Thursday, October 2, 2008

Aprender… com a vida!

Aprendi….que ninguém
é perfeito
enquanto não te apaixonas.
Aprendi….que a
vida é dura
mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que…as
oportunidades nunca se perdem
porque aquelas que
desperdiças… alguém as aproveita
Aprendi que…quando
te importas com rancores e amarguras
a felicidade vai para outra
parte.
Aprendi que…
devemos sempre dar palavras boas…
porque amanhã nunca se sabe
as que temos que ouvir.
Aprendi que…um sorriso
é uma maneira económica de melhorar o teu aspecto.
Aprendi que… não posso
escolher como me sinto…
mas posso sempre fazer
alguma coisa.
Aprendi que…quando
o teu filho recém-nascido
segura o teu dedo na sua mão
têm-te preso para
toda a vida
Aprendi que…todos
todos querem viver no cimo da montanha…
mas toda a felicidade
está durante a subida.
Aprendi que… temos
que gozar da viagem
e não apenas
pensar na chegada.
Aprendi que…o melhor é
dar conselhos só em duas circunstancias:
quando são pedidos e
quando deles depende a vida.
Aprendi que…quanto
menos tempo se desperdiça…
mais coisas posso fazer.

Posted by JAC at 17:15:10 | Permalink | No Comments »

Tuesday, September 30, 2008

SOMOS PARTES DO TODO

Somos partes do Todo
Eu sou parte de ti
E tu és de mim
Quando parto te procuro
Tu que partes para me encontrar
Num certo lugar no Todo
Que não é perto nem distante
Do ponto em que saímos
Em busca da Outra Parte.

Jean-Pierre Barakat

Posted by JAC at 14:08:43 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, September 24, 2008

A VOZ DE DEUS

 
Brilha uma voz na noute…   
De dentro de Fora ouvi-a…   
Ó Universo, eu sou-te…   
Oh, o horror da alegria   
Deste pavor, do archote   
Se apagar, que me guia!  
Cinzas de idéia e de nome   
Em mim, e a voz: Ó mundo,   
Sermente em ti eu sou-me…   
Mero eco de mim, me inundo   
De ondas de negro lume   
Em que para Deus me afundo. 

Fernando Pessoa

Posted by JAC at 11:29:06 | Permalink | No Comments »

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.   
Finge tão completamente   
Que chega a fingir que é dor   
A dor que deveras sente. 

E os que lêem o que escreve,   
Na dor lida sentem bem,   
Não as duas que ele teve,   
Mas só a que eles não têm. 

E assim nas calhas de roda   
Gira, a entreter a razão,   
Esse comboio de corda   
Que se chama coração.  

Cancioneiro Fernando Pessoa

Posted by JAC at 11:26:37 | Permalink | No Comments »

Abdicação

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho. Eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.

Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mãos viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços

Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.

Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.

Cancioneiro Fernando Pessoa

Posted by JAC at 11:22:35 | Permalink | No Comments »

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, á mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


Fernando Pessoa, Mensagem

Posted by JAC at 11:08:47 | Permalink | No Comments »