia e quando se sentem mais irmãos».
Deste modo, o prelado concluiu a celebração pedindo que os cristãos se liguem cada vez mais à Igreja porque é a casa de Deus entre os homens e a casa onde os homens encontram Deus.
O padre Manuel Fonseca destacou que a visita pastoral à paróquia foi «útil» e que «as pessoas admiraram a simplicidade, a proximidade e a dedicação do Bispo e o seu apelo à esperança e à fraternidade».
D. António Couto visitou, desde quarta-feira até ontem, diversas instituições e comunidades religiosas sediadas no território da Cividade. A assembleia de movimentos, na sexta-feira à noite, reuniu mais de três dezenas de pessoas e serviu, acima de tudo, para um compromisso maior ao nível do sector pastoral da catequese.
Olhando o estado actual da comunidade, o padre Manuel Fonseca, pároco da Cividade, referiu a necessidade de um «empenhamento maior dos cristãos». Além disso, apontou a existência de muita «indiferença religiosa», assim como de « demasiada mobilidade das pessoas» que não permite a criação de um sentimento de pertença para com a paróquia de origem ou de residência.

in Diário do Minho, 10 de Novembro

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Semana de Oração pelos Seminários

Futuros padres não devem esquecer
carisma de Cristo bom pastor

Texto: José António Carneiro

Os futuros padres não podem e não devem esquecer o carisma de Cristo bom pastor disse, ontem de manhã, na igreja de S. Paulo, o reitor do Seminário Conciliar de Braga, numa Eucaristia que assinalou a abertura da Semana de Oração pelos Seminários. Para o padre Vítor Novais «a fisionomia do sacerdote não muda» e é necessário manter a fidelidade à vocação imitando o zelo devorador de Jesus.
O mais recente cónego do Cabido Primacial de Braga presidiu à Eucaristia, transmitida pela TVI, concelebrada pelos elementos das equipas formadoras dos seminários arquidiocesanos e que contou com a presença de D. Eurico Dias Nogueira, Arcebispo Emérito de Braga e de muitos familiares dos seminaristas, diáconos e amigos e benfeitores da instituição que encheram a igreja de S. Paulo.
Referindo-se aos seminários, o padre Vítor Novais afirmou que estes são «casas dedicadas ao louvor de Deus»,  mas, também, lugares e tempos de discernimento. Os seminários são como que «o caminho de Damasco em hora de milagre, de mistério e de conversão», afirmou aquele sacerdote, aludindo ao Apóstolo Paulo.
Para o reitor do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo «os novos tempos exigem passos novos e semeadores generosos». Este responsável, tendo em conta o tema desta semana de oração “Quem semeia com generosidade assim colherá”, entende que «semear com generosidade é ter coragem de semear em todos os lugares e em tempo certo». Em especial, salientou o padre Vítor Novais, é urgente abordar a questão da vocação em contexto familiar e social, assim como nas paróquias, congregações religiosas e dioceses.
No entanto, não é suficiente falar das vocações, mas é «necessário rezar, persuadir, a propósito e a despropósito, a fim de ganhar alguns». O reitor considerou fundamental que os cristãos se sintam empenhados em semear a vocação sendo capazes de «falar ao coração» especialmente dos mais jovens.
Na homilia, o padre Vítor Novais destacou o «profundo significado eclesiológico» da festa da Dedicação da Basílica de Latrão, que «enaltece o ministério petrino», congregador de todas as igrejas do mundo.

Seminário vai
às paróquias e
à escola
A celebração da Semana de Oração pelos Seminários em Braga conta, ainda, com outras iniciativas levando o Seminário a marcar presença em algumas comunidades paroquias e, ainda, numa escola. Assim, na próxima sexta-feira, na mesma igreja de S. Paulo, realiza-se uma vigília pelas vocações, às 21h30, e no sábado, às 21h00, terá lugar outra vigília, na igreja do mosteiro de S. Miguel de Refojos, em Cabeceiras de Basto.
No domingo, dia 16 decorre a abertura solene do ano lectivo 2008-2009 nos Seminários Arquidiocesanos de Braga. Começa às 18h00, no auditório de S. Frutuoso, com uma intervenção de D. António Couto, seguida dos discursos habituais do director do Seminário de Nossa Senhora da Conceição, padre Avelino Amorim, e do reitor do Seminário Conciliar S. Pedro e S. Paulo, padre Vítor Novais.
A cerimónia termina com a Eucaristia presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, às 19h30, na igreja de S. Paulo.
Ao longo de toda esta semana, o Seminário vai estar também no Colégio Didálvi, em Barcelos, participando nas aulas de Educação Moral e Religião Católica (EMRC).

in Diário do Minho, 10 de Novembro

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Friday, November 7, 2008

Elogio de Guimarães

Li em Da Condição Humana e gostei imenso!
E não só por ser de Guimarães…

“Gosto de… Portugal e de Guimarães

Painel de azulejos na Estação de Caminhos de Ferro de Vilar Formoso: “Castelo de Guimarães”

Para alguns de Braga, Guimarães é Espanha. Para o resto da Nação, Guimarães é o Berço da Nação. E não vou agora contribuir para tal discussão.

Para mim, Guimarães é a Natureza lentamente torcida pelo peso do granito. É o que penso quando olho para o chão que piso (ainda há dias levei um raspanete de uma colega que me mandou olhar cima, levantar o queixo, como se olhar para o chão fosse um sinal de desalento, quando não é). Olho muito para o chão enquanto ando. Gosto de caminhos. Gosto de sentir o chão (para desespero da Carla que detesta ouvir-me a raspar o chão com as solas dos sapatos enquanto ando).

Gosto de caminhos. Há uma versão, pouco aceite, aliás, e sem grande fundamento documental, que faz derivar o nome de Guimarães de uma suposta inscrição na porta de entrada da torre de menagem do Castelo, ou mesmo numa pedra do frontispício da já derrubada Capela de S. Tiago na Praça do mesmo nome. Capela essa, agora marcada em planta no pavimento granítico desta praça, comunicante com a da Oliveira. Diria a inscrição “Via Maris”. Caminho do Mar. Gosto da hipótese. Gosto destes caminhos etimológico-toponímicos alternativos.”

«Um adjectivo: “Gostei!”»

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O político e o ladrão: uma diferença!

José António Carneiro

Olhando o panorama nacional (as legislativas de 2009 já vão “mexendo”) e internacional (Barack Obama ganhou nos EUA) tentarei – neste espaço que, saliente-se, é de opinião – pensar alto e falar de política e eleições, de muitas promessas eleitorais e quase outros tantos desencantos e incumprimentos.
Sempre me inquietou e preocupou ver políticos (de todos os quadrantes), por altura das eleições, apresentarem um rol interminável de promessas que, depois, no exercício das funções, nunca são concretizadas e cumpridas para desencanto dos eleitores. E pergunto-me se o único objectivo dessas promessas eleitorais não será enganar os votantes; como que os políticos quisessem escolher os seus eleitores e não os eleitores escolherem os seus políticos.  
A este respeito, recebi recentemente um email no qual se dizia que alguém lançou um desafio através da pergunta “Qual a diferença entre um político e um ladrão?”.
Das respostas recebidas chamou a atenção uma, em especial, que dizia: “Após longa pesquisa cheguei à conclusão que o político eu escolho-o, o ladrão escolhe-me a mim”.
O promotor do inquérito, surpreendido, respondeu ao autor da resposta: “Tenho a comunicar-lhe que o senhor é um génio porque foi o único que conseguiu encontrar uma diferença! Parabéns!”.
Sabemos que as eleições voltarão a ser o tema quente do panorama nacional muito em breve. Já muito trabalho está a ser feito pelos partidos, a fim de prepararem o melhor possível as suas candidaturas. Muitos panfletos vão ser distribuídos, muitos sacos com slogans vão pairar ao vento e muitos brindes vão animar as pessoas (o Orçamento do Estado dá 70 milhões para as próximas campanhas). Só espero que a finalidade dos candidatos não seja “fazerem-se vestir com pele de ladrão” e tentarem, eles mesmos, escolher – enganando – os eleitores.
Porque, infelizmente, são muitos os exemplos de políticos que chegaram à governação recorrendo à mentira e a falsas promessas, seja a nível local, regional, nacional ou internacional.
Se as legislativas e autárquicas de 2009 tiverem disto será mais do mesmo e político e ladrão continuarão a ter apenas uma só diferença…

in Diário do Minho, 6 de Novembro

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Amaro Franco quer AEJ profissionalizada

Plano de actividades apresentado ontem na Casa dos Crivos

Texto e foto: José António Carneiro

A Associação Espaço Jacobeus (AEJ) traçou como principais objectivos para 2009 a profissionalização e a criação de uma nova estrutura interna da organização. Dentro desta, Braga assume-se como «capital» do Caminho Português de Santiago,  sendo a sede nacional da associação, trabalhando com outras delegações, que abrirão brevemente, no Porto, Viseu e Lisboa e, com os núcleos de Esposende e Guimarães, na divulgação do Caminho Português de Santiago de Compostela.
Na apresentação do plano de actividades para 2009, ontem, na Casa dos Crivos, Amaro Franco, eleito recentemente presidente da direcção nacional,  deixou críticas à falta de apoios à AEJ e disse que Portugal ainda não descobriu a importância do Caminho de Santiago como motor para um desenvolvimento sustentável a nível regional e local.
O actual presidente nacional disse que o Governo português e as Câmaras Municipais não dão a devida importância a este projecto ao contrário do que acontece em Espanha. «Da Galiza, vêm exemplos bons em relação ao aproveitamento do caminho de Santiago» referiu.
Em relação ao trabalho da anterior presidente, Sílvia Santos, defendeu que a AEJ assistiu, aí, à instauração de um novo modelo de gestão que foi o primeiro passo para a profissionalização que agora se quer para a associação. E afirmou: «não chega a paixão pelo caminho mas é necessário mais empenho» também do Governo e das autarquias.
Relevando o papel da AEJ do ponto de vista das potencialidades turísticas, Amaro Franco referiu que está já pedida uma audiência à comissão instaladora da nova entidade do Turismo do Porto e Norte de Portugal porque considera que é importante a AEJ fazer-se representar nessa nova estrutura.
Em relação às actividades, o presidente nacional começou por destacar que desde 2004 tem havido um «aumento significativo» do número de peregrinos portugueses que fazem o percurso para Santiago de Compostela.
Acompanhado pelo padre Augusto Vila Chã, assistente, e João Pedro Freitas, secretário, Amaro Franco afirmou que o caminho português é o segundo caminho mais utilizado pelos peregrinos.
Para o novo ano, a nova direcção da AEJ quer publicar uma revista, a primeira no mundo relativa ao Caminho de Santiago de Compostela, com quatro números anuais. Toda a estrutura para a publicação está criada mas falta dinheiro para que seja dada a conhecer ao público.
“A descoberta do Caminho Português de Santiago” é outra das actividades prevista que consta da realização faseada da peregrinação, com saídas desde Guimarães, Porto, Viana do Castelo e, ainda, Lisboa.
Segundo Amaro Franco, está a ser pensado para o ano um congresso internacional em matéria de caminho de Santiago assim como a realização do II encontro de Câmaras Municipais do Caminho Português de Santiago. A estas será lançado, segundo este responsável, o desafio da criação da Fundação Caminho Português de Santiago.
Um concurso nacional de fotografia e uma exposição itinerante sobre o caminho português, a sinalização de rotas, a organização da Missa da bênção do peregrino com entrega das credenciais, a edição de um livro “Para orar no Caminho de Santiago” e a promoção de jornadas de oração para depois da peregrinação são outras iniciativas previstas.
Em relação a actividades agendadas ainda para este ano, destaque-se que hoje, se realiza um encontro/reunião dos sócios de Braga para a eleição do secretariado da delegação de Braga. Depois, a 28 de Novembro fazem-se as mesmas eleições para o secretariado do núcleo de Esposende. As eleições em Viseu, Porto e Lisboa decorrem até ao final deste ano civil.
Para 16 de Novembro, está marcado o magusto, a realizar em Merelim S. Paio e, em 27 de Dezembro, realiza-se uma peregrinação de autocarro das delegações de Braga, Viseu e Porto.

in Diário do Minho, 7 de Novembro

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Thursday, October 30, 2008

Clero da zona pastoral Oeste/Veiga preocupado

Formar leigos que presidam
a celebrações da Palavra

(texto) José António Carneiro

O clero da zona pastoral Oeste/Veiga do arciprestado de Braga reflectiu, na reunião de 23 de Outubro, sobre a importância de formar leigos para presidirem a celebrações da Palavra, bem como a possibilidade de organizar, em cada comunidade, uma Celebração da Palavra, na semana de 9 a 12 de Dezembro.
A reunião que contou com a presença de D. Jorge Ortiga, de D. António Couto, e do arcipreste, padre José Sepúlveda, serviu ainda para se trocaram impressões sobre a preparação e celebração da visita pastoral às paróquias da Zona. Cada sacerdote, em reunião particular com o Bispo, organizará o programa que engloba, além de outras iniciativas, uma assembleia paroquial e a eucaristia de encerramento.
Neste encontro, foi ainda analisado o programa proposto na reunião anterior para as actividades a realizar na Zona Pastoral. O padre Carlos Eugénio Araújo apresentou a dinâmica para o Advento e Natal, enquanto o padre João Torres referiu-se à data de 28 de Dezembro para o encontro com os casais que participaram no Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM) realizado em Esporões. Registe-se que o próximo CPM a decorrer nesta paróquia decorrerá em seis domingos, entre 22 de Fevereiro e 29 de Março de 2009.
Este sacerdote apresentou ainda as datas  das reuniões de catequistas: dia 14 de Janeiro, em Celeirós, para os catequistas do 2.º, 5.º, 7.º e 8.º anos e dia 23 de Abril, em Fradelos, para os catequistas do 3.º, 6.º e 10.º anos.
Este reunião, presidida pelo Fernando Apolinário Marques, serviu ainda para actualizar os contactos dos sacerdotes e agendar a próxima reunião para o dia 12 de Novembro, às 10h30, em Celeirós.

in Diário do Minho, 30 de Outubro

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CPM em todos os arciprestados

Reactivar o Centro de Preparação para o Matrimónio (CPM) em Barcelos, Braga, Vila Nova de Famalicão e Cabeceiras de Basto e implementá-lo na Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho são dois objectivos que os actuais responsáveis diocesanos delinearam para este ano pastoral, fazendo com que este movimento tenha expressão e lugar em todos os arciprestados da Arquidioce de Braga.
Além deste propósito, o conselho diocesano que decorreu no passado domingo, em Celorico de Basto, traçou como linha orientadora a visita a todos os centros do movimento e salientou a importância da “reunião zero” em todas as paróquias como meio de acolher os noivos, divulgar  a temática do CPM e proceder às respectivas inscrições.
Na reunião, foi feito um apelo e sensibilização para a importância da formação de todos os casais e foi referida a importância de envolver os arciprestes, sacerdotes e seminaristas na dinâmica do movimento.
O CPM vai promover reuniões dos Conselhos Diocesanos Ordinários nos dias 20 de Junho e 24 de Outubro de 2009.
A participação em diversas acções de formação, quer a nível local, quer nacional, é outro dos objectivos delineados pelo movimento presidido pelo casal Emília Moura e António Almeida.

in Diário do Minho, 30 de Outubro

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